segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Dragões: Goleada em Guimarães
Há quem diga que a pior coisa que se pode ter no presente é um passado
feliz: depois da felicidade vem sempre algo pior.
O melhor, portanto, é não ter um passado feliz.
Ou não fazê-lo acabar. O F.C. Porto, este F.C. Porto, é claramente uma
equipa
de continuidade. A felicidade para ela é uma
linha sem quebras.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Zenit a apostar em grande?
Seguno fontes da imprensa, o Zenit da Rússia pensa apostar em grande nalguns jogadores nossos conhecidos:
A notícia está a ser avançada pelo site russo lifesports. Zenit e FC Porto chegaram a acordo para a transferência de Hulk para o clube de São Petersburgo, a troco de 50 milhões de euros.
Uma fonte do Zenit citada por aquele site confirma o acordo e adianta que os responsáveis do campeão russo foram autorizados pela SAD portista a negociar diretamente com o avançado brasileiro.
O lifesports diz que as conversações com o representante do Incrível estão já em marcha, sendo objetivo dos responsáveis do Zenit convencer Hulk a baixar as exigências salariais, estimadas em sete milhões de euros por cada ano de contrato.
O contrato de Hulk com o FC Porto, válido até junho de 2014, contempla uma cláusula de rescisão de 100 milhões de euros, o dobro do montante que o Zenit terá oferecido à SAD presidida por Pinto da Costa, pelo passe do avançado.
Uma fonte do Zenit citada por aquele site confirma o acordo e adianta que os responsáveis do campeão russo foram autorizados pela SAD portista a negociar diretamente com o avançado brasileiro.
O lifesports diz que as conversações com o representante do Incrível estão já em marcha, sendo objetivo dos responsáveis do Zenit convencer Hulk a baixar as exigências salariais, estimadas em sete milhões de euros por cada ano de contrato.
O contrato de Hulk com o FC Porto, válido até junho de 2014, contempla uma cláusula de rescisão de 100 milhões de euros, o dobro do montante que o Zenit terá oferecido à SAD presidida por Pinto da Costa, pelo passe do avançado.
- NANI - 40 Milhões
Pode estar a chegar ao fim o ciclo de Nani no Manchester United. Segundo informações provenientes da Rússia, o Zenit chegou a acordo com os ´red devils` para a contratação do internacional português, por 40 milhões de euros.
O site lifesports diz que o acordo entre os dois clubes está fechado e sublinha que Alex Ferguson não se opõe à saída do extremo.
A Direção do emblema de Old Trafford aceitou de imediato a oferta de 40 milhões de euros apresentada pelos russos, que se encontram agora em negociações com o jogador.
Nani, diz a mesma fonte, exige receber entre 9 e 10 milhões de euros por época, mais prémios, para se mudar para São Petersburgo, o dobro que o Zenit estará disposto a pagar.
As negociações estão em curso e até ao encerramento do mercado de transferências, no próximo dia 31, poderá haver novidades.
O Zenit conta nas fileiras com os portugueses Danny e Bruno Alves.
O site lifesports diz que o acordo entre os dois clubes está fechado e sublinha que Alex Ferguson não se opõe à saída do extremo.
A Direção do emblema de Old Trafford aceitou de imediato a oferta de 40 milhões de euros apresentada pelos russos, que se encontram agora em negociações com o jogador.
Nani, diz a mesma fonte, exige receber entre 9 e 10 milhões de euros por época, mais prémios, para se mudar para São Petersburgo, o dobro que o Zenit estará disposto a pagar.
As negociações estão em curso e até ao encerramento do mercado de transferências, no próximo dia 31, poderá haver novidades.
O Zenit conta nas fileiras com os portugueses Danny e Bruno Alves.
in A Bola
Sporting empata a 1 bola em casa do Horsens da Dinamarca
O Sporting empatou hoje fora com os dinamarqueses do Horsens (1-1), em jogo da primeira mão do ''play-off'' da Liga Europa de futebol, disputado na Dinamarca.
Apesar de ter esbarrado num inspirado guarda-redes contrário, o Sporting deve a si mesmo não ter saído da Dinamarca com outro resultado, apesar de ter empatado apenas aos 79 minutos, por Carrillo, depois de Spelmann ter inaugurado o marcador aos 15.
