Número total de visualizações de página

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Selecção: exibição decepcionante frente ao Gabão

Aproveite-se (mesmo!) bem este cachê. Quase tudo o resto é para esquecer.
Resumidamente, foi quase tudo mau. Mau relvado, mau resultado, péssima arbitragem e, no geral, mau teste (que teste?) da seleção portuguesa no Gabão. Do empate (2-2) com o 52º classificado do ranking da FIFA, salvam-se as estreias de Pizzi e Hélder Barbosa e, naturalmente, o tão falado cheque de 800 mil euros, pago pela organização do jogo como cachê de presença. Um tributo material ao prestígio internacional de que a seleção portuguesa ainda goza, em especial depois de um fantástico Europeu. 

Apetece recomendar aos responsáveis federativos que gastem bem. Só isso pode dar algum sentido a uma viagem que, para todos os efeitos, servirá para diluir esse tal prestígio e baixar um pouco mais na próxima atualização do ranking. Quanto ao resto, será preciso uma grande dose de visão para detetar no sucedido, no estádio de L Amitié, eventuais benefícios para o resto da campanha portuguesa de apuramento para o Mundial 2014, que recomeça em março.

Sem mais de meia equipa titular (Ronaldo, Coentrão, Nani, Meireles, Veloso e João Pereira), Paulo Bento assumiu de início a vocação experimental, com Pepe e João Moutinho como únicos elos de ligação para a estrutura base. Patrício, Postiga e Bruno Alves ficaram no banco (só o central viria a ser chamado) e, de resto, a palavra de ordem foi lugar aos não titulares.

A vocação experimentalista foi levada ao extremo com a titularidade do estreante Pizzi, a ladear Varela e Éder numa frente de ataque inédita, e com os recuperados Nélson e Sílvio com a tarefa de dinamizar as alas. Mas, a exemplo do próprio futebol, o impacto desejado pelo lançamento jogador do Corunha tardou a chegar. Antes, o jogo começou por pagar tributo a um relvado inqualificável, que obrigava os jogadores das duas equipas a limitar ao máximo a circulação de bola, nivelando o jogo (muito) por baixo.

Passaram 25 minutos de escaramuças inconsequentes, até aos primeiros esboços de remate. Mas foi preciso a entrada em cena de outro ator, o fraquíssimo árbitro ganês Joseph Lamptey, para o jogo se transformar definitivamente numa caricatura. Aos 32 minutos, o juiz assinalou penalti num lance dividido entre Sílvio e Lengouama. Madinda não falhou e desencadeou os primeiros festejos num estádio apenas semilotado.

Não duraram muito: na resposta, o árbitro viu mais um penalti, num derrube de Ndong a Éder. Pizzi, sempre competente nas bolas paradas, fez o 1-1 (35 m), e o jogo entrou num período de tréguas, só interrompidas por mais uma intervenção inacreditável de Lamptey, um árbitro que já esteve suspenso por três meses, devido a decisões igualmente grotescas, numa meia-final da Liga dos Campeões africanos. 

A desta noite ia direitinha para uma antologia do pior do ano. Tudo começou numa dividida ganha por Romaric a Pepe e num remate de Guelor que Beto desviou. A bola seguia para a baliza, mas Pepe salvou bem antes da linha. O árbitro começou a correr para o centro do terreno, perante a incredulidade geral, jogadores do Gabão incluídos, mas depois de ouvir o assistente, voltou atrás na decisão. O intervalo chegava pouco depois, e os jogadores portugueses pareciam perguntar a si próprios onde era a saída para este jogo surreal.

Na segunda parte o panorama não melhorou: a troca de Rúbens (Amorim por Micael) e de centrais não acrescentou nada ao jogo português, cada vez mais incaracterístico. Na pior fase lusa, o recém-entrado Hugo Almeida, em posição de fora de jogo, aproveitou uma das raras boas subidas de Nélson, na direita, para dar vantagem à seleção portuguesa. Durou pouco, porque Lamptey assinalou o segundo penalti da noite, num corte de Ricardo Costa, que ressaltou no braço do defesa.

Os minutos finais, com substituições sucessivas, foram penosos, com o Gabão a aproveitar a tremideira lusa para desperdiçar as melhores ocasiões. Portugal fecha 2012 com o terceiro jogo seguido sem vitória e volta com um cachet importante, mas que não pode justificar muito mais aventuras como esta.

in Mais Futebol

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Particular: Hoje - Gabão x Portugal -19:30

A seleção portuguesa de futebol defronta hoje a congénere do Gabão em jogo de caráter particular, o último de Portugal em 2012, sem a presença da sua maior “estrela”, o avançado Cristiano Ronaldo, devido a lesão.

Ronaldo sofreu um traumatismo craniofacial com ferida na pálpebra superior esquerda durante o jogo de domingo do Real Madrid em Levante, para o campeonato espanhol, e, apesar de ter comparecido na segunda-feira na concentração da equipa lusa, acabou por ser dispensado pelo departamento médico. 

Além de Ronaldo, também Nani, João Pereira e Miguel Veloso, convocados inicialmente pelo selecionador Paulo Bento, foram dispensados devido a problemas físicos, possibilitando as estreias de Hélder Barbosa e Ruben Ferreira em convocatórias da “equipa das quinas”. 

