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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Luís Filipe Vieira reforça aposta na formação antes da assembleia


A direção do Benfica, liderada por Luís Filipe Vieira, defende hoje, em assembleia geral marcada para as 20h30, no pavilhão n.º 2 da Luz, o relatório e contas do clube relativo ao exercício 2011/12, o qual apresenta um resultado negativo de 12,9 milhões de euros. O presidente do emblema da águia sublinha, no entanto, a recuperação da credibilidade do clube e o trabalho desenvolvido na formação.

“É assim que temos vindo a trabalhar nas nossas camadas de formação. Quer no futebol, quer nas modalidades, dispomos hoje de excelente organização, que tem sabido evoluir de ano para ano. Nesta matéria, podemos olhar qualquer clube da Europa olhos nos olhos”, sublinha Vieira, de 63 anos, na mensagem que acompanha as contas do exercício findo a 30 de junho último.


in Record

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

"The Sun" revela possível interesse do Chelsea por Falcão

O clube de Londres até estará satisfeito com o desempenho de Torres, mas quer reforçar o ataque em Janeiro.
O facto da notícia ser do "The Sun" recomenda alguma precaução, mas o que hoje o tablóide inglês revela é que o Chelsea está realmente disposto a pagar o que for preciso para ter Falcao. Assim sendo, Roman Abramovich estará disposto a passar um cheque de 56,5 milhões de euros ao Atlético de Madrid para ter o avançado já em janeiro.

Apesar do desempenho de Torres, que leva quatro golos em nove jogos - bem melhor do que por esta altura da época passada -, os "blues" estão convencidos de que precisam de mais um avançado. E de quem se lembraram? De Falcao, autor do hat trick na supertaça europeia que o Atlético de Madrid ganhou ao Chelsea.

in O Jogo Online

Man. City fora da Taça da Liga

O Manchester City está fora da Taça da Liga inglesa. A jogar em casa, a equipa de Roberto Mancini deixou-se surpreender pelo Aston Villa na terceira eliminatória, perdendo por 2-4 após prolongamento (2-2 no final do tempo regulamentar).

Mario Balotelli fez funcionar o marcador no Etihad à passagem do minuto 27, levando os citizens em vantagem para o intervalo.

Lance infeliz de Gareth Barry permitiu ao Aston Villa chegar ao empate já na segunda parte, decorria o minuto 59.

Kolarov recolocou o City na frente aos 64 minutos, pertencendo a Agbonlahor, aos 70, o segundo golos dos villans - que levaria o jogo para prolongamento.

Foram mais fortes os visitantes nos 30 minutos suplementares, sentenciando o resultado com tentos de N`Zogbia e o segundo de Agbonlahor, aos 96 e 113 minutos, respetivamente. 


 in A Bola

Rafael Veloso a caminho do Blackburn Rovers

Rafael Veloso vai ser jogador do Blackburn Rovers. O jovem guarda-redes, de apenas 18 anos, que cumpriu grande parte da formação ao serviço do Sporting, já tem acordo com o clube da Premiership, devendo, ao que tudo indica, assinar hoje um contrato de três ou quatro anos com o clube inglês.

Rafael Veloso já se encontra em solo britânico desde o passado domingo, realizou ontem os habituais exames médicos e tem quase tudo acertado para se tornar companheiro de equipa de Nuno Gomes.

Com a saída de Rafael Veloso, o Sporting acaba apenas por receber apenas os direitos de formação do guarda-redes, um valor que anda na ordem dos 230 mil euros. Números que não eram do agrado dos leões, que, tendo em conta o valor do jogador, pretendiam prolongar o seu contrato e assim poderem ter margem para negociar uma possível transferência.

Natural da Lourinhã, Rafael Veloso representou o Lourinhanense e o Torreense antes de rumar a Alcochete. Foi campeão nacional de juniores pelo Sporting e cedo deu nas vistas na formação do clube leonino. O Barcelona foi um dos clubes que observou o guarda-redes.

