Número total de visualizações de página

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Vítor Pereira: "Não vamos a lado nenhum jogar para o empate"

O treinador do FC Porto assume que pretende, com a deslocação a Kiev, terminar a quarta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões com 12 pontos.

«Quero que a equipa mantenha o ADN: tenha muita posse de bola e seja agressiva. Temos nove pontos e queremos sair daqui com doze. Não vamos a lado nenhum jogar para o empate», disse Vítor Pereira na antevisão ao jogo desta terça-feira com o Dínamo Kiev:

«É um adversário difícil, como ficou demonstrado no dragão há duas semanas, onde conseguimos uma vitória difícil (3-2).»

Sobre se os jogadores do Dínamo vão tentar oferecer a vitória como presente ao treinador Oleg Blokhin, que completa 60 anos: «o que desejamos a Blokhin é que tenha muita saúde e muitos anos de vida.»

Questionado sobre se será Abdoulaye ou Rolando a jogar ao lado de Otamendi no centro da defesa: «Já sei quem vai jogar, mas não falei com os jogadores sobre isso. Independentemente de quem jogar, o FC Porto tem um grupo forte e vai manter a característica que sempre.»

in A Bola

Juventus mantém interesse em Cardozo

Em entrevista ao “Tuttomercato”, o agente FIFA Giuseppe Addamiano falou de eventuais reforços para a Juventus na reabertura do mercado de transferências mas não quis alongar-se sobre a possibilidade de Oscar Cardozo trocar o Benfica pelo clube de Turim em janeiro.
«Cardozo é um grande campeão e, em apenas cinco anos, conseguiu muitos feitos com a camisola do Benfica. De momento, existe um contrato com o clube português... não posso dizer mais nada», afirmou o empresário.

Cardozo, que tem sido ainda associado a clubes como Chelsea, Fiorentina e Fenerbahçe, encontra-se em negociações para estender o vínculo com o clube da Luz. O atual contrato termina em junho de 2014.

in A Bola

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Vercauteren diz-se desiludido com alguns dos jogadores no jogo de ontem

Acabou por não ter o efeito desejado em termos imediatos a chegada de Franky Vercauteren ao comando da equipa leonino. Os leões voltaram a perder e somam sete jogos consecutivos sem vencer. O treinador belga não escondeu a desilusão no final, ainda que tenha visto algumas coisas positivas.

«Entrámos com muita ambição, mas ficámos muito desapontados com o resultado. Tivemos muitas oportunidades, fizemos coisas boas, principalmente na primeira parte, mas depois perdemos qualidade, talvez por falta de confiança, de concentração ou capacidade para fazer aquilo que devemos», afirmou Vercauteren na habitual flash interview.

«Fiquei desiludido com alguns jogadores, mas não vou falar de nomes. Eles próprios sabem se jogam bem ou não, mas para mim a culpa não é de um ou outro jogador. Toda a equipa perdeu», prosseguiu o treinador belga, salientando que todo o grupo terá de aprender com os erros.

Expressando-se em inglês, Vercauteren deixou ainda uma mensagem aos adeptos: «Só podemos pedir desculpa. Sabemos como se sentem, mas vamos tentar reagir já no próximo jogo e vamos precisar do apoio deles para sair deste momento difícil.»

in A Bola

Sporting tropeça no Bonfim

Treinador novo, guião velho.
Mudou o treinador mas não mudou o rumo dos acontecimentos. O Sporting somou o sexto jogo consecutivo sem vencer, em todas as competições, e no que à Liga diz respeito tem apenas um ponto de vantagem sobre a linha de água (e dois a mais do que o «lanterna vermelha»).

Tal como tinha prometido, Franky Vercauteren não revolucionou o «onze», mas confirmou a tendência para não ser feliz nas estreias. O Sporting teve bons momentos, mas o desfecho voltou a ser negativo, por força de um golo polémico de Meyong.

O «leão» entrou adormecido antes de inclinar-se à esquerda

A precisar urgentemente de regressar às vitórias, e com um novo treinador no banco, seria normal esperar uma entrada forte do Sporting, mas a verdade é que o leão voltou a entrar encolhido. Expectante, receoso. O Vitória, que até estaria preparado para uma abordagem inicial cautelosa, não precisou dela.

Só a partir do primeiro quarto de hora é que o Sporting começou a pegar no jogo, e sobretudo pelo lado esquerdo conseguiu algumas jogadas vistosas. A primeira ocasião foi de Insúa, que rematou torto dentro da área, tal como Labyad, pouco depois, a passe de Schaars. O holandês também tentou a sua sorte, com o pé direito, mas à figura de Kieszek.