Os “leões” voltaram a mostrar dificuldades na concretização, com destaque para Van Wolfswinkel, que desaproveitou três excelentes oportunidades, além de problemas na construção de jogo, que apenas registou melhorias após as entradas de Labyad e Capel.
Na defesa, a equipa portuguesa sofreu alguns calafrios, muitos dos quais por própria culpa, não só pelas muitas bolas perdidas no meio-campo, como também por alguma permissividade dos jogadores mais recuados.
Com apenas duas alterações no “onze” em relação ao nulo com o Vitória de Guimarães, com as entradas de Schaars e Jeffren para os lugares de Gelson Fernandes e Capel, o Sporting entrou muito bem na partida, criando duas oportunidades logo nos primeiros cinco minutos.
O holandês Ricky Van Wolfswinkel dispôs de duas flagrantes oportunidades, mas, aos três minutos, rematou por cima, e no minuto seguinte, completamente isolado, atirou à figura do guarda-redes Ronnow.
Se os minutos iniciais mostravam um Sporting dominador e que aparentemente não teria dificuldades de maior para bater os dinamarqueses, um bem organizado e sólido Horsens demonstrou rapidamente que o jogo não seria fácil para os lusos.
Depois de um primeiro aviso aos 12 minutos, o Horsens chegou mesmo à vantagem três minutos volvidos, aproveitando a passividade de Insua, que deixou passar Fagerberg, e dos centrais, ultrapassados por Spelmann, que bateu Rui Patrício.
O Sporting ficou intranquilo com o golo contrário, perdendo muitas bolas, e só conseguia ameaçar de bola parada ou por uma ou outra arrancada do seu lado direito, onde Cedric e Carrillo se mostravam os mais inconformados.
Na segunda parte, o Sporting voltou a entrar melhor, mas deparou-se com um praticamente intransponível Ronnow, que, aos 50 minutos, evitou o golo de Rojo com uma extraordinária defesa.
Contudo, mais uma vez, o Horsens aproveitou bem algumas debilidades defensivas do Sporting e criou duas grandes oportunidades de golo, primeiro num remate de Fagerberg ao poste e depois num lance em que Retov não aproveitou o facto de a baliza contrária estar deserta e demorou muito para rematar, permitindo a defesa a Rui Patrício.
Com as entradas de Labyad e Capel, a equipa “leonina” melhorou, mas Ronnow ia evitando o golo, primeiro fazendo bem a mancha frente a Van Wolfswinkel (72 minutos) e depois parando um tiro de Labyad (74).
Acabariam por ser estes dois jogadores a fabricar o tento do empate, com Labyad a lançar Capel pela direita, descompensando completamente a defesa contrária, com o espanhol a passar para Carrillo, que, só na cara de Ronnow, não desperdiçou.
Ficha do jogo:
Jogo disputado no Horsens Arena, em Horsens (Dinamarca).
Horsens – Sporting, 1-1.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores:
1-0, Spelmann, 15 minutos.
1-1, Carrillo, 79.
Equipas:
Horsens: Ronnow, Nohr, Morten Rasmussen, Agesen, Kortegaard, Kielstrup, Retov, Drachman, Klove (Bjerregaard, 86), Fagerberg (Hajdarevic, 75) e Spelmann.
(Suplentes: Veselovsky, Aslam, Smedegaard, Jakob Rasmussen, Bjerregaard, Toft e Hajdarevic).
Treinador: Johnny Molby.
Sporting: Rui Patrício, Cedric, Bouhlarouz, Rojo, Insúa, Elias (André Martins, 78), Schaars (Labyad, 58), Adrien, Jeffren (Capel, 66), Carrillo e Van Wolfswinkel.
(Suplentes: Marcelo Boeck, Daniel Carriço, Xandão, Capel, Labyad, André Martins e Gelson Fernandes).
Treinador: Ricardo Sá Pinto.
Árbitro: Antony Gautier (França).
Ação disciplinar: Nada a assinalar.
in Futebol 365
Apesar de ter esbarrado num inspirado guarda-redes contrário, o Sporting deve a si mesmo não ter saído da Dinamarca com outro resultado, apesar de ter empatado apenas aos 79 minutos, por Carrillo, depois de Spelmann ter inaugurado o marcador aos 15.
