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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Champions: FC Porto garante apuramento após empate a 0 em Kiev

Um ponto que vale ouro.

 

O F.C. Porto garantiu o ponto necessário para selar a qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. As ausências por lesão não afetaram o rendimento da equipa, que respondeu aos poucos períodos de verdadeiro sufoco com um futebol seguro e suficiente para justificar o carimbo no passaporte (0-0).

O Paris Saint-Germain goleou o Dínamo de Zagreb, elo mais fraco do grupo, e confirmou o cenário: franceses e portugueses deverão lutar pelo primeiro lugar até final. O D. Kiev pode ainda alcançar o PSG, jamais o F.C. Porto. 15,6 milhões de euros nos cofres portistas. Uma soma importante, a todos os níveis.

Vítor Pereira reforçou a sua confiança em Abdoulaye e lançou o jovem senegalês. A resposta frente ao Marítimo, quando Maicon teve de ser substituído, deixou o técnico satisfeito. Para além disso, Rolando continua a ser um braço-de-ferro interno e Mangala está a ganhar rotinas interessantes como lateral esquerdo. Foi a opção mais natural.

Abdoulaye aceitou o desafio e deixou boa impressão. Exagerou na primeira entrada sobre um adversário (joelho nas costas num lance aéreo) mas esteve em grande plano no restante período, sem evidenciar qualquer nervosismo. A autoconfiança é uma das armas deste senegalês, que pode continuar a beneficiar da ausência de Maicon.

Steven Defour foi o substituto natural de Fernando, enquanto Helton e Lucho González recuperaram totalmente. O setor intermediário do F.C. Porto teve de dar uma resposta imediata à pressão inicial do Dínamo de Kiev, sufocante até.

Durante longos minutos, a formação ucraniana encostou o campeão nacional à sua área, obrigando os homens de Vítor Pereira a sofrer e esperar pelo momento para reagir. Aos poucos, os dragões quebraram o excesso de confiança do adversário e começaram a subir as suas linhas.

Sabendo que o empate bastava, o F.C. Porto poderia sentir-se tentado a baixar o ritmo e dar liberdade ao D. Kiev para construir jogo. Contudo, a entrada forte dos ucranianos serviu de aviso para a equipa portuguesa, levando esta a assentar o seu jogo longe da baliza de Helton.

Já depois da meia-hora de jogo, Jackson Martínez esteve bem perto do golo e ficou ainda a reclamar uma grande penalidade. Com razão. James Rodriguez cruzou na esquerda, o ponta-de-lança foi agarrado claramente por Khacheridi mas ainda cabeceou. Koval sacudiu com esforço.

O F.C. Porto voltou a entrar melhor na etapa complementar. Tudo parecia correr de feição para a equipa de Vítor Pereira, que criou mais uma excelente oportunidade ao minuto 51. Mais um passe de James, desta vez no centro do terreno, e Varela com caminho aberto na área. O português rematou com o pé esquerdo, cruzado, ligeiramente ao lado.

Miguel Veloso tentava responder em lances de bola parada mas o argumento do D. Kiev parecia curto face à exibição personalizada dos dragões.

A equipa técnica dos ucranianos decidiu alterar a estratégia com uma hora de jogo. As entradas dos africanos Lukman Haruna e Ideye Brown redundaram num acréscimo de mobilidade e entusiasmo em comparação com Artem Milevskiy e Marco Ruben.

Num ápice, o cenário mudou. Ao minuto 68, Yarmolenko aproveitou a má colocação de Danilo para se isolar. Contudo, optou pelo remate, fraco, para defesa de Helton. O guarda-redes brasileiro passou a ter mais trabalho desde esse momento, respondendo a grande altura, mesmo nas saídas da baliza.

A colocação de Mangala, servindo quase como terceiro central no apoio a Otamendi (segurança a liderar o setor) e Abdoulaye, foi importante e transmitiu segurança à equipa. Danilo agradeceu a liberdade para subir no terreno.

Já depois de ter lançado Atsu, Vítor Pereira viu Defour pedir a substituição, respondendo com a entrada de Castro. Um F.C. Porto ainda mais jovem para segurar o resultado nos minutos finais. Com sucesso. Até a entrada de um adepto ucraniano em campo, em tempo de descontos, deu jeito. Quebrou o derradeiro ataque do D. Kiev.

in TVI24

Jorge Jesus: "Como conseguimos o primeiro lugar no grupo do Barcelona?"

O treinador do Benfica explica porque razão a equipa está a ter prestações tão distintas no campeonato português e na Liga dos Campeões.

«É fácil distinguir. No campeonato estamos em primeiro com os mesmos pontos do FC Porto. Na Champions, estão as melhores equipas de cada país. É natural termos mais dificuldade. O nosso grupo tem o Barcelona, daí a dificuldade para estar em primeiro», disse Jorge Jesus em conferência de Imprensa.


in A Bola

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Vítor Pereira: "Não vamos a lado nenhum jogar para o empate"

O treinador do FC Porto assume que pretende, com a deslocação a Kiev, terminar a quarta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões com 12 pontos.

«Quero que a equipa mantenha o ADN: tenha muita posse de bola e seja agressiva. Temos nove pontos e queremos sair daqui com doze. Não vamos a lado nenhum jogar para o empate», disse Vítor Pereira na antevisão ao jogo desta terça-feira com o Dínamo Kiev:

«É um adversário difícil, como ficou demonstrado no dragão há duas semanas, onde conseguimos uma vitória difícil (3-2).»

Sobre se os jogadores do Dínamo vão tentar oferecer a vitória como presente ao treinador Oleg Blokhin, que completa 60 anos: «o que desejamos a Blokhin é que tenha muita saúde e muitos anos de vida.»

Questionado sobre se será Abdoulaye ou Rolando a jogar ao lado de Otamendi no centro da defesa: «Já sei quem vai jogar, mas não falei com os jogadores sobre isso. Independentemente de quem jogar, o FC Porto tem um grupo forte e vai manter a característica que sempre.»

in A Bola

Juventus mantém interesse em Cardozo

Em entrevista ao “Tuttomercato”, o agente FIFA Giuseppe Addamiano falou de eventuais reforços para a Juventus na reabertura do mercado de transferências mas não quis alongar-se sobre a possibilidade de Oscar Cardozo trocar o Benfica pelo clube de Turim em janeiro.
«Cardozo é um grande campeão e, em apenas cinco anos, conseguiu muitos feitos com a camisola do Benfica. De momento, existe um contrato com o clube português... não posso dizer mais nada», afirmou o empresário.

Cardozo, que tem sido ainda associado a clubes como Chelsea, Fiorentina e Fenerbahçe, encontra-se em negociações para estender o vínculo com o clube da Luz. O atual contrato termina em junho de 2014.

in A Bola

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Vercauteren diz-se desiludido com alguns dos jogadores no jogo de ontem

Acabou por não ter o efeito desejado em termos imediatos a chegada de Franky Vercauteren ao comando da equipa leonino. Os leões voltaram a perder e somam sete jogos consecutivos sem vencer. O treinador belga não escondeu a desilusão no final, ainda que tenha visto algumas coisas positivas.

«Entrámos com muita ambição, mas ficámos muito desapontados com o resultado. Tivemos muitas oportunidades, fizemos coisas boas, principalmente na primeira parte, mas depois perdemos qualidade, talvez por falta de confiança, de concentração ou capacidade para fazer aquilo que devemos», afirmou Vercauteren na habitual flash interview.

«Fiquei desiludido com alguns jogadores, mas não vou falar de nomes. Eles próprios sabem se jogam bem ou não, mas para mim a culpa não é de um ou outro jogador. Toda a equipa perdeu», prosseguiu o treinador belga, salientando que todo o grupo terá de aprender com os erros.

Expressando-se em inglês, Vercauteren deixou ainda uma mensagem aos adeptos: «Só podemos pedir desculpa. Sabemos como se sentem, mas vamos tentar reagir já no próximo jogo e vamos precisar do apoio deles para sair deste momento difícil.»

in A Bola

Sporting tropeça no Bonfim

Treinador novo, guião velho.
Mudou o treinador mas não mudou o rumo dos acontecimentos. O Sporting somou o sexto jogo consecutivo sem vencer, em todas as competições, e no que à Liga diz respeito tem apenas um ponto de vantagem sobre a linha de água (e dois a mais do que o «lanterna vermelha»).

Tal como tinha prometido, Franky Vercauteren não revolucionou o «onze», mas confirmou a tendência para não ser feliz nas estreias. O Sporting teve bons momentos, mas o desfecho voltou a ser negativo, por força de um golo polémico de Meyong.

O «leão» entrou adormecido antes de inclinar-se à esquerda

A precisar urgentemente de regressar às vitórias, e com um novo treinador no banco, seria normal esperar uma entrada forte do Sporting, mas a verdade é que o leão voltou a entrar encolhido. Expectante, receoso. O Vitória, que até estaria preparado para uma abordagem inicial cautelosa, não precisou dela.

Só a partir do primeiro quarto de hora é que o Sporting começou a pegar no jogo, e sobretudo pelo lado esquerdo conseguiu algumas jogadas vistosas. A primeira ocasião foi de Insúa, que rematou torto dentro da área, tal como Labyad, pouco depois, a passe de Schaars. O holandês também tentou a sua sorte, com o pé direito, mas à figura de Kieszek.

O golo do Sporting parecia próximo, mas foi do outro lado que se festejou. Ney conduziu um contra-ataque e a bola chegou depois a Pedro Santos, já na área, para um remate caprichoso que desviou no corpo de Rojo e passou por cima de Rui Patrício (28m). A jogada começa com uma entrada dura de Bruno Amaro sobre Rinaudo, mas a bola ficou na posse dos «leões». O erro de Paulo Baptista foi não ter mostrado um cartão amarelo ao médio sadino no meio da festa.

Desafortunado, o Sporting procurou reagir. Insúa esteve perto do empate, quatro minutos depois, não fosse a boa intervenção de Kieszek. Mas a três minutos do intervalo os «leões» restabeleceram mesmo a igualdade. Jeffrén começou por atirar ao poste, num remate potente que ainda desvia em Pedro Queirós, mas poucos segundos depois marcou mesmo, aproveitando um grande passe de Schaars. Mais uma vez o lado esquerdo do Sporting a fazer a diferença.

Garras pouco saídas

Embalado pelo empate, o Sporting até deixou a ideia de que estava disposto a lançar-se para o triunfo. Foi esse o sinal transmitido pela «bomba» de Insúa que Kieszek desviou por cima da barra, aos 53 minutos. Mas a pressão nunca foi asfixiante, e o Vitória até respondeu logo, com um remate de Pedro Santos que passou bem perto do poste.

Depois o leão rondou a baliza, mas sem arranjar, enquanto que o adversário não teve tantas cerimónias. Um passe de Cristiano isolou Meyong, em posição duvidosa, e o camaronês voltou a marcar ao Sporting (68m).

Oito minutos depois o Vitória ficou reduzido a dez elementos, com Miguel Lourenço a ver o cartão vermelho direto por uma entrada muito dura sobre Wolfswinkel. Mas mesmo em superioridade numérica durante cerca de vinte minutos o Sporting não conseguiu evitar nova derrota, atacando mais com o coração do que com a cabeça.

in Mais Futebol

domingo, 4 de novembro de 2012

Uma equação fácil de resolver no Estádio da Luz. Benfica vence Guimarães (3-0)

As equações são sempre fáceis de resolver quando há pouco visitante, neste caso o Vitória de Guimarães, e o Benfica do costume. Houve pouco atrevimento nos minhotos e a consciência do outro lado que, mais tarde ou mais cedo, tudo iria acontecer a seu favor. Fosse Salvio, Ola John, Cardozo, Lima ou outro qualquer o primeiro golo iria acontecer e a partir daí tudo poderia ficar mais fácil. Daí aos 3-0 era uma reta e era só acelerar. O Benfica sai da partida colado ao FC Porto e a única má notícia foi a expulsão de André Gomes, a segunda consecutiva, num setor algo debilitado. 


Jorge Jesus aproveitou o regresso de Carlos Martins e entregou-lhe a missão de levar a equipa para o ataque. De Barcelos manteve a ala esquerda, com Luisinho e Ola John, e mexeu na direita e no meio, onde não havia Enzo Pérez para encaixar por se encontrar castigado. Salvio voltou para a sua posição natural e no miolo Martins só podia substituir André Gomes, que começou no banco.

Os encarnados foram dinâmicos sempre que Carlos Martins teve confiança e físico para levar a equipa para a frente, mas também de todas as vezes que Salvio disse presente com diagonais para a área e cruzamentos, e Maxi fez questão de o acompanhar de perto. Luisinho e Ola John tentavam o mesmo na esquerda, mas a um ritmo diferente, menos explosivo. Tudo somado, o conjunto de Jesus teve momentos em que jogou quase todo em cima da área de Douglas. Depois, havia o resto: muitas pernas por ultrapassar até chatear o guarda-redes contrário. Aí, as coisas não estavam a correr muito bem.

Artur fundamental

O Vitória de Guimarães tentou esperar pelo erro. Algum apetite a mais no rival, um erro na transição para a defesa, um jogador fora de posição e, aí sim, podia tentar ameaçar Artur. A primeira grande oportunidade pertence-lhe, aos 33 minutos, quando Luisinho somou a terceira má intervenção (antes, duas perdas de bola inacreditáveis no meio-campo do rival, que originaram contra-ataques perigosos) da noite e se esqueceu de Toscano nas costas. O guarda-redes do Benfica saiu dos postes e defendeu com as pernas, evitando muitos dissabores à sua equipa.

Era pouco, no entanto, para os minhotos. Sem a capacidade de manter à distância os encarnados, sentia-se que o aumentar da pressão iria dar em golo mais cedo ou mais tarde. E deu mesmo, ainda no primeiro tempo. Ola John não quis forçar a ida para a linha, fletiu para o meio e cruzou para um Cardozo estático, que só teve de cabecear para o lado esquerdo de Douglas.

Outra vez não, Carlos!

Pouco depois, Carlos Martins começou a pedir aos colegas para não lhe passarem a bola e Jesus a dar ordens a André Gomes para forçar o aquecimento. O internacional português sairia antes do intervalo já sem fazer novo sprint.

A segunda parte começou praticamente com a jogada do 2-0. Ola John novamente pela esquerda, com a cruzamento a fugir da baliza e Salvio a perceber antes de todos onde a bola ia cair e a correr como um louco. Ao passar por Addy caiu. E o árbitro João Ferreira não teve dúvidas. Passa-se tudo muito rápido e é impossível perceber de cá de cima se Addy toca mesmo no argentino. Quem não quis saber foi Cardozo, que não teve dificuldades em enganar Douglas no penalty. 

O resultado estava feito e muito dificilmente ficaria por aqui. Cardozo ameaçou aos 58 e Lima fez mesmo o 3-0, aos 67 minutos. O paraguaio isolou o brasileiro com a ajuda de Ndiaye e este fuzilou Douglas com o pé esquerdo.

Antes do fim, aos 79 minutos, surgiu a expulsão de André Gomes. Uma entrada fora de tempo sobre Leonel Olímpio valeu-lhe o vermelho direto. A decisão de João Ferreira pode ter sido um pouco pesada, tantas são as entradas assim um pouco por todo o lado (ou seja, o amarelo também estava bem), mas pelo jovem só pode ser encarado com mais uma dor de crescimento.

Mais Futebol