Rafael Veloso treinou-se várias vezes com o plantel principal do Sporting e sempre manifestou vontade de permanecer em Alvalade, mas os números apresentados pelo Sporting nunca foram do agrado do jogador. 


in A Bola

Sporting com vitória tremida

Afinal o leão gosta do perigo

 O Sporting venceu finalmente na Liga, mas teve de sofrer e muito frente ao Gil Vicente (2-1). Desta vez, Sá Pinto arriscou tudo e mais alguma coisa, a equipa teve intensidade e acabou ser premiada a cinco minutos do fim, num bom cabeceamento de Van Wolfswinkel. No entanto, fica a dúvida: que Sporting teremos nos próximos jogos? O triste e cinzento de antes, ou o sôfrego e vertiginoso de hoje? A qual deles o treinador se agarrará para segurar o leão? E se segurar a si.
QUE REVOLUÇÃO! Assim mesmo em capitais e a negro, porque Sá Pinto sentiu-se tão encostado às cordas que fechou os olhos e tentou o tudo ou nada. Viola teve entrada direta no onze, Insúa e Rinaudo voltaram a ser opção, e Pranjic subiu uns metros para médio. Izmailov voltou ao miolo. A uma equipa com dificuldades do meio-campo para a frente como era o Sporting até aqui o treinador soltou todo o lastro e transformou-a num 4x2x4 vertiginoso, por vezes 4x1x5 com as subidas de Izmailov, preenchendo quase todos os espaços da linha ofensiva. Dava ideia que Sá Pinto só não metia mais avançados porque não cabiam no relvado (acabaria por meter mais tarde em desespero). Era difícil que o jogo leonino não se tornasse confuso, sobretudo pela esquerda, onde Viola gosta de andar, Pranjic cruzar e Insúa chegar à linha. Onde não havia grandes problemas era na direita, com Capel a fletir para o meio, e a abrir o corredor para Cédric.

Com as equipas a jogar em tal nível de ansiedade é habitual que tudo aconteça. E quando acontece geralmente chama-se fado. O fado do Sporting adivinhava-se, era que algo ia acontecer sempre, para tornar as coisas mais difíceis. O golo do Gil Vicente. Um balão da direita, Xandão a não conseguir aguentar a pressão de Luís Carlos e a fazer uma rosca e a deixar a bola viva no adversário, que fuzilou Rui Patrício com o pé esquerdo.

O Sporting lambeu as feridas e voltou à carga, mas deu a sensação, algumas vezes, que um outro rival mais forte no contra-ataque, mais inteligente e sobretudo com outro poderio nos metros à frente da baliza poderia ter feito ainda mais mossa no leão, tal a sua inclinação para a frente. Com o passar do tempo, a pressão dos homens de Sá Pinto foi-se acentuado. Pranjic, Capel, Van Wolfswinkel podiam ter feito bem melhor numa ou noutra jogada, e Viola, segundos antes de Vasco Santos mandar todos descansar, atirou uma bomba à trave.

A regra para o Gil Vicente seria fazer mais, sair mais rápido, para realmente afastar o leão da sua área e, num desequilíbrio, ferir de morte o rival. Teve a sua oportunidade aos 69 minutos, por Luís Carlos, mas Rui Patrício negou-lhe o 0-2 e o bis depois de muito esforço e uma série de ressaltos. Antes, o Sporting ameaçara muito Adriano. Xandão (52), Insúa (53), Rinaudo (54) estiveram muito perto do empate.

Aos 62 minutos, Sá Pinto colocou mais vertigem no jogo do leão. Tirou o central Xandão e colocou em campo mais um avançado, o peruano Carrillo, que também teria a sua oportunidade aos 71 minutos, num chapéu que ficou seguro nas mãos de Adriano.

A resistência minhota durou 75 minutos e estava escrito que a jogada teria origem num dos recuperados por Sá Pinto. Insúa fez o que mais ninguém no plantel faz, chegou à linha, cruzou, apanhou Luciano Amaral distraído e Capel nas costas. O espanhol, também alvo de algumas críticas este ano, empurrou para as redes, pegou na bola, fechou o punho e mostrou-o repetidamente às bancadas. Adivinhava-se um quarto de hora complicado para os homens de Paulo Alves. E foi o que aconteceu.

O golo que fez explodir o estádio chegou a três minutos do fim. Cruzamento de Cédric e Van Wolfswinkel a antecipar-se a toda a gente e a cabecear para as redes. Sá Pinto aguentará pelo menos mais um jogo.  

in Mais Futebol

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Benfica não vai além de um empate a duas bolas com estudantes

Nervos para todos os lados.