Os “leões” voltaram a mostrar dificuldades na concretização, com destaque para Van Wolfswinkel, que desaproveitou três excelentes oportunidades, além de problemas na construção de jogo, que apenas registou melhorias após as entradas de Labyad e Capel.
Na defesa, a equipa portuguesa sofreu alguns calafrios, muitos dos quais por própria culpa, não só pelas muitas bolas perdidas no meio-campo, como também por alguma permissividade dos jogadores mais recuados.
Com apenas duas alterações no “onze” em relação ao nulo com o Vitória de Guimarães, com as entradas de Schaars e Jeffren para os lugares de Gelson Fernandes e Capel, o Sporting entrou muito bem na partida, criando duas oportunidades logo nos primeiros cinco minutos.
O holandês Ricky Van Wolfswinkel dispôs de duas flagrantes oportunidades, mas, aos três minutos, rematou por cima, e no minuto seguinte, completamente isolado, atirou à figura do guarda-redes Ronnow.
Se os minutos iniciais mostravam um Sporting dominador e que aparentemente não teria dificuldades de maior para bater os dinamarqueses, um bem organizado e sólido Horsens demonstrou rapidamente que o jogo não seria fácil para os lusos.
Depois de um primeiro aviso aos 12 minutos, o Horsens chegou mesmo à vantagem três minutos volvidos, aproveitando a passividade de Insua, que deixou passar Fagerberg, e dos centrais, ultrapassados por Spelmann, que bateu Rui Patrício.
O Sporting ficou intranquilo com o golo contrário, perdendo muitas bolas, e só conseguia ameaçar de bola parada ou por uma ou outra arrancada do seu lado direito, onde Cedric e Carrillo se mostravam os mais inconformados.
Na segunda parte, o Sporting voltou a entrar melhor, mas deparou-se com um praticamente intransponível Ronnow, que, aos 50 minutos, evitou o golo de Rojo com uma extraordinária defesa.
Contudo, mais uma vez, o Horsens aproveitou bem algumas debilidades defensivas do Sporting e criou duas grandes oportunidades de golo, primeiro num remate de Fagerberg ao poste e depois num lance em que Retov não aproveitou o facto de a baliza contrária estar deserta e demorou muito para rematar, permitindo a defesa a Rui Patrício.
Com as entradas de Labyad e Capel, a equipa “leonina” melhorou, mas Ronnow ia evitando o golo, primeiro fazendo bem a mancha frente a Van Wolfswinkel (72 minutos) e depois parando um tiro de Labyad (74).
Acabariam por ser estes dois jogadores a fabricar o tento do empate, com Labyad a lançar Capel pela direita, descompensando completamente a defesa contrária, com o espanhol a passar para Carrillo, que, só na cara de Ronnow, não desperdiçou.
Ficha do jogo:
Jogo disputado no Horsens Arena, em Horsens (Dinamarca).
Horsens – Sporting, 1-1.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores:
1-0, Spelmann, 15 minutos.
1-1, Carrillo, 79.
Equipas:
Horsens: Ronnow, Nohr, Morten Rasmussen, Agesen, Kortegaard, Kielstrup, Retov, Drachman, Klove (Bjerregaard, 86), Fagerberg (Hajdarevic, 75) e Spelmann.
(Suplentes: Veselovsky, Aslam, Smedegaard, Jakob Rasmussen, Bjerregaard, Toft e Hajdarevic).
Treinador: Johnny Molby.
Sporting: Rui Patrício, Cedric, Bouhlarouz, Rojo, Insúa, Elias (André Martins, 78), Schaars (Labyad, 58), Adrien, Jeffren (Capel, 66), Carrillo e Van Wolfswinkel.
(Suplentes: Marcelo Boeck, Daniel Carriço, Xandão, Capel, Labyad, André Martins e Gelson Fernandes).
Treinador: Ricardo Sá Pinto.
Árbitro: Antony Gautier (França).
Ação disciplinar: Nada a assinalar.
in Futebol 365
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Sporting de Braga e Udinese empatam na Pré da Champions
O Sporting de Braga e a Udinese empataram hoje a uma bola, na primeira mão do play-off de acesso à Liga dos Campeões de futebol, adiando a decisão do apuramento para daqui a uma semana, em Itália.
