Com o apuramento do
Sporting para a fase seguinte da Liga Europa, Portugal terá seis equipas
nas fases de grupos das competições europeias, algo inédito no futebol
português.
Desta forma, FC Porto, Benfica e SC Braga vão
representar Portugal na Liga dos Campeões, enquanto Académica, Sporting e
Marítimo conhecerão esta sexta-feira os respetivos adversários na fase
de grupos da Liga Europa.
Portugal nunca teve mais de quatro
equipas na fase de grupos, desde que a UEFA formatou a Taça UEFA, agora
Liga Europa, nesse formato, em 2004/2005, ano em que o Sporting chegou à
final dessa competição.
Em 2009/2010, Portugal contou com três
equipas na fase de grupos da Liga Europa - Benfica, Sporting e Nacional
-, mas apenas o FC Porto na Liga dos Campeões.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Goleada Leonina frente ao Horsens
Wolfswinkel madrugou para quebrar o «jejum».
A figura: Ricky van Wofswinkel
O holandês ainda não recuperou completamente o sorriso. Talvez esteja ressentido pelas dúvidas que os primeiros três jogos suscitaram, junto dos adeptos, mas a verdade é que se reencontrou com os golos. E logo em dose dupla. No ano de estreia em Alvalade só tinha marcado em setembro, mas agora conseguiu antecipar os festejos.
O momento: a primeira vantagem da época
Estavam cumpridos apenas oito minutos quando Ricky van Wolfswinkel inaugurou o marcador, em Alvalade. Um golo importante para o holandês, que ainda não tinha festejado em 2012/13, e para a própria equipa, que pela primeira vez esta época se viu em vantagem.
Outros destaques:
Carrillo
Sai beneficiado com o adiantamento no terreno de Elias, que lhe dá maior liberdade. Pode procurar posições interiores com maior frequência, que o brasileiro faz o movimento inverso, para além das ocasiões em que Cédric também procura subir com rigor. Ganha também mais soluções de passe, evitando-se assim que insista em excesso nos «sprints» pela linha. Logo aos quatro minutos ofereceu um golo feito a Elias, que este desperdiçou, e na segunda parte marcou um golo fantástico, com um remate forte e colocado, de fora da área, ao ângulo superior direito da baliza do Horsens.
Elias
Só tem a ganhar com uma maior proximidade da área. Mais em linha com Adrien, mas ligeiramente descaído à direita, o brasileiro conseguiu estabelecer uma ligação sólida com Wolfswinkel e com Carrillo. E assim fica mais perto do golo, que alcançou ao minuto 63.
Boulahrouz
O defesa holandês tem sido um dos elementos mais regulares do Sporting, neste início de época. Nesta receção ao Horsens esteve muito sólido, uma vez mais, mas sem muito trabalho defensivo até teve a possibilidade de dar uma ajudinha no ataque, com uma grande assistência para o tento inaugural, do compatriota Wolfswinkel.
Ronnow
A equipa dinamarquesa surpreendeu, na verdade, com a réplica dada em casa, mas na visita a Alvalade revelou todas as suas limitações. Ronnow foi, ainda assim, o elemento que mais perto esteve do nível exibido na primeira mão. O guarda-redes do Horsens nada podia fazer para evitar os cinco golos, e ainda teve duas intervenções de grande nível, a evitar uma derrota ainda mais pesada.
O holandês ainda não recuperou completamente o sorriso. Talvez esteja ressentido pelas dúvidas que os primeiros três jogos suscitaram, junto dos adeptos, mas a verdade é que se reencontrou com os golos. E logo em dose dupla. No ano de estreia em Alvalade só tinha marcado em setembro, mas agora conseguiu antecipar os festejos.
O momento: a primeira vantagem da época
Estavam cumpridos apenas oito minutos quando Ricky van Wolfswinkel inaugurou o marcador, em Alvalade. Um golo importante para o holandês, que ainda não tinha festejado em 2012/13, e para a própria equipa, que pela primeira vez esta época se viu em vantagem.