O golo do Sporting parecia próximo, mas foi do outro lado que se festejou. Ney conduziu um contra-ataque e a bola chegou depois a Pedro Santos, já na área, para um remate caprichoso que desviou no corpo de Rojo e passou por cima de Rui Patrício (28m). A jogada começa com uma entrada dura de Bruno Amaro sobre Rinaudo, mas a bola ficou na posse dos «leões». O erro de Paulo Baptista foi não ter mostrado um cartão amarelo ao médio sadino no meio da festa.

Desafortunado, o Sporting procurou reagir. Insúa esteve perto do empate, quatro minutos depois, não fosse a boa intervenção de Kieszek. Mas a três minutos do intervalo os «leões» restabeleceram mesmo a igualdade. Jeffrén começou por atirar ao poste, num remate potente que ainda desvia em Pedro Queirós, mas poucos segundos depois marcou mesmo, aproveitando um grande passe de Schaars. Mais uma vez o lado esquerdo do Sporting a fazer a diferença.

Garras pouco saídas

Embalado pelo empate, o Sporting até deixou a ideia de que estava disposto a lançar-se para o triunfo. Foi esse o sinal transmitido pela «bomba» de Insúa que Kieszek desviou por cima da barra, aos 53 minutos. Mas a pressão nunca foi asfixiante, e o Vitória até respondeu logo, com um remate de Pedro Santos que passou bem perto do poste.

Depois o leão rondou a baliza, mas sem arranjar, enquanto que o adversário não teve tantas cerimónias. Um passe de Cristiano isolou Meyong, em posição duvidosa, e o camaronês voltou a marcar ao Sporting (68m).

Oito minutos depois o Vitória ficou reduzido a dez elementos, com Miguel Lourenço a ver o cartão vermelho direto por uma entrada muito dura sobre Wolfswinkel. Mas mesmo em superioridade numérica durante cerca de vinte minutos o Sporting não conseguiu evitar nova derrota, atacando mais com o coração do que com a cabeça.

in Mais Futebol

domingo, 4 de novembro de 2012

Uma equação fácil de resolver no Estádio da Luz. Benfica vence Guimarães (3-0)

As equações são sempre fáceis de resolver quando há pouco visitante, neste caso o Vitória de Guimarães, e o Benfica do costume. Houve pouco atrevimento nos minhotos e a consciência do outro lado que, mais tarde ou mais cedo, tudo iria acontecer a seu favor. Fosse Salvio, Ola John, Cardozo, Lima ou outro qualquer o primeiro golo iria acontecer e a partir daí tudo poderia ficar mais fácil. Daí aos 3-0 era uma reta e era só acelerar. O Benfica sai da partida colado ao FC Porto e a única má notícia foi a expulsão de André Gomes, a segunda consecutiva, num setor algo debilitado. 


Jorge Jesus aproveitou o regresso de Carlos Martins e entregou-lhe a missão de levar a equipa para o ataque. De Barcelos manteve a ala esquerda, com Luisinho e Ola John, e mexeu na direita e no meio, onde não havia Enzo Pérez para encaixar por se encontrar castigado. Salvio voltou para a sua posição natural e no miolo Martins só podia substituir André Gomes, que começou no banco.

Os encarnados foram dinâmicos sempre que Carlos Martins teve confiança e físico para levar a equipa para a frente, mas também de todas as vezes que Salvio disse presente com diagonais para a área e cruzamentos, e Maxi fez questão de o acompanhar de perto. Luisinho e Ola John tentavam o mesmo na esquerda, mas a um ritmo diferente, menos explosivo. Tudo somado, o conjunto de Jesus teve momentos em que jogou quase todo em cima da área de Douglas. Depois, havia o resto: muitas pernas por ultrapassar até chatear o guarda-redes contrário. Aí, as coisas não estavam a correr muito bem.

Artur fundamental

O Vitória de Guimarães tentou esperar pelo erro. Algum apetite a mais no rival, um erro na transição para a defesa, um jogador fora de posição e, aí sim, podia tentar ameaçar Artur. A primeira grande oportunidade pertence-lhe, aos 33 minutos, quando Luisinho somou a terceira má intervenção (antes, duas perdas de bola inacreditáveis no meio-campo do rival, que originaram contra-ataques perigosos) da noite e se esqueceu de Toscano nas costas. O guarda-redes do Benfica saiu dos postes e defendeu com as pernas, evitando muitos dissabores à sua equipa.