 Num encontro com três grandes penalidades, duas para os estudantes e a outra para os encarnados, os comandados de Jesus acabaram por mitigar o prejuízo maior.


O Benfica sofreu a bom sofrer no regresso às competições internas, este domingo, em Coimbra. Depois de um início esmagador, que não conseguiu materializar em golos, o conjunto de Jesus esteve à beira de perder o jogo, a jogar com mais um jogador do que o adversário!

Pelo meio, houve três grandes penalidades, duas para a equipa da casa e uma para as águias, e emoção a rodos, num encontro que ditou a perda dos dois primeiros pontos fora da Luz e a consequente perda da liderança para o F. C. Porto.

Recorde o AO MINUTO do jogo

O Benfica começou o jogo a todo o gás. Com uma velocidade de ponta, os encarnados chegavam facilmente à área dos estudantes e, com apenas três minutos, Cardozo atirava a primeira bola aos ferros, neste caso à trave.

A pressão manteve-se e, pouco depois, foi Rodrigo que imitou o colega, atingindo o poste esquerdo da baliza de um atónito Ricardo, que nada podia fazer. O mesmo Cardozo voltaria a estar em foco ao obrigar o guardião da casa a defesa de recurso, numa altura em que o Benfica já podia ter o jogo praticamente resolvido.

Confira a FICHA e as NOTAS dos jogadores

Os primeiros 15 minutos da águia foram, assim, demolidores, mas sem resultados práticos e à medida que o jogo foi acalmando, a Briosa foi aproveitando para se reorganizar, acertar marcações e contra-atacar. Um pouco à semelhança do que fizera recentemente em Plzen.

Primeiro foi Marinho a avisar, bem secundado por Cissé, enquanto o Benfica surgia agora mais preso de movimentos. Num desses ataques rápidos, depois de um bom trabalho de Cleyton junto à linha, o brasileiro centra para a entrada da área, onde Maxi acaba por «atropelar» Makelele.

O lance não fica isento de polémica, pois deixa a sensação de que a falta ocorre ainda fora da área de rigor. Cissé, da linha dos 11 metros, não tremeu e colocou a Académica na frente, sem que nada, em bom rigor, o justificasse.

Cardozo voltou a visar os ferros, ainda antes do intervalo, e mostrava que os encarnados continuavam no jogo, mas foi igualmente através de um castigo máximo que restabeleceram o empate. Desta feita por mão de Rodrigo Galo, que acabou expulso, novamente num lance bastante confuso.

Depois da «conversa» com os postes, o paraguaio acertou desta vez e deu o mote para o cerco à baliza de Ricardo. Podia ser o clique que faltava ao Benfica para encetar a reviravolta, mas Garay deixou-se ultrapassar por Hélder Cabral e acabou por derrubá-lo, provocando (incrível!) a terceira grande penalidade da noite!

Wilson Eduardo fez o segundo para os da casa, a 20 minutos do fim, e Jesus não pode mais hesitar, lançando por fim Lima no jogo. E foi o ex-bracarense que relançou o jogo, a cinco minutos do fim, com uma «bomba».

Os nervos fizeram-se sentir para todos os lados, árbitro incluído, mas o resultado não se alterou e, pelo segundo ano consecutivo, o Benfica veio a Coimbra perder pontos. Na época passada, foi o adeus ao título. Este ano, tudo está ainda a começar, mas lá que o Mondego começa a ser aziago para Jesus, lá isso começa. 


in Mias Futebol

FC Porto líder isolado após goleada ao Beira-Mar

James Rodríguez mostrou o seu talento no Dragão a jogar como número dez numa equipa que actuou sem muitas das suas habituais referências. Mas o colombiano facilitou e o FC Porto não teve dificuldades em golear o Beira-Mar demasiado passivo. James fez o apoio ao ponta-de-lança, ajudou no meio campo João Moutinho, que também realizou uma boa exibição, fez duas assistências e marcou um golo. Os adeptos do FC Porto, viram o jovem mostrar que tem uma vocação surpreendente para jogar no meio. E fechou a exibição com um golo.
Rui Rego ainda tentou complicar. O guarda-redes de Aveiro teve um início de jogo excelente e foi retardando o inevitável. Começou logo no primeiro minuto ao evitar um golo a Maicon que aproveitou uma bola parada de James. Depois defendeu para a frente um cabeceamento de Mangala e a recarga de Maicon. São momentos que poderiam ter feito a diferença. Não fizeram. Perante um FC Porto que não contou com Lucho (por motivos pessoais) e colocou James a fazer o papel do argentino, com Atsu e Varela nas alas e no eixo o colombiano Jackson Martínez. E foi a estrela numa partida em que Vítor Pereira voltou a deixar de fora Rolando, um homem que parece definitivamente fora dos planos do técnico. Sorte de Mangala que ganhou a titularidade no eixo da defesa.