Outros destaques:
Carrillo
Sai beneficiado com o adiantamento no terreno de Elias, que lhe dá maior liberdade. Pode procurar posições interiores com maior frequência, que o brasileiro faz o movimento inverso, para além das ocasiões em que Cédric também procura subir com rigor. Ganha também mais soluções de passe, evitando-se assim que insista em excesso nos «sprints» pela linha. Logo aos quatro minutos ofereceu um golo feito a Elias, que este desperdiçou, e na segunda parte marcou um golo fantástico, com um remate forte e colocado, de fora da área, ao ângulo superior direito da baliza do Horsens.
Elias
Só tem a ganhar com uma maior proximidade da área. Mais em linha com Adrien, mas ligeiramente descaído à direita, o brasileiro conseguiu estabelecer uma ligação sólida com Wolfswinkel e com Carrillo. E assim fica mais perto do golo, que alcançou ao minuto 63.
Boulahrouz
O defesa holandês tem sido um dos elementos mais regulares do Sporting, neste início de época. Nesta receção ao Horsens esteve muito sólido, uma vez mais, mas sem muito trabalho defensivo até teve a possibilidade de dar uma ajudinha no ataque, com uma grande assistência para o tento inaugural, do compatriota Wolfswinkel.
Ronnow
A equipa dinamarquesa surpreendeu, na verdade, com a réplica dada em casa, mas na visita a Alvalade revelou todas as suas limitações. Ronnow foi, ainda assim, o elemento que mais perto esteve do nível exibido na primeira mão. O guarda-redes do Horsens nada podia fazer para evitar os cinco golos, e ainda teve duas intervenções de grande nível, a evitar uma derrota ainda mais pesada.
in Mais Futebol
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Liga dos Campeões: Equipas conhecem hoje adversários
Concluídos os jogos do
play-off, todas as 32 equipas que vão disputar a fase de grupos da Liga
dos Campeões já sabem em que pote estarão no sorteio desta quinta-feira,
a realizar-se no Mónaco.
Recorde-se que o FC Porto estará no pote 1, dos cabeças de série. Benfica e SC Braga estarão no pote 2. Equipas do mesmo pote não podem ficar no mesmo grupo.
Composição dos potes para o sorteio da fase de grupos:
Pote 1
Chelsea
Barcelona
Manchester United
Bayern Munique
Real Madrid
Arsenal
FC Porto
Milan
Pote 2
Valência
Benfica
Shakhtar Donetsk
Zenit
Schalke 04
Manchester City
SC Braga
Dínamo Kiev
Pote 3
Olympiakos
Ajax
Anderlecht
Juventus
Lille
Spartak Moscovo
PSG
Galatasaray
Pote 4
Celtic
Dortmund
BATE Borisov
Dínamo Zagreb
Cluj
Málaga
Montpellier
Nordsjaelland
in A Bola
Recorde-se que o FC Porto estará no pote 1, dos cabeças de série. Benfica e SC Braga estarão no pote 2. Equipas do mesmo pote não podem ficar no mesmo grupo.
Composição dos potes para o sorteio da fase de grupos:
Pote 1
Chelsea
Barcelona
Manchester United
Bayern Munique
Real Madrid
Arsenal
FC Porto
Milan
Pote 2
Valência
Benfica
Shakhtar Donetsk
Zenit
Schalke 04
Manchester City
SC Braga
Dínamo Kiev
Pote 3
Olympiakos
Ajax
Anderlecht
Juventus
Lille
Spartak Moscovo
PSG
Galatasaray
Pote 4
Celtic
Dortmund
BATE Borisov
Dínamo Zagreb
Cluj
Málaga
Montpellier
Nordsjaelland
in A Bola
Real Madrid conquista Supertaça de Espanha
O Real Madrid conquistou hoje a primeira vitória e o primeiro troféu da época, a Supertaça Espanhola de futebol, ao vencer em casa o rival FC Barcelona, reduzido a 10 unidades desde os 28 minutos, por 2-1.