Era pouco, no entanto, para os minhotos. Sem a capacidade de manter à distância os encarnados, sentia-se que o aumentar da pressão iria dar em golo mais cedo ou mais tarde. E deu mesmo, ainda no primeiro tempo. Ola John não quis forçar a ida para a linha, fletiu para o meio e cruzou para um Cardozo estático, que só teve de cabecear para o lado esquerdo de Douglas.

Outra vez não, Carlos!

Pouco depois, Carlos Martins começou a pedir aos colegas para não lhe passarem a bola e Jesus a dar ordens a André Gomes para forçar o aquecimento. O internacional português sairia antes do intervalo já sem fazer novo sprint.

A segunda parte começou praticamente com a jogada do 2-0. Ola John novamente pela esquerda, com a cruzamento a fugir da baliza e Salvio a perceber antes de todos onde a bola ia cair e a correr como um louco. Ao passar por Addy caiu. E o árbitro João Ferreira não teve dúvidas. Passa-se tudo muito rápido e é impossível perceber de cá de cima se Addy toca mesmo no argentino. Quem não quis saber foi Cardozo, que não teve dificuldades em enganar Douglas no penalty. 

O resultado estava feito e muito dificilmente ficaria por aqui. Cardozo ameaçou aos 58 e Lima fez mesmo o 3-0, aos 67 minutos. O paraguaio isolou o brasileiro com a ajuda de Ndiaye e este fuzilou Douglas com o pé esquerdo.

Antes do fim, aos 79 minutos, surgiu a expulsão de André Gomes. Uma entrada fora de tempo sobre Leonel Olímpio valeu-lhe o vermelho direto. A decisão de João Ferreira pode ter sido um pouco pesada, tantas são as entradas assim um pouco por todo o lado (ou seja, o amarelo também estava bem), mas pelo jovem só pode ser encarado com mais uma dor de crescimento.

Mais Futebol

FC Porto goleia Marítimo


Um Porto de primeira, desempenho requintado na noite do Dragão que ficou manchada pelos problemas físicos de vários elementos. Antes, durante e depois, demasiado F.C. Porto para um Marítimo encolhido, permissivo, a milhas do nível da época passada. Goleada à moda antiga com acento colombiano: dois de Jackson, dois de James.

Liderança isolada, à condição, 22 golos marcados em 8 jogos. O Benfica, com melhor goal average à entrada para esta jornada, tem a palavra. A história do encontro escreveu-se desde cedo. No regresso aos balneários, findo o primeiro período, já se adivinhava o vencedor.

Intervalo. Muitas palmas. Tantas, pouco habitual. O silêncio, a pressa em ir à casa de banho, comprar algo para comer, nada disso se fez sentir, desta vez. O adepto do F.C. Porto esperou e aplaudiu com orgulho. Vencia-se, sim, mas vencia-se com plenitude e arte.

Como o bom espectador de uma obra de teatro, satisfeito e até impressionado com o desempenho dos interveniente, o adepto presente no Estádio do Dragão sentiu-se na obrigação de corresponder, de agradecer uma excelente primeira parte. 

Não é a primeira vez que o F.C. Porto chega ao intervalo a vencer, longe disso. Mas nunca o fizera com golos de tamanho efeito e um punhado de jogadas ao primeiro toque, atraentes à vista, tão simples quão eficazes.

Varela sim, mas aquele primeiro golo...

Os resumos televisivos incidirão sobre o pontapé violento de Silvestre Varela, por certo. Faltará tempo para reproduzir toda a jogada que culminou no primeiro golo. Esse sim, uma obra de arte coletiva, deliciosa para quem viu Moutinho pegar na bola ainda no meio-campo defensivo.

Depois, foi magia. Tudo de primeira. Moutinho, Fernando Moutinho. Depois James, Lucho, James. O colombiano fez o passe inesperado para Jackson, a defesa do Marítimo ficou a pensar em outra coisa qualquer e Cha Cha Cha Martínez fez o resto.

Sétimo jogo consecutivo a marcar para o ponta-de-lança, que viria a bisar na etapa complementar. Dessa vez, após assistência de João Moutinho, chegando aos onze golos em doze jogos oficiais com a camisola do F.C. Porto. Impressionante.

Pelo meio, o tal pontapé de raiva de Varela. Raiva não, que o português atravessa um belo momento e balançou as redes em três jogos consecutivos. D. Kiev, Estoril, agora frente ao Marítimo. E que golo. O extremo partiu da esquerda, passou por dois e disparou. Ninguém adivinhava o final daquela história. Nem Ricardo, o guarda-redes que se estreava na Liga. A bola só parou junto ao ângulo da baliza do Marítimo. 