A Udinese adiantou-se no marcador ainda na primeira
parte, e contra a corrente do jogo, por Basta, que cabeceou sem oposição
após um livre do internacional italiano Di Natale (23 minutos), mas os
bracarenses empataram com um golo fabuloso de Ismaily, com um potente
remate a cerca de 35 metros da baliza adversária (68).
O empate penaliza a ineficácia da turma comanda por José Peseiro e premeia o conhecido pragmatismo das equipas italianas.
Pelo que jogou, o Sporting de Braga merecia ter ganho o jogo, mas a exibição de hoje também lhe permite ter esperanças em arrancar um resultado positivo em Itália, dentro de uma semana e o tão desejado apuramento.
Pelo que jogou, o Sporting de Braga merecia ter ganho o jogo, mas a exibição de hoje também lhe permite ter esperanças em arrancar um resultado positivo em Itália, dentro de uma semana e o tão desejado apuramento.
Fase de grupos garante 10,7 milhões de euros
As duas equipas já assumiram ser fundamental a passagem à fase de grupos da Champions,
que garante desde logo a entrada nos seus cofres de 10,7 milhões de
euros (2,1 pela participação no "play-off" mais 8,6 pelo apuramento).
Do "onze" que iniciou o jogo com o Benfica (2-2), da primeira jornada da I Liga, saiu Rúben Amorim e entrou Hélder Barbosa.
O Sporting de Braga entrou muito bem em jogo, muito rápido a trocar a bola e com Mossoró em grande destaque.
Aos 21 minutos, o Braga esteve perto de inaugurar o marcador: grande jogada com Hugo Viana a assistir Douglão na "cabeça" da área, o central brasileiro deixou a bola passar com uma grande simulação, abrindo as pernas, e remate de Paulo Vinícius para uma grande defesa de Brkic (21).
Alan tinha avisado na antevisão da partida para o cinismo das equipas italianas e essa característica voltou a evidenciar-se pouco depois e pode ser determinante na eliminatória já que, contra a corrente do jogo, marcou. Livre de Di Natale e Basta, antecipando-se a Salino, cabeceou sem hipóteses para Beto, aos 23 minutos.
Do "onze" que iniciou o jogo com o Benfica (2-2), da primeira jornada da I Liga, saiu Rúben Amorim e entrou Hélder Barbosa.
O Sporting de Braga entrou muito bem em jogo, muito rápido a trocar a bola e com Mossoró em grande destaque.
Aos 21 minutos, o Braga esteve perto de inaugurar o marcador: grande jogada com Hugo Viana a assistir Douglão na "cabeça" da área, o central brasileiro deixou a bola passar com uma grande simulação, abrindo as pernas, e remate de Paulo Vinícius para uma grande defesa de Brkic (21).
Alan tinha avisado na antevisão da partida para o cinismo das equipas italianas e essa característica voltou a evidenciar-se pouco depois e pode ser determinante na eliminatória já que, contra a corrente do jogo, marcou. Livre de Di Natale e Basta, antecipando-se a Salino, cabeceou sem hipóteses para Beto, aos 23 minutos.
"Bomba" de Ismaily
A equipa minhota entrou em campo depois do intervalo
com vontade de inverter a situação e Custódio (50 minutos) e Ismaily
(58) deixaram os primeiros avisos.
Contudo, foi a Udinese a estar muito perto de voltar a marcar, mas Beto esteve em grande plano ao defender primeiro o cabeceamento de Pinzi e a seguir a recarga de Di Natale (61).
Mas esse lance foi a exceção à regra, pois o Braga voltou ao comando da partida de imediato e chegaria mesmo ao empate pouco depois.
Com espaço à sua frente, Ismaily desferiu uma autêntica "bomba" a cerca de 35 metros da baliza adversária, a bola ainda embateu na barra, não dando qualquer hipótese de defesa.
Depois do golo bracarense, que veio conferir justiça ao jogo praticado por ambas as equipas, Rúben Micael (77 minutos) - excelente entrada em jogo do ex-FC Porto - e Lima (85) ainda obrigaram Brkic a empenhar-se, mas o resultado manteve-se.
Contudo, foi a Udinese a estar muito perto de voltar a marcar, mas Beto esteve em grande plano ao defender primeiro o cabeceamento de Pinzi e a seguir a recarga de Di Natale (61).