O conjunto comandado por José Mourinho, e com o regressado Pepe e Cristiano Ronaldo no "onze", esteve a vencer por 2-0 e "ameaçou" a goleada, mas, com "medo" dos 10 catalães, esteve várias vezes em risco de sofrer o empate, que lhe custaria a competição, na segunda parte, após o desaire por 3-2 em Nou Camp. O argentino Gonzalo Higuain (11 minutos) e Cristiano Ronaldo (19) marcaram para os "merengues", enquanto o inevitável Lionel Messi resgatou o "Barça" para o jogo, na transformação perfeita de um livre direto (45), indefensável para Casillas.
Na segunda parte, o Real Madrid nem parecia que estava a jogar
contra 10 e o FC Barcelona poderia mesmo ter restabelecido a igualdade,
por Pedro (duas vezes), Jordi Alba, Montoya e Messi, as duas últimas
já aos 90+2 minutos.
O Real Madrid também teve algumas oportunidades, mas correu, indiscutivelmente, riscos em demasia: ainda assim, e depois de um empate e uma derrota, para a Liga, e o desaire em Nou Camp, lá conseguiu, com sofrimento, o primeiro triunfo da época.
O FC Barcelona entrou, aparentemente, a dominar, mas, logo aos sete minutos, o Real Madrid criou a primeira oportunidade, com Marcelo a isolar Higuain e Valdés a salvar, de pé esquerdo. O argentino cumpriu a ameaça aos 11 minutos, ao dar o melhor seguimento, isolado, a um "balão" de Pepe, que o seu compatriota Mascherano não conseguiu anular, numa falha "imperdoável".
O Real Madrid ganhou ascendente e passou a sufocar os catalães, com Cristiano Ronaldo, após mais uma falha da defesa contrária, agora de Piqué, a conseguir isolar-se e a bater Valdés, aos 19 minutos, repetindo o golo de Nou Camp.
Aos 22 minutos, Valdés voltou a salvar perante o isolado Higuain, mas, aos 28, as coisas ficaram mesmo ainda piores para o "Barça", face ao vermelho direto mostrado a Adriano, que era o último defesa quando carregou Cristiano Ronaldo.
O avançado argentino ainda teve uma nova oportunidade flagrante, mas permitiu o corte de Mascherano, e, quase em "cima" dos 45 minutos, Lionel Messi, quem mais, devolveu a "vida" ao "Barça", na marcação perfeita de um livre direto.
O Real Madrid ainda tentou voltar a ganhar dois golos de vantagem no final da primeira parte, mas Ronaldo e Di Maria não marcaram, e, a segunda parte, começou diferente, com os "merengues" expectantes.
A formação de Tito Vilanova aproveitou essa postura para se instalar no meio-campo contrário e, mesmo com 10, esteve duas vezes muito perto da igualdade, com Pedro a isolar-se e Casillas a salvar, aos 62 e 64 minutos.
O Real Madrid sentiu o perigo e voltou a equilibrar as operações, com Khedira a estar perto do terceiro aos 69 minutos, valendo ao "Barça" nova defesa de Valdés. Aos 76 minutos, voltou a aparecer o "génio" de Messi, que, como um passe fantástico, isolou Jordi Alba: este surgiu como um "foguete" nas costas da defesa contrária, mas não dominou bem a bola e perdeu a oportunidade de bater Casillas.
Na resposta, aos 80 minutos, Higuain acertou no poste esquerdo e, aos 89, Modric, em estreia, e Ronaldo também poderiam ter marcado, mas os últimos minutos foram de grande aflição.
Já dois minutos depois da hora, Messi tirou da "cartola" mais um passe fantástico, ao qual Montoya, na "cara" de Casillas, não conseguiu dar a melhor sequência, e, pouco depois, o argentino ainda rematou... muito pouco ao lado do poste direito.
A Supertaça acabou por ficar em casa, sendo a terceira conquista de Mourinho nos "merengues", após a Taça do Rei de 2010/2011 e a Liga espanhola de 2011/2012.