A exibição de Rui Rego teve o condão de travar a entrada fulgurante portista e permitir aos forasteiros segurar a bola e aproveitar Nildo e Balboa para tentar incomodar Helton.

Mas o FC Porto contou, porém, com um jogador em alta: James. O colombiano conseguiu apoiar o ataque e ajudar Defour e João Moutinho. O resultado foi acabar com um Beira-Mar que começava a levantar a cabeça. Deu tranquilidade à equipa. Pensou o jogo, ajudando Defour e João Moutinho que sentiam grandes dificuldades na primeira construção de jogo. Compensou o mau momento de Atsu que ainda parece procurar confiança. E ofereceu a possibilidade de Jackson Martínez marcar um grande golo quando estavam decorridos 33’. O jovem serviu na perfeição o compatriota, e o homem que custou milhões recebeu e tirou remate de bicicleta. A bola saiu cruzada e não deu hipóteses ao homem que ia alimentando as esperanças de Ulisses Morais manter o nulo. Um grande golo que voltou a dar alguma cor a uma equipa que está longe de ser brilhante e não consegue disfarçar as ausências e o sincronismo que Fernando e Lucho lhe oferecem.

Aquele momento, contudo, voltou a dar alguma cor ao futebol dos homens da casa. Mas o jovem colombiano foi mais longe. E, aos 39’, assistiu de cabeça, na área, Varela que rematou de pé direito por entre as pernas de Rui Rego. Em pouco tempo ficou praticamente tudo resolvido para um FC Porto que mexeu muito na equipa e onde Danilo voltou a recuperar o lugar de Miguel Lopes como lateral direito.

A estratégia defensiva do Beira-Mar caiu por terra. Ulisses Morais colocou na segunda parte uma referência na área, com Camará por troca com o médio Colett. Mas James não lhe deu tempo para ver a bondade da substituição. O jovem, que os portistas descobriram em 2009 no Banfield, aos 46’, recebeu um passe de Varela e James rematou de pé direito junto ao poste. Os homens de Aveiro, que até trocam bem a bola a meio-campo pouco mais faziam do que marcar presença e os centrais e os médios defensivos não revelaram a agressividade que se pede a uma equipa num desafio desta dimensão.

O que restava do jogo serviu para Vítor Pereira ir gerindo a equipa que veio de um jogo a meio da semana e tem pela frente um ciclo complicado. Entrou Castro e saiu Atsu. Pouco depois fez sair Varela e entrar Iturbe, muito aplaudido pelos adeptos. Um talentoso jogador de 19 anos, mas que necessita de confiança.

Antes do fim o quarto golo, num lance de bola parada, um tipo de jogadas em que os campeões nacionais começam a ganhar um peso muito forte: Moutinho (72’) marcou um canto na esquerda e Maicon cabeceou para o quarto golo. Tudo resolvido. Tudo Fácil. Perante um Beira-Mar que precisa de muito trabalho para conseguir a manutenção.

POSITIVO
James Rodríguez

 
Sem Lucho no meio-campo, o treinador do FC Porto apostou em James Rodríguez no apoio ao ponta-de-lança. O resultado foi espectacular. Fez duas assistências, marcou um golo e soube pensar o jogo. Não se podia pedir mais.

João Moutinho
Um jogo sem mácula do médio, apesar das dificuldades de não ter Fernando ao seu lado. Defour não é a mesma coisa. O português foi sempre um dos homens que marcou o jogo.

NEGATIVO
Beira-Mar
É uma equipa demasiado macia. Na primeira parte ainda teve algumas iniciativas, mas apagou-se por completo depois do primeiro golo. Desapareceu e permitiu aos portistas fazer da segunda metade a gestão da equipa. Ulisses Morais precisa de muito trabalho para conseguir construir uma equipa verdadeiramente competitiva.


in O Público