Mas esse lance foi a exceção à regra, pois o Braga voltou ao comando da partida de imediato e chegaria mesmo ao empate pouco depois.
Com espaço à sua frente, Ismaily desferiu uma autêntica "bomba" a cerca de 35 metros da baliza adversária, a bola ainda embateu na barra, não dando qualquer hipótese de defesa.
Depois do golo bracarense, que veio conferir justiça ao jogo praticado por ambas as equipas, Rúben Micael (77 minutos) - excelente entrada em jogo do ex-FC Porto - e Lima (85) ainda obrigaram Brkic a empenhar-se, mas o resultado manteve-se.
A segunda mão disputa-se em Udine, em Itália, na próxima terça-feira, às 19h45.
in Expresso
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Campeão Nacional não convence em Barcelos
Em Barcelos há um especialista a caçar dragões.
A Liga 2012/13 só começou no papel para o F.C. Porto. O filme é o mesmo
visto várias vezes ao longo da época passada e
que, apesar de ter corrido bem na Supertaça, não
voltou a ter final feliz. Entrada amorfa, futebol pouco esclarecido,
dois
pontos perdidos. Onde no ano passado ficaram
três e onde há dois anos, na Taça da Liga, o F.C. Porto também não
passou. O
Gil Vicente está especialista a caçar dragões.
A
tarde era de muito calor e o F.C. Porto entrou para não suar muito.
Talvez até nem precisasse, já que o Gil Vicente,
que apareceu em campo, estranhamente, com apenas 17 jogadores na ficha
de
jogo, levou para o relvado uma missão acima de
todas as outras: defender. Na primeira parte foi assim. Na segunda não
mudou
muito. Mas ninguém soube contrariar.
Com
o Gil lá atrás, à espera de um contra-ataque milagroso, o resto cabia
ao
F.C. Porto. Tão natural como a sua sede, já
dizia o anúncio. Esperado, quase obrigatório. Mas faltou pimenta ao
ataque portista.
Havia mais F.C. Porto, mas faltava um F.C. Porto
organizado. O jogo começou assim, continuou assim e acabou assim. Perto
do
fim, houve a natural tentativa desesperada dos
bicampeões nacionais. Mas o desespero quase nunca é bom conselheiro.
Os
destaques do encontro
Lucho
Gonzalez e João Moutinho, que voltou ao onze, como se esperava, e ainda
trouxe
Hulk, tentaram colocar a casa em ordem. Fernando
era mais um espectador, mas com lugar privilegiado, até sair para
entrar
Kléber, já na segunda parte. O ataque, esse, era
o menos feliz dos sectores.
James pouco ou nada inspirado,
Jackson
ainda a aprender e Hulk para o resto. Só Hulk.
Sempre ele, como se tivesse sido chamado para matar as saudades dos
adeptos.
Correu, rematou, mostrou alguns pormenores do
costume, misturou-os com erros de início de época. Tentou, como sempre.
Ficar
à espera continua a não resultar
Entrar
mal no jogo nem é uma novidade para o F.C. Porto de Vítor Pereira. Uma
tecla tão batida na temporada passada que
continua a ser incompreensível como não gasta de vez. É verdade que a
bola esteve
quase sempre do lado azul e branco, mas também é
certo que quase nunca foram tomadas as melhores opções com ela.
O
F.C. Porto parecia esperar o que o jogo poderia
dar. Como em tantas outras ocasiões. Não sossegou os adeptos, não quis
resolver
cedo. Arriscou e foi permitindo que o Gil
respirasse, naquele estilo em bloco.
Na primeira metade
salvou-se um remate
de Lucho e outro de Hulk que Adriano, o melhor
em campo, defendeu com segurança. Na segunda, mais do mesmo. Hulk em
força,
Hulk em jeito. Adriano sempre lá. Kléber ainda
contornou o guardião, mas não teve espaço para mais. Jackson teve o golo
na
cabeça, mas não repetiu Aveiro.
FICHA DE JOGO
O
tempo passava, Paulo Alves refrescava o ataque e fazia o que parecia
impossível
até lá: cheirava o golo. Primeiro Pedro Pereira,
depois Luís Carlos. Ambos ao lado, mas não muito. O melhor que se viu
da
equipa barcelense que ainda precisa remendar
alguns setores, mas entrou já com um bom balão moral. No ano passado foi
assim
e foi o que se viu.