Lusa
O Real Madrid também teve algumas oportunidades, mas correu, indiscutivelmente, riscos em demasia: ainda assim, e depois de um empate e uma derrota, para a Liga, e o desaire em Nou Camp, lá conseguiu, com sofrimento, o primeiro triunfo da época.
O FC Barcelona entrou, aparentemente, a dominar, mas, logo aos sete minutos, o Real Madrid criou a primeira oportunidade, com Marcelo a isolar Higuain e Valdés a salvar, de pé esquerdo. O argentino cumpriu a ameaça aos 11 minutos, ao dar o melhor seguimento, isolado, a um "balão" de Pepe, que o seu compatriota Mascherano não conseguiu anular, numa falha "imperdoável".
O Real Madrid ganhou ascendente e passou a sufocar os catalães, com Cristiano Ronaldo, após mais uma falha da defesa contrária, agora de Piqué, a conseguir isolar-se e a bater Valdés, aos 19 minutos, repetindo o golo de Nou Camp.
Aos 22 minutos, Valdés voltou a salvar perante o isolado Higuain, mas, aos 28, as coisas ficaram mesmo ainda piores para o "Barça", face ao vermelho direto mostrado a Adriano, que era o último defesa quando carregou Cristiano Ronaldo.
O avançado argentino ainda teve uma nova oportunidade flagrante, mas permitiu o corte de Mascherano, e, quase em "cima" dos 45 minutos, Lionel Messi, quem mais, devolveu a "vida" ao "Barça", na marcação perfeita de um livre direto.
O Real Madrid ainda tentou voltar a ganhar dois golos de vantagem no final da primeira parte, mas Ronaldo e Di Maria não marcaram, e, a segunda parte, começou diferente, com os "merengues" expectantes.
A formação de Tito Vilanova aproveitou essa postura para se instalar no meio-campo contrário e, mesmo com 10, esteve duas vezes muito perto da igualdade, com Pedro a isolar-se e Casillas a salvar, aos 62 e 64 minutos.
O Real Madrid sentiu o perigo e voltou a equilibrar as operações, com Khedira a estar perto do terceiro aos 69 minutos, valendo ao "Barça" nova defesa de Valdés. Aos 76 minutos, voltou a aparecer o "génio" de Messi, que, como um passe fantástico, isolou Jordi Alba: este surgiu como um "foguete" nas costas da defesa contrária, mas não dominou bem a bola e perdeu a oportunidade de bater Casillas.
Na resposta, aos 80 minutos, Higuain acertou no poste esquerdo e, aos 89, Modric, em estreia, e Ronaldo também poderiam ter marcado, mas os últimos minutos foram de grande aflição.
Já dois minutos depois da hora, Messi tirou da "cartola" mais um passe fantástico, ao qual Montoya, na "cara" de Casillas, não conseguiu dar a melhor sequência, e, pouco depois, o argentino ainda rematou... muito pouco ao lado do poste direito.
A Supertaça acabou por ficar em casa, sendo a terceira conquista de Mourinho nos "merengues", após a Taça do Rei de 2010/2011 e a Liga espanhola de 2011/2012.
Lusa
in Sic Notícias Online
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Sp. Braga vence Udinese e faz história
Ruben Micael virou o jogo, a eliminatória e Maicosuel brincou com os milhões.
Uma partida tremenda, numa montanha russa de emoções de futebol no
Friuli, em Itália, onde o Sp. Braga acabou por garantir
a qualificação para a fase de grupos da Liga dos
Campeões. A brincadeira de Maicosuel, nos penalties, custou mais de 8
milhões
de euros à Udinese, mas lançou a formação
portuguesa para mais uma brilhante epopeia europeia. Depois de Sevilha,
há Udine,
depois de Mateus e Lima, há Ruben Micael, o
homem que mudou o jogo e a eliminatória a favor dos minhotos. Portugal
volta a
ter três equipas na Liga dos Campeões!
Os
minhotos pisaram o relvado em desvantagem, trazida de Braga por esse
golo
de Dusan Basta. Ainda assim, o ascendente
inicial foi todo para a equipa de Peseiro. E refira-se o nome do
treinador porque
o Sp. Braga apresentou-se com posse de bola,
circulação, como o técnico prometera fazer, quando chegou ao Minho.
