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domingo, 6 de maio de 2012

Benfica desmotivado vence Leiria


Triste final de época no Estádio da Luz com uma equipa desligada dos adeptos, sem qualquer motivação, a cumprir apenas parte dos serviços mínimos diante de um Leiria, já se sabia, muito limitado, mas com mais brio do que o adversário. O golo solitário de Bruno César permite alcançar apenas um dos objetivos, a confirmação do segundo lugar, mas a equipa esqueceu-se, ou não quis saber, do segundo: ajudar Cardozo a destacar-se na lista dos melhores marcadores.

O Benfica entrou em campo apenas para cumprir uma formalidade, sem qualquer lampejo de motivação, trocando a bola sem alma, sem velocidade, sem vontade, limitando-se a explorar os muitos espaços oferecidos pelo adversário, mas sem forçar desequilíbrios. A ficha técnica até apontava para uma equipa ofensiva, com Yannick Djaló, Aimar e Bruno César no apoio a Saviola e Cardozo, mas o que se viu em campo foi uma equipa amorfa que se limitava a aceitar o que lhe era oferecido. 

O Leiria, com uma equipa muito jovem, com quatro juniores e uma média de idades inferior a 21 anos, apresentou-se em campo com Keita entre duas linhas de quatro jogadores e Djaniny mais adiantado. Um conjunto que se destacou pela enorme disponibilidade para fazer compensações e manter o equilíbrio, sobretudo, em termos defensivos, mas longe do chamado «autocarro». Mérito para José Dominguez que, em poucos dias, conseguiu juntar um grupo de jogadores, a maioria com pouca experiência ao mais alto nível, e colar-lhe algumas noções básicas do que é jogar como uma equipa.

Confira a FICHA DO JOGO e as notas dos jogadores

Ao primeiro apito de Rui Costa, o Benfica instalou-se no meio-campo do Leiria, mas com um futebol lento e previsível, permitindo ao adversário, com mais ou menos dificuldades, ir resolvendo todos os problemas que os encarnados lhes criavam. Esperava-se uma equipa a jogar para Cardozo e a primeira oportunidade até foi para o paraguaio, na marcação de um livre, mas depois o avançado, bem marcado pelos centrais do Leiria, esteve muito tempo fora do jogo. A juntar-se à evidente falta de motivação da equipa, juntaram-se os protestos das claques contra a direção, equipa técnica e jogadores. Em resumo, um ambiente muito estranho neste final de festa na Luz.

O segundo livre do jogo, aos vinte minutos, já não foi para Cardozo, foi para Bruno César que, em jeito, abriu o marcador. Um golo que garantia um dos objetivos, mas que era insuficiente para satisfazer os mais de trinta mil adeptos que foram à Luz com a esperança de ver mais golos no adeus à equipa. No lance seguinte o empate até esteve à vista, na sequência de um livre, Nicklas cruzou tenso e Ogu cabeceou por cima da trave. O Benfica só conseguia conseguia imprimir velocidade quando a bola passava pelos pés de Maxi ou Aimar, mas o benfiquista mais rápido em campo era mesmo Nicklas que voltou a estar em evidência, antes do intervalo, com um cruzamento tenso para Shaffer ficar novamente perto do empate.

Pelo meio, duas perdidas incríveis de Cardozo, uma delas depois de um lance quase perfeito de Aimar. Muito pouco. Jorge Jesus procurou oferecer mova dinâmica logo a abrir a segunda parte, trocando Saviola por Rodrigo e, já com o jogo a decorrer, lançou ainda Nélson Oliveira para o lugar do apagado Yannick Djaló. Mais do mesmo. O mal era coletivo, não de um ou outro jogador. Cardozo voltou a desperdiçar uma oportunidade flagrante, Witsel também e, até final as únicas palmas que se ouviram foram para Aimar, quando foi substituído, e para Maxi.

Uma vitória com sabor a derrota que confirma, matematicamente, a despromoção do Leiria que saiu da Luz sob aplausos.


in Mais Futebol

sábado, 5 de maio de 2012

FC Porto - Sporting CP : Antevisão


Na consagração dos novos bicampeões, o Sporting tenta chegar à Liga dos Campeões.