O primeiro jogo entre as seleções de Portugal e do Gabão, orientado pelo treinador português Paulo Duarte, está marcado para hoje, com início às 20:30 horas (19:30 em Lisboa), no estádio de L’Amitié, em Libreville, onde se disputou a final da Taça das Nações Africanas (CAN) de 2012.

in Futebol 365

Paulo Bento: Não podemos ser da selecção só nas finais"

Na antecâmara do encontro particular com o Gabão, agendado para amanhã em Libreville, o selecionador nacional Paulo Bento fez esta terça-feira a antevisão da partida, numa conferência de imprensa onde pediu o apoio de todos os portugueses, apesar da distância e de não se tratar de um jogo de caráter oficial.

«Não podemos ser da Seleção Nacional só nas fases finais. Temos de o ser também durante as fases de qualificação e nos jogos particulares», afirmou Paulo Bento.

E, apesar de nada estar em jogo, o selecionador nacional lembrou que todos os atletas terão de dar o máximo, já que a sua prestação poderá definir o seu regresso (ou não) em futuras ocasiões. Já sobre as questões relacionadas com a indisponibilidade de certos jogadores, Paulo Bento reencaminhou as dúvidas para os próprios atletas e os seus clubes.

«Este jogo será muito importante para vermos o caráter de alguns jogadores. Faltam alguns, mas os problemas físicos de uns são as oportunidades de outros. As lesões dos que não estão aqui, como Ronaldo? Se alguém tiver dúvidas que fale com eles diretamente», sublinhou o selecionador.

Sobre o facto da Seleção jogar com um adversário, teoricamente, muito inferior, e tão longe de Portugal, Paulo Bento lembrou que «é normal as grandes seleções fazerem jogos particulares longe de casa, como mostra o facto da Espanha se ter deslocado ao Panamá e a Argentina até à Arábia Saudita».

in A Bola

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Manchester United volta a perseguir James

O Manchester United não larga James Rodríguez e voltou a estar representado no Estádio do Dragão na partida frente à Académica, na qual o extremo colombiano fez o tento inaugural da vitória portista sobre a Académica (2-1).

Nas contas do jornal britânico Daily Mirror foi a sétima vez que o Manchester United enviou um emissário para assistir a jogos do FC Porto na presente época. 

O interesse no extremo colombiano é evidente, ganhando cada vez mais peso a ideia de ser James o substituto de Nani no plantel do Manchester United, que alegadamente tem vindo a recusar propostas de renovação contratual.

O extremo colombiano, recorde-se, tem contrato com os dragões até ao verão de 2016, protegido por uma cláusula de rescisão de 45 milhões de euros.

in A Bola

Luisão de volta na Taça de Portugal

 Deverá regressar à competição, sexta-feira, frente ao Moreirense, em Moreira de Cónegos, para a 4.ª eliminatória da Taça de Portugal.

Será a primeira partida depois de cumpridos os dois meses de suspensão aplicados ao capitão do Benfica pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, a 14 de setembro, na sequência do incidente entre o central e o árbitro alemão Christian Fischer, durante o particular diante do Fortuna Dusseldorf, na Alemanha, a 11 de agosto.

A suspensão termina oficialmente amanhã mas desde que terminou o desafio frente ao Rio Ave Jorge Jesus terá começado a planear o regresso do internacional brasileiro. Porque o técnico aposta forte na Taça de Portugal mas também porque os minutos frente ao atual 15.º classificado da Liga servirão para dar-lhe rodagem para o confronto com o Celtic, quatro dias depois, para a Champions, na Luz.

in A Bola

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sporting regressa às vitórias e sobe à 9ª posição. Vitória sofrida sobre o Sp. Braga por vantagem mínima

A noite começou no museu, mas Ricky não deixou o leão preso no passado.
Godinho Lopes arriscou ao receber António Salvador no museu, antes do jogo. Se o resultado fosse depois desfavorável, a viagem histórica perderia sentido, mas um golo de Ricky van Wolfswinkel não deixou o leão preso no passado. O Sporting regressa às vitórias, que o tempo para agarrar o presente é curto. A equipa leonina sobe ao 9º lugar e reduz para sete pontos a diferença para o Sp. Braga.

A equipa minhota pagou sobretudo por uma primeira parte fraca. Mérito da equipa do Sporting, que marcou cedo e depois soube anular os pontos fortes do adversário. Pranjic, Elias e Schaars formaram uma teia densa, que tirou protagonismo a Hugo Viana e Rúben Micael, num meio-campo ainda privado de Custódio.

Na primeira parte o Sporting foi claramente mais sólido, mais unido, enquanto que o Sp. Braga não conseguia ligar os setores. Na segunda parte a equipa de José Peseiro melhorou, e esteve várias vezes perto da igualdade, mas não a conseguiu. Chegou a festejar, mas o lance foi anulado, e Franky Vercauteren estreou-se a vencer como treinador leonino.