Essa
capacidade minhota em ter a bola levou o Sp.
Braga para junto da área italiana. Era preciso recuperar o que se
perdera em
casa e logo aos 9 minutos Lima estava na cara de
Brkic, isolado por um passe mágico de Mossoró. Brkic aparecu pela
primeira
vez na noite e evitou o golo bracarense. Uma
imagem que ia ser constante durante todo o encontro.
O
desperdício de
Lima teve consequências. Com italianos, o preço a
pagar por aquele minuto 9 foi previsível. Dusan Basta invadiu a área de
Beto, quando havia domínio minhoto, deu um
pontapé para trás das costas e, ao fundo, ao segundo poste, Armero fez o
1-0, de
cabeça. Havia 25 minutos e até final do primeiro
tempo nunca mais se viu as cores minhotas por cima do encontro.
Era
preciso tombar o gigante
Era preciso
reanimar a equipa. Dar-lhe fôlego, não deixá-la ficar ligada à máquina,
porque um golo no Friuli deixava tudo igual.
Peseiro tirou Ruben Amorim e lançou Micael. E o segundo tempo foi
encarnado e
branco, com o madeirense a ficar debaixo de
todos os holofotes do Friuli.
O segundo tempo foi soberbo! Braga
ao ataque,
Braga com a bola. Bola para a esquerda, bola
para a direita, italianos a correrem atrás dela. E Salino atirou à
entrada da
área, para fora; seguiu-se um pontapé de Viana,
que Brkic defendeu de forma impressionante; outro de Viana para fora...
Até
que surgiu Armero na cara de Beto! O colombiano
teve tudo para marcar, mas deu um valente pontapé na relva e a Udinese
acabou
ali, ao minuto 58. Num tropeço. Bom, não acabou
verdadeiramente, porque o golo minhoto só surgiu aos 71 minutos. Pelo
meio,
Brkic! Sempre ele. Tentou muita gente: Alan,
Ismaily, outra vez Viana. O sérvio era um gigante na baliza.
Mas
os
gigantes também caem. Mossoró rompeu pela área,
foi tocado, decidiu continuar a jogar e atirou. Brkic defendeu, mas a
insistência
de Mossoró derrotou o sérvio. Bola na área e
Micael a aparecer para um cabeceamento de glória, a empatar a
eliminatória! Por
fim!
A Udinese acordou do choque, mas
nem por isso assustou, até final dos 90. O Braga foi sempre mais equipa e
nem se importou com a possível tradição
transalpina. Viana, Custódio, Micael e Mossoró deram a importância de um
encolher
de ombros a esse cinismo italiano e continuaram a
levar jogo até à área de Brkic, para lá do tempo regulamentar.
O
prolongamento teve uma grande ocasião, que foi
minhota. Lima não chegou a um passe de Micael e Beto afastou com um
tremendo
chuto o perigo maior causado pelos italianos.
Sem golos, vinham os penalties.
Hvaia fé em Beto, habituado a
decidir
estas questões. Mas houve um brasileiro que
tentou uma brincadeira que custou milhões à Udinese e deu o ouro a Ruben
Micael.
Beto sorriu com o «Panenka» de Maicosuel, que só
teve de segurar com um sorriso, como quem segura ao colo um bebé.
Depois,
a decisão foi para Micael. No último pontapé, no
último sopro, o madeirense que tiha saído do banco atirou o Sp. Braga
para
junto das principais equipas da Europa. E é lá
que merece estar, porque pelo menos em alma é tão grande quanto elas.
Que ninguém
duvide.
in Mais Futebol
Parabéns Sp. Braga
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Rio Ave vence pela primeira vez em Alvalade (0-1)
Rio Ave vence em Alvalade pela primeira vez na história do campeonato; adeptos despedem-se desagradados com equipa.