O momento:

F.C. Porto: A consagração do bicampeão. Depois da festa «no sofá», a festa no relvado. O título é uma realidade para a equipa de Vítor Pereira que, agora, perante o seu público, fará a festa com o histórico rival. Vencer pela honra, para aumentar a contabilidade final na época e para satisfazer a casa cheia que se espera no Dragão. O resultado já não trará implicações nos objetivos da época. Mas vai mexer de certeza no orgulho azul e branco. 

Sporting: O ¿convidado¿ que quer estragar a festa. Porque, ao contrário do rival, ainda não tem motivos para celebrar. Mas poderá ter. O Sp. Braga voltou a estar alcançável na tabela e um triunfo no Dragão deixa os leões a depender de si para chegar ao último lugar do pódio na última ronda, quando recebem a equipa de Leonardo Jardim. Um «deja-vu» da última época, quando a equipa de José Couceiro foi a Braga confirmar o terceiro posto sobre a meta. 

As ausências:

F.C. Porto: Não há lesões nem castigos. Alvaro Pereira, Iturbe e Mangala ficam de fora por opção.

Sporting: Rinaudo e Rodríguez são os «clientes» do departamento médico.

A palavra dos treinadores:

Vítor Pereira (F.C. Porto): «Para nós é um jogo importante, queremos ganhar, perante a nossa massa associativa. Vamos encarar jogo com essa mentalidade e com a mentalidade de quem quer todos os dias provar competencia e qualidade. Temos claramente como objetivo vencer este jogo e o próximo, os objetivos estão claros» 

Sá Pinto (Sporting): O clube está em blackout. 

Outros confontos:

Em 77 jogos na casa portista para a principal Liga portuguesa, o F.C. Porto ganhou 40. O Sporting conseguiu apenas 13 triunfos, o último dos quais na Liga 2006/07, com um golo de Rodrigo Tello. Houve ainda 24 empates, um resultado que não acontece desde 2008/09. Na última época o F.C. Porto também recebeu o Sporting já campeão e ganhou por 3-2. Falcao, por duas vezes, e Walter fizeram os tentos portistas. André Santos e Matías Fernandez marcaram para o Sporting. Na primeira volta, em Alvalade, registou-se um empate sem golos. 

Equipas prováveis:

F.C. PORTO: Helton, Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho; Hulk, Janko e James Rodríguez. 

Outros convocados: Bracali, Rolando, Danilo, Defour, Kléber, Varela e Djalma

SPORTING: Rui Patrício; João Pereira, Anderson Polga, Xandão e Insúa; Schaars, Elias e André Martins; Izmailov, Van Wolfswinkel e Capel

Outros convocados: A lista ainda não é conhecida

in Mais Futebol

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Paulo Bento renova contrato

Selecionador renovou por dois anos e vai orientar a equipa nacional na qualificação para o Mundial.

 Paulo Bento mostrou-se esta sexta-feira «muito satisfeito» por continuar ao serviço da Seleção por mais dois anos e agradeceu a confiança por parte da Federação Portuguesa de Futebol. Depois de ter garantido a presença no Euro2012, o selecionador tinha dito que queria ir para a fase final com o futuro definido, e o desejo foi cumprido.


«Não é uma questão de exigência, mas de convicção. Penso que é o melhor para a instituição, para mim e para a minha equipa técnica, e para o grupo de trabalho. A melhor solução era resolver a situação antes da fase final. Não houve qualquer exigência, houve o manifestar de um desejo, a dada altura, que depois fui reiterando. Ia para o Europeu com a mesma tranquilidade, ambição e profissionalismo, se não estivesse agora aqui, se não tivesse renovado», afirmou.

«Não estou satisfeito, estou muito satisfeito por continuar ao serviço da Seleção. Quero agradecer a confiança da direção da federação num trabalho que não é meu, é de muito gente que trabalhou comigo, e que desenvolvemos até aqui, e também a confiança para o que aí vem», declarou.

O técnico garante que dois anos sempre foi o período que quis negociar: «Era um objetivo nosso, tínhamos como prioridade estar durante o Euro e, depois, na campanha para o Mundial e é com agrado que vemos reconhecido o nosso trabalho e vemos o prolongamento da confiança, com a renovação do contrato por mais dois anos.»

Bento afirmou ainda que sempre esteve com a cabeça na Seleção: «Foi a única opção. O desejo que tinha está cumprido, que era poder estar também na campanha de qualificação para um campeonato do mundo. A minha prioridade, a única, era disponível para ouvir a federação. Foi uma questão fácil de se resolver.»