Aposta com retorno

Vercauteren já tinha dado a entender que ia recorrer à equipa B para ocupar o lado direito da defesa, e a escolha acabou por recair em Eric Dier. Quatro minutos bastaram para o jovem inglês justificar a aposta, cruzando para o golo madrugador de Wolfswinkel.

José Peseiro até tinha colocado Alan na esquerda, por troca com Amorim, para tentar tirar explorar o lado direito da defesa leonina, mas Dier mostrou-se muito seguro. Tanto que na segunda parte Alan voltou ao «habitat» natural.

O brasileiro até foi o protagonista da primeira ocasião de perigo do jogo, logo aos 40 segundos, obrigando Patrício a defesa apertada. No resto da primeira parte o Sp. Braga só teve mais uma oportunidade, e de bola parada, com Éder a cabecear para grande intervenção de Rui Patrício (14m).

Mais sólido, mais ligado e mais solidário, o Sporting até podia ter ido para o descanso com uma vantagem superior. Wolfswinkel e Elias apareceram isolados perante Beto, mas em ambas as ocasiões o guarda-redes bracarense levou a melhor (29 e 37m). 

São Patrício, com polémica e ferros

Na segunda parte o Sp. Braga subiu de rendimento, mas só depois de dois sustos de Capel. Primeiro o espanhol rematou em arco, com a bola a sair ligeiramente por cima da barra (52m), e depois apareceu isolado mas a permitiu a defesa de Beto, que fez bem a «mancha» (61m).

Depois então é que os «arsenalistas» conseguiram estabilizar o seu jogo e chegar com maior frequência à baliza contrária. Éder começou por cabecear por cima da barra (66m), mas depois o Sporting contou também (mais uma vez) com a segurança de Rui Patrício, que negou o golo a Hugo Viana (71m) e a Hélder Barbosa (75m), que tinha rendido Salino.

Ao minuto 78 surge o momento polémico do jogo, com Pedro Proença a anular aquele que seria o golo do empate do Sp. Braga, por Alan. O árbitro assinalou uma pretensa falta de Éder, sobre Eric Dier.

Até final a equipa visitante ainda esteve mais duas vezes perto da igualdade. Primeiro com São Patrício a defender um desvio de Douglão à boca da baliza, em cima do minuto 90, e já depois um remate de Éder ao poste.

in Mais Futebol

Benfica vence e continua a partilhar liderança com FC Porto

Lima e o lado bom de uma militância impulsiva.
A militância sôfrega do Benfica, obstinadamente apontada a uma ideologia de consecução, tem tanto de comovente como de perigosa. Para os adversários, naturalmente, e para si mesmo. 

É uma guerra entre dois mundos, o anjo num ombro e o diabo no outro, um dislate digno do mais arrojado dos galanteadores: enamora, cativa, mas anda sempre no limiar do perigo, da inconsciência absurda dos que encontram na vida dupla os mistérios do prazer. 

Ora, o triunfo em Vila do Conde tem muito disto. Da virtude óbvia na manipulação ofensiva - ameaçadora, apoiada na movimentação louca de Lima e no pé esquerdo imemorial de Cardozo ¿ e da fragilidade sectarista no outro lado do jogo: a solidez, a consistência, a incapacidade de acalmar a onda de desejo. 

O golo de Lima, mesmo em cima do intervalo, evitou as consequências trágicas de quem bate só por bater, ama só por amar ou ataca só por atacar. Por desvario, por impulso, por devoção. Neste particular, não restem dúvidas, o Benfica é uma equipa encantadora, uma máquina compressora. 

FICHA DE JOGO E AO MINUTO

Basta atentar no número de olhares atrevidos e pontapés prometedores à baliza vila-condense. Óscar Cardozo, só ele, teve um pontapé ao poste, outro a rasar a barra e ainda mais outro em jeito de chapéu ligeiramente alargado. 

Ola John também obrigou Oblak a um voo estupendo e Lima, logo nos preliminares, ameaçou o que viria a consubstanciar mais tarde em golo. Quanto a isto, estamos conversados. A visão dogmática do Benfica é clara, evidente: é uma estrutura de ataque, bate, mói, incomoda. 

É só imaginar o mais enraivecido dos pugilistas para projetar a devida imagem. Enquanto os músculos dos braços respiram avidez, a esquerda (Cardozo) mostra uma potência surreal e a direita (Lima) soma KO's caprichosos e decisores. 

Os Destaques: a sétima vez de Lima

O pior, lá está, é a face negra desta forma de jogar e pensar. O Benfica altivo, diletante, é incapaz de identificar o momento certo para parar. O momento para gerir, lateralizar, quebrar o ritmo e a réstia de ânimo no oponente. 

Não o fez em Vila do Conde e o Rio Ave acreditou até ao fim no empate. Depois de ser assediado, levar um golo, aparentar uma submissão que, por sinal, não era verdadeira, o conjunto de Nuno Espírito Santo rebelou-se, ameaçou, andou três/quatro vezes perto do golpe frio e certeiro na vaidade encarnada. 

João Tomás esteve muito perto do marcar de cabeça, Ukra deu cabo da paciência a Melgarejo, Tope entrou demasiado tarde, embora a tempo de estremecer André Almeida e pares da