Para o F.C. Porto
fica o aviso: é preciso mais. Tem de haver mais. A oportunidade de
começar
a Liga na frente de Benfica e Sp. Braga ficou
para trás. Resta perceber se a capacidade de resposta que valeu um
título na
época passada continua pelos lados do Dragão.
in Mais Futebol
Sporting não vaai além de um empate a 0 com Guimarães
Alimentar a paixão e sofrer com isso: a sina do leão.
As emoções alimentam, mas não realizam. Agitam, mas não esclarecem. Este
Sporting guia-se por um admirável instinto de
sobrevivência, sem perceber, porém, que a
felicidade está nos detalhes subtis e não nos clamores públicos de
paixão.
O
nulo de Guimarães é o espelho de uma relação
complexa, caótica até, com a vitória. A pressa de tê-la, de possuí-la o
quanto
antes, afugentou-a para paradeiro desconhecido. O
Sporting terá esquecido as mais elementares regras de atração pelo
jogo,
os mais sórdidos jogos de prazer com a bola e
com o golo.
São demasiados anos de rejeição, épocas a mais de
desejar
e perder. Só isso pode explicar a abordagem
desequilibrada, ansiosa, ainda que repleta de boas intenções, a esta
Liga. O Sporting
não ganhou em Guimarães por excesso de sangue,
adrenalina e testosterona.
Basta olhar para o banco - e alucinar
com o esbracejar convulsivo [e dispensável] de
Sá Pinto - para testemunhar o tanto que o Sporting quer ganhar e o tanto
que
sofre para lá chegar. Ainda por cima, sem
lográ-lo. Não há auto-estima que resista.
FICHA DE JOGO e AO MINUTO
A
secura de resultados é bem capaz de conduzir ao esgotamento
psicológico. O Sporting pode evitá-lo, aparenta
até ter condições materiais para isso. Basta procurar ajudar, encontrar
respostas
lógicas, um caminho que faça sentido. Este modus-operandi, concebido por Sá Pinto, privilegia o ardor em detrimento
da inteligência.
O Vitória, bastante mais
ciente do que pode e sabe, teve esse lado do conhecimento. Foi mais
inteligente,
reconheceu o primarismo das suas ações e chegou
onde queria. Fez o seu jogo, portanto, conduzindo da melhor maneira as
armas
que tinha. E eram, de longe, bem mais modestas
do que as do oponente.
Oportunidades de golo? Poucas, quase
nenhumas. Mais posse de bola? Do Sporting, pois
claro, principalmente na derradeira meia-hora. Justiça no resultado?
Sim,
é aceitável, no seguimento da ideia que esta
crónica defende.
Os Destaques: Defendi, exemplar
Houve
bons sinais no processo defensivo, com Bouhlarouz
e Rojo a cumprirem perfeitamente, mas
preocupações no ordenamento do meio-campo e no apagão de Adrien Silva.
Carrillo durou
pouco, Capel foi intermitente e Van Wolfswinkel
mal se viu entre Defendi e N'Diaye.
Não sabemos se por opção ou
se
por contingência, o Sporting renega a felicidade
para visar o êxito. A equipa não é ditosa com a bola nos pés (daí o
sacrifício
de Adrien e depois de André Martins) e torna-se
insuportável sem ela. Prefere o esgar e desvaloriza o sorriso na busca
do
bem maior, do Santo Graal que é o título
nacional e o reconhecimento generalizado.
Por muito paradoxal que
isto possa
parecer, o Sporting empenha-se em agradar aos
outros, sem nisso encontrar prazer. Há exemplos que contrariam e esmagam
esta
teoria mas, em boa verdade, só o futuro nos dirá
se é Sá Pinto que tem razão.
Do nosso ponto de vista, pode-se
vencer de outra maneira e, sobretudo, sobreviver de outro modo.
in Mais Futebol
Benfica e Braga empatam (2-2)
Salvio e Melgarejo nos extremos de uma montanha russa.
O Benfica manteve o hábito de oito anos sem ganhar nas estreias na Liga,
empatando na Luz diante de um Sp. Braga personalizado.