A renovação da equipa ainda não faz parte das suas intenções, com o Campeonato da Europa a bater à porta. Para já, há que trabalhar no imediato, lembra o selecionador. «É uma situação de futuro, de estabilidade, uma aposta na continuidade do trabalho feito até aqui por parte da federação, que o valorizou. Estamos satisfeitos, mas o nosso foco está na competição que está a chegar, e que muito trabalho nos deu para nos qualificarmos. Queremos e podemos competir ao mais alto nível no Europeu, depois vamos pensar na qualificação para Mundial.»

in Mais Futebol

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Capa de "O Jogo": Real de José Mourinho é campeão de Espanha

Preso durante as últimas três temporadas, o grito "campeão!" foi solto pelas gargantas dos adeptos do Real Madrid, que comemoraram o fim de uma ditadura imposta em Espanha pelo Barcelona de Pep Guardiola. Numa festa curta, mas intensa na Catedral de San Mamés, um homem que nem sempre se revelou consensual entre os adeptos merengues foi o centro de todas as atenções no relvado basco, após o 3-0 aplicado pelo Real Madrid ao Atlético de Bilbau. Atirado ao ar pelos seus jogadores, José Mourinho foi o grande homenageado da festa e tem todas as razões para se sentir (mais uma vez) nas nuvens. À segunda tentativa, El Especial conseguiu derrubar o "invencível" Barcelona e sagrou-se campeão em quatro países diferentes - Portugal, Inglaterra, Itália e Espanha -, provando que o continente europeu ficou pequeno para a sua fúria e insaciável sede de vitória.
O feito de Mourinho ganha outra dimensão por um, digamos assim, hat trick inédito naquilo que diz respeito às ligas consideradas como as maiores da Europa. Com esta conquista, o português tornou-se o primeiro de sempre a ter no currículo os títulos espanhol, inglês (2004/05 e 2005/06, pelo Chelsea) e italiano (2008/09 e 2009/10, pelo Inter), partes integrantes de uma luxuosa coleção de troféus que já chega aos 20 em 13 temporadas como treinador principal. Se lhes somarmos os dois títulos nacionais conquistados no comando do FC Porto (2002/03 e 2003/04), o rei da Europa é protagonista da incrível façanha de ter sido campeão em quatro dos cinco países que lideram o ranking da UEFA, faltando-lhe agora um título de campeão na... Alemanha para estabelecer uma marca ainda mais ímpar e inatingível.

in O Jogo Online

Corrida aos bilhetes para a final do Jamor


Grande afluência por parte dos adeptos que querem assegurar presença na final da Taça de Portugal, no Jamor.

As bilheteiras de Alvalade abriram religiosamente às 9 horas e, por essa altura, já se formava uma fila de cerca de 700 metros de adeptos que esperavam ordeiramente a sua vez para adquirir os ingressos, sendo que, neste primeiro dia, a venda será exclusiva a sócios vitalícios renovados e aos detentores de lugares especiais renovados.

A este ritmo, é possível que os 11 mil ingressos disponibilizados pela Federação ao Sporting para o jogo com a Académica esgotem hoje ainda antes do fecho das bilheteiras, às 19.30 horas.


 in A Bola

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Eusébio chegou há 50 anos

Pantera Negra Goleador veio para Lisboa disfarçado com nome de mulher, para despistar o Sporting. O Benfica era o destino final e aí começou uma lenda.
Faz hoje meio século aterrava em Lisboa uma tal de Rute Malosso. Pelo nome, não é possível adivinhar uma mudança drástica em Portugal, quanto mais no futebol português. Mas era apenas uma alcunha para aquele que, timidamente, veio a tornar-se no melhor jogador português de todos os tempos.