Casa arrombada por um intruso inesperado, que entrou de mansinho e deixou tudo espalhado em Alvalade, à procura dos três pontos. O Rio Ave encontrou a vitória num assomo repentino e quem viu de fora o lar do Sporting descobriu-lhe a desarrumação em que entrou o futebol leonino, na ânsia de chegar ao golo. No regresso a casa, o leão perdeu perante um adversário que não tinha qualquer registo criminal em Alvalade e cuja estratégia não surpreendeu ninguém. O leão foi mais vítimas dos próprios problemas.
Comecemos por aí mesmo. O Sporting tem um claro problema na frente. Também teve outro atrás nesta noite, apesar de não ter havido, durante muito tempo, indícios disso. A equipa verde e branca começou o jogo com o mesmo formato de Guimarães, teve troca de bola, mas nunca foi perigosa onde tinha de o ser: na área contrária. A busca incessante pelos extremos fazia com que o Sporting aumentasse a largura do jogo. A questão, porém, residia mais na quantidade, do que na personificação, de quem chegava à zona de finalização. Cruzamento da esquerda, corte dos centrais, cruzamento da direita, corte dos centrais. Falta presença, claramente. Pelo menos, nesta noite faltou, como, talvez, terá faltado no Berço.
Ainda assim, não havia muitos sinais do que ia acontecer mais tarde, no primeiro tempo. Apesar de não ser fulgurante, o Sporting rondava a área de Oblak, que defendia o que chegava à baliza com segurança. O Rio Ave só apareceu ao minuto 33.
O primeiro sinal de perigo parou nas mãos de Rui Patrício, mas a jogada de Edimar e a leitura perfeita de Del Valle deram ao Rio Ave o primeiro golo na Liga, em Alvalade, em nove anos. Um choque tremendo para um leão paciente (demasiado) na construção.
A paixão bate no peito, o futebol começa na cabeça
Sá Pinto não perdeu tempo e mexeu para a segunda parte. Certo, tirou Elias e Adrien, colocou Labyad e André Martins. A ideia era clara e era prova do que acontecera nos 45 iniciais: alguém tinha de chegar-se mais à frente, junto a Wolfswinkel, que continua desastrado na hora de atirar à baliza.
Há dois jogadores no Sporting que não baixam ritmo. Capel e Carrillo podem, por vezes, não tomar as melhores decisões ou ter a melhor das execuções. Ninguém tem. Mas não podem ser acusados de não remar, de encarar o rival de frente. Enfim, de tentar. Labyad juntou-se a essa ideia com pontapés de longe.
Com o ouro no bolso, o Rio Ave fugiu para a vitória da maneira previsível. Fechou caminhos para meter o futbol leonino num beco. Sá Pinto mexeu de novo e lançou Viola para ir atrás do bandido. O Sporting correu, o Sporting tentou, mas sempre com o que lhe batia no peito e não com o aquilo que devia estar no pensamento, uma estratégia bem delineada para passar a muralha e bater Oblak, o derradeiro herói da noite.
A primeira vitória do Rio Ave em Alvalade, em toda a história do campeonato, apenas surpreende por terem sido os de Vila do Conde. É verdade que Sá Pinto contava por triunfos todos os jogos em casa, mas Guimarães e Dinamarca faziam prever que algo como isto podia acontecer.
Aconteceu mesmo e o treinador do Sporting tem várias questões para abordar, agora que tem os três rivais a uma vitória de distância. É cedo, mas o relógio está a contar, como mostraram os adeptos no final, desagradados com a equipa. E quando assim é, não é apenas pelo resultado, porque, apesar de tudo, os adeptos reconhecem quando quem está em campo joga bem e apenas «não é dia».