Lesões atrás de lesões

Abre-se um capítulo para más notícias na noite agridoce do Dragão. Fernando, Maicon e Helton saíram lesionados durante o encontro, em vésperas da deslocação à Ucrânia para defrontar o D. Kiev, na Liga dos Campeões. Lucho resistiu em campo mas também apresenta problemas físicos. Tanto problema junto!

O treinador do F.C. Porto mostrou-se apreensivo com a situação, passando o resto do jogo dando indicações, sentindo que a equipa estava na plenitude do seu potencial, praticando um futebol atrativo, clarividente, incisivo. Ao seu gosto.

Entre tudo isto, saliente-se, houve pouco Marítimo. Pouquíssimo até. Pedro Martins não desaprendeu, os seus homens também não, mas foi uma jornada de tremendo desacerto para os insulares. Sem explicação aparente. Tombaram com o primeiro golo e por lá continuaram, no chão, sem reação visível.

Moutinho e James, nova sociedade

Alheio à situação, o F.C. Porto arrancou para uma segunda metade de idêntico nível, chegando a uma goleada à moda antiga com naturalidade. Primeiro Jackson, melhor marcador da Liga.

Depois James Rodriguez, na segunda assistência de João Moutinho no jogo. Mais tarde, de novo James, ele que tinha aberto caminho para o primeiro golo. Bis para o colombiano (contando com o desvio de João Guilherme), festa completa no Dragão.

in Mais Futebol

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Godinho Lopes: "Houveram muitos treinadores a oferecerem-se ao Sporting"

Presidente leonino destaca perfil de Franky Vercauteren, mas não espera que tudo fique resolvido já no próximo jogo
O presidente do Sporting declarou que fez uma «alteração profunda» na SAD», a vários níveis, como organização e comunicação. No dia em que apresentou o quarto treinador do mandato, em menos de duas épocas, Godinho Lopes destacou o perfil de Franky Vercauteren, o belga escolhido para um lugar que foi desejado «por dezenas» de técnicos.

«Para além de ter sido campeão por dois clubes [Anderlecht e Genk], Vercauteren foi um jogador de bom mérito, reconhecido, e é uma pessoa que aposta na formação. Posso dizer que houve dezenas de treinadores a oferecem-se para treinar o Sporting, enquanto nomes corriam na imprensa e na tv, já tínhamos escolhido o Vercauteren, alguém que é ganhador e que aceitou um desafio que não é fácil, de ter um contrato até junho com opção», resumiu o dirigente. 

Godinho Lopes disse tentou fundamentar «as razões da demora» da chegada do técnico, mas também não quer «criar expectativas de que no próximo jogo tudo está alterado». Aliás, o presidente leonino revelou que Vercauteren lhe colocou um período de tempo para pôr a equipa a jogar à imagem do belga. «Depois de ter visto o jogo do Moreirense, disse-me que precisaria de um a dois meses para impor métodos, razão pela qual combinámos que os dois próximos jogos ainda seriam do Oceano», confessou.

A playstation e os insultos em Alvalade

O máximo dirigente dos leões foi questionado sobre não há uma discrepância entre falar em «projeto» e contratar um treinador até final da época: «Percebo a pergunta e como entenderia também outra: então já contratou dois treinadores até final da época e agora não? A decisão é minha, a responsabilidade é minha. Há um conhecimento mútuo e desde o primeiro momento que jantei com Vercauteren houve uma interpretação da forma de pensar e do modo como aborda os assuntos que me agradou. Não há nada como contacto direto, não é como na playstation, para sentir o sentimento das pessoas e isso fez com que contrato tenha opção de ser prolongado.»

Godinho Lopes foi colocado perante os insultos que ouviu na última noite, em Alvalade, com muita gente no estádio a pedir a demissão do presidente do Sporting e afirmou. «Posso dizer que eu oiço o que dizem, leio o que escrevem e estou atento não só à comunicação social como aquilo que se faz. Fui eleito para cumprir um mandato de três anos. Fui claro que havia um caminho ao longo destes três anos. Disse que no primeiro ano havia preocupação em unir o clube aos adeptos. E houve um aumento nas assistências. Creio que atingimos esse objetivo. Disse que o segundo ano era de reestruturação, na organização e financeira. E disse que o terceiro seria para ganhar desportivamente. Acredito no meu trabalho, não sou surdo no que os adeptos dizem, eles têm legitimidade para dizerem o que entendem. Quando eles têm razão, mais do que nunca, respeito.»

in Mais Futebol