Eusébio da Silva Ferreira, nascido em Lourenço Marques, hoje Maputo, capital de Moçambique, a 25 de Janeiro de 1942, chegou, viu e venceu (praticamente) tudo com a camisola do Benfica.
O Pantera Negra assinou pelo Benfica, mas esteve a um passo de rumar ao eterno rival Sporting. Eusébio jogava na filial leonina de Lourenço Marques quando um funcionário do Benfica tratou da sua transferência para as águias. Colocou o Eusébio num avião sob um nome falso (Ruth Malosso) e avisou os leões que o jogador tinha partido para Lisboa de barco. Na capital, Eusébio era esperado por dirigentes da turma da Luz e alguns jornalistas.
Mesmo assim, os verde e brancos não desistiram e voltaram à carga, duplicando a oferta do Benfica, que acabou por pagar à mãe de Eusébio, Elisa Anissabene, 250 contos pela transferência. Os encarnados esconderam o rapaz de 18 anos numa unidade hoteleira em Lagos, Algarve, e seguraram o reforço.
Menos de uma semana passou e Eusébio regressou à capital. Já o fumo tinha dissipado. Era jogador do Benfica e foi na Luz que viveu os momentos mais marcantes de uma carreira gloriosa. Ora vejamos: 11 campeonatos, cinco Taças de Portugal e uma Taça dos Campeões Europeus, no Benfica. Já na selecção jogou 64 vezes e apontou 41 golos. Levou Portugal ao terceiro lugar no Mundial de 1966, em Inglaterra, onde foi o melhor marcador - nove golos. Foi o maior goleador de sempre das quinas, até que, recentemente, Pedro Pauleta bateu a marca do sete vezes melhor artilheiro em Portugal (Bota de Prata) e duas na Europa (Ouro).
Apesar do vasto palmarés, o King não pegou de estaca quando chegou à Luz. Os tempos eram outros e não bastava ter valor para entrar logo no "onze". Eusébio esperou cinco meses para estrear-se num particular com o Atlético, mas na época seguinte foi titular indiscutível e iniciou o caminho de glória, recordado, agora, numa exposição alusiva aos seus 50 anos de Benfica, que é hoje inaugurada.

in Jornal de Notícias Online

João Sousa na segunda ronda do Estoril Open

após bater Gastão Elias (5-7, 6-4 e 6-2).

Tal como o ano passado, também na ronda inaugural da edição de 2012 do Estoril Open João Sousa levou a melhor sobre o compatriota Gastão Elias. Em mais um duelo longo (duas horas e 10 minutos), o vimaranense acabou por triunfar em três “sets”, com parciais de 5-7, 6-4 e 6-2. Agora, o usbeque Denis Istomin (45.º jogador mundial e quinto cabeça-de-série no Jamor) é o adversário que se segue.

A fechar uma longa jornada com tenistas nacionais no “court” Central, Sousa e Gastão bateram-se até à exaustão e a exemplo da edição anterior (7-6, 3-6, 5-2 e desistência), foi João a surgir mais forte fisicamente e a segurar o triunfo.

No primeiro “set”, Gastão – que só chegou a Lisboa na manhã de segunda-feira, oriundo de São Paulo – entrou muito bem e fez logo “break”. Com uma enorme segurança no fundo do campo, o jovem natural das Caldas da Rainha não demorou muito a adiantar-se para 4-1. Tudo parecia fácil... Mas não foi!

Quando já poucos acreditavam que o “set” inicial pudesse escapar a Elias, Sousa reagiu, fez o seu primeiro “break” no jogo 6 e repetiu a façanha no décimo, precisamente quando o compatriota servia para fechar. Após o 5-5, a vantagem parecia ter mudado de lado, mas Gastão ainda teve forças para quebrar mais um jogo de serviço de Sousa e, à segunda tentativa, concluiu mesmo o parcial.

Melhor colocado no “ranking” mundial (140.º), João Sousa teve de elevar o nível do seu jogo no segundo “set” para se manter na corrida. Contudo, Gastão (196.º ATP) não deixou de lutar e resistiu até onde conseguiu. Porém, com naturalidade face à superioridade que entretanto passara a exibir, Sousa fechou o parcial com 6-4.

No terceiro e decisivo “set”, Sousa manteve-se sempre por cima, confirmando estar a atravessar o melhor momento da carreira. Gastão foi até ao limite das forças, mas cedo se percebeu que bastava uma quebra de serviço para, física e psicologicamente, ceder. E foi isso que aconteceu. O 6-2 espelha bem a forma segura como João Sousa dominou os últimos instantes do embate que acabou debaixo de muito frio e vento no Jamor.

Com este triunfo, João Sousa já assegurou a conquista de 20 pontos ATP e um cheque no valor de 6885 euros. Agora, é tempo de recuperar forças e pensar em Denis Istomin...

in Record