Num jogo intenso, e cheio de voltefaces, Salvio e
Rodrigo foram os protagonistas encarnados pela positiva. Duas
infelicidades
de Melgarejo, a aposta de Jorge Jesus para
lateral esquerdo, equilibraram os pratos da balança e permitiram ao novo
Sp. Braga
passar num teste exigente, antes da luta pela
Champions.
A colocação de Rúben Amorim como ala esquerdo, para
travar
as subidas de Maxi, foi a meia surpresa
preparada por Peseiro na inauguração pública do Braga. E os primeiros 15
minutos confirmaram
que as novidades nos minhotos não se resumiam ao
verde da camisola, mas estendiam-se aos períodos prolongados de posse e
domínio
no meio-campo do Benfica. Com Mossoró a fazer
pontes entre médios experimentados, adeptos de pensar antes de correr, o
visitante
chamou a si as melhores ideias e retardou em 15
minutos a entrada do Benfica na Liga 2012/13.
Até aí, a equipa
encarnada
destacara-se mais pelos inúmeros passes perdidos
em fase de construção ¿ tornando gritante a falta de um médio
vocacionado
para descobrir atalhos no plano de Jorge Jesus.
Estavam dois no banco, Aimar e Martins, mas só um entrou em cena. E
muito,
muito tarde.
Salvio, o despertador
Já
depois de Lima ter obrigado Artur à primeira defesa, foi um
remate de Witsel a chamar Beto ao jogo,
arrancando os primeiros aplausos na Luz. Sem resolver os problemas
estruturais, e
dando muitas vezes a sensação de jogar mais em
força do que em jeito, o Benfica começou a equilibrar a balança graças à
qualidade
individual de alguns jogadores.
Salvio,
com a cumplicidade ativa de Rodrigo, estava nas melhores ações
encarnadas.
Ora obrigava Beto a defesa apertada (19 m), ora
rasgava um passe que punha Bruno César na cara do golo para um remate ao
lado
(43 m). O lance prometia uma segunda parte em
crescendo para os encarnados, e a promessa pareceu cumprir-se quando o
extremo
contratado ao At. Madrid apareceu no sítio certo
para concluir um cruzamento de Rodrigo, a que Cardozo não chegou (49
m).
O
pesadelo de Melgarejo
Nessa altura, o
golo dava tradução lógica ao crescimento do Benfica e premiava o seu
protagonista.
Mas os prolemas de organização e de improviso na
equipa encarnada punham qualquer lógica em causa. Sete minutos depois,
numa
entrada de Ismaily pela esquerda, Melgarejo, que
até aí tinha feito pela vida, procurando não cometer erros grosseiros,
calculou
mal o tempo de entrada e bateu Artur com uma
cabeçada fulminante.
Um jogador mais rotinado na função teria
tido
o mesmo tipo de infelicidade? A pergunta pode
ser retórica, os seus efeitos não o foram. O Benfica desorganizou-se e
perdeu
confiança. E o seu lateral improvisado acentuou o
desastre, com um mau alívio para os pés de Alan. O cruzamento remate do
brasileiro encontrou Mossoró sem marcação, e em
posição legal, para bater Artur (63 m).
Aimar, tão tarde
O
1-2 acentuava os ares de pesadelo tão familiares
às estreias do Benfica na Liga. Mas a montanha russa de emoções ainda
teria
tempo para um derradeiro volte face. Trouxe-o o
tal médio, que pensa mais do que corre, e que ajudou a estancar as
inseguranças
do Benfica. Dois minutos depois de estar em
campo, Aimar apontou um livre lateral. A cabeçada de Luisão foi desviada
pelo
braço de Custódio, e Soares Dias assinalou
penalti (bem) e mostrou o segundo amarelo a Douglão (mal).
Cardozo
não
falhou, embora Beto ainda tivesse tocado na
bola, e o Benfica partiu para 20 minutos de assalto, perante um
adversário reduzido
a dez e já sem soluções para fugir ao cerco. Aí,
as emoções mandaram mais do que o resto, e o Sp. Braga abdicou de bola,
procurando
de todas a formas que o relógio jogasse a seu
favor. Conseguiu-o, e ninguém poderá dizer que não fez por merecer o
prémio.
Tal como o Benfica terá de olhar para si próprio
e reconhecer que fez muito para ser infeliz e manter o enguiço das
estreias.
in Mais Futebol
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