Casa arrombada por um intruso inesperado, que entrou de mansinho e deixou tudo espalhado em Alvalade, à procura dos três pontos. O Rio Ave encontrou a vitória num assomo repentino e quem viu de fora o lar do Sporting descobriu-lhe a desarrumação em que entrou o futebol leonino, na ânsia de chegar ao golo. No regresso a casa, o leão perdeu perante um adversário que não tinha qualquer registo criminal em Alvalade e cuja estratégia não surpreendeu ninguém. O leão foi mais vítimas dos próprios problemas.Comecemos por aí mesmo. O Sporting tem um claro problema na frente. Também teve outro atrás nesta noite, apesar de não ter havido, durante muito tempo, indícios disso. A equipa verde e branca começou o jogo com o mesmo formato de Guimarães, teve troca de bola, mas nunca foi perigosa onde tinha de o ser: na área contrária. A busca incessante pelos extremos fazia com que o Sporting aumentasse a largura do jogo. A questão, porém, residia mais na quantidade, do que na personificação, de quem chegava à zona de finalização. Cruzamento da esquerda, corte dos centrais, cruzamento da direita, corte dos centrais. Falta presença, claramente. Pelo menos, nesta noite faltou, como, talvez, terá faltado no Berço.
Ainda assim, não havia muitos sinais do que ia acontecer mais tarde, no primeiro tempo. Apesar de não ser fulgurante, o Sporting rondava a área de Oblak, que defendia o que chegava à baliza com segurança. O Rio Ave só apareceu ao minuto 33.
O primeiro sinal de perigo parou nas mãos de Rui Patrício, mas a jogada de Edimar e a leitura perfeita de Del Valle deram ao Rio Ave o primeiro golo na Liga, em Alvalade, em nove anos. Um choque tremendo para um leão paciente (demasiado) na construção.
A paixão bate no peito, o futebol começa na cabeça
Sá Pinto não perdeu tempo e mexeu para a segunda parte. Certo, tirou Elias e Adrien, colocou Labyad e André Martins. A ideia era clara e era prova do que acontecera nos 45 iniciais: alguém tinha de chegar-se mais à frente, junto a Wolfswinkel, que continua desastrado na hora de atirar à baliza.
Há dois jogadores no Sporting que não baixam ritmo. Capel e Carrillo podem, por vezes, não tomar as melhores decisões ou ter a melhor das execuções. Ninguém tem. Mas não podem ser acusados de não remar, de encarar o rival de frente. Enfim, de tentar. Labyad juntou-se a essa ideia com pontapés de longe.
Com o ouro no bolso, o Rio Ave fugiu para a vitória da maneira previsível. Fechou caminhos para meter o futbol leonino num beco. Sá Pinto mexeu de novo e lançou Viola para ir atrás do bandido. O Sporting correu, o Sporting tentou, mas sempre com o que lhe batia no peito e não com o aquilo que devia estar no pensamento, uma estratégia bem delineada para passar a muralha e bater Oblak, o derradeiro herói da noite.
A primeira vitória do Rio Ave em Alvalade, em toda a história do campeonato, apenas surpreende por terem sido os de Vila do Conde. É verdade que Sá Pinto contava por triunfos todos os jogos em casa, mas Guimarães e Dinamarca faziam prever que algo como isto podia acontecer.
Aconteceu mesmo e o treinador do Sporting tem várias questões para abordar, agora que tem os três rivais a uma vitória de distância. É cedo, mas o relógio está a contar, como mostraram os adeptos no final, desagradados com a equipa. E quando assim é, não é apenas pelo resultado, porque, apesar de tudo, os adeptos reconhecem quando quem está em campo joga bem e apenas «não é dia».
in Mais Futebol
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Benfica vence no Bonfim (0-5), com Amoreirinha a ter grande culpa na derrota do Setúbal
Salvio e Rodrigo no pesadelo sadino no Bonfim, depois da falta de bom senso de Amoreirinha.
A história do jogo começa e acaba na falta de bom senso de Amoreirinha. O
Benfica não se importou e goleou no Bonfim (0-5),
terminando o encontro em ritmo de treino e mesmo
assim ameaçando um resultado ainda mais expressivo. Salvio foi tudo os
que
encarnados dele esperam, Rodrigo parece querer
voltar a crescer novamente para o patamar que já atingiu na última
temporada.
E Melgarejo desta vez não será tema: fez tudo
simples e não complicou o que era fácil à partida. Jesus toca pela
primeira
vez na liderança da Liga.
Já o dissemos:
entreguem a conta a Amoreirinha! Aos oito minutos, já com o Benfica em
cima
da defesa do Vitória, o defesa sadino entrou com
tudo sobre Melgarejo e o árbitro não teve outro remédio que não
expulsá-lo,
abrindo caminho para uma vitória fácil dos
encarnados. Encontraria a redenção o paraguaio - tão criticado durante a
semana
pelos dois golos do Sporting de Braga na Luz -,
poucos metros à frente e quatro minutos depois, no passe para o primeiro
golo
dos encarnados no Bonfim, por Rodrigo. O lateral
foi descoberto por Enzo Pérez, hoje titular, ligeiramente adiantado, e
fez
o cruzamento perfeito para o espanhol só ter de
empurrar para as redes.
Com o flanco direito a carburar muito
bem,
por culpa de um Salvio diabólico e por também
por aí caírem duas unidades em bom plano - Maxi Pereira e Rodrigo, que
se assenhorava
de praticamente todo o espaço nas costas de
Cardozo -, o Benfica aumentou para 0-2 à passagem da meia-hora. Antes,
já Salvio
dera o tom. O argentino teve um momento genial,
ao passar por três adversários antes de o cruzamento ser bloqueado por
Caleb.
Rodrigo, numa das suas muitas movimentações,
recebeu a bola de Maxi na direita, sentou dois defesas e cruzou em ponto
de rebuçado
para Cardozo. O paraguaio acertou no
guarda-redes, que, com a aflição de tirar a bola da zona de recarga do
ponta de lança,
colocou-a na diagonal de Salvio. E logo na
dele...
O Vitória vivia de poucas, mas boas iniciativas de Bruno
Gallo
e Miguel Pedro, que depois de uma boa abertura
de Nélson Pedroso, aos 34 minutos, criaram a melhor jogada sadina na
primeira
parte. Cruzamento da esquerda do primeiro a
apontar para o poste mais próximo, onde Garay, em voo, anulou o
cabeceamento do
segundo.
Seria o Benfica, no entanto, a
marcar mais um. Posse de bola, trocas lentas até ao meio-campo, à espera
que Witsel, Rodrigo ou Salvio aparecessem entre
linhas e criassem nova jogada de perigo. Depois de mais umas ameaças do
ex-colchonero,
o terceiro golo surgiria já no último fôlego do
primeiro tempo. Maxi combinou com Rodrigo, e Salvio arrancou de forma
decidida
para a baliza contrária. A finalização não foi
perfeita, encaixou em Caleb, mas a bola ressaltou do australiano para
Enzo
Pérez, que atirou para as redes. Com 0-3 e menos
um em campo, o Vitória de Setúbal estava KO.
O Benfica voltou
para
o segundo tempo com o mesmo ritmo e, sobretudo,
com a mesma concentração. Esteve várias vezes perto do 0-4, e chegou a
festejá-lo
duas vezes, antes do tempo, depois de Rodrigo
(54) e Enzo Pérez (57) terem beneficiado de irregularidades para
introduzir
a bola na baliza. Acabou mesmo por consegui-lo
aos 66 minutos, numa jogada em que disseram «presente» os três suplentes
utilizados
por Jesus: Carlos Martins cruzou da esquerda,
Aimar amorteceu e Nolito rematou para um frango monumental de Caleb.
Nessa altura,
já o treinador dos encarnados tinha dado
descanso a Javi García, Cardozo e Enzo Pérez e experimentava Rodrigo a
9. O golo
acalmou de vez os ânimos nas bancadas, que
chegaram a protestar veemente todas as jogadas desde a expulsão de
Amoreirinha.
O
0-5 surgiu aos 81 minutos, numa altura em que os
avançados do Benfica já se recriavam. Arte de Aimar na segunda
assistência
da noite, finalização perfeita de Rodrigo, em
chapéu, para o bis e para o ponto final na noite de pesadelo dos
sadinos.
in Mais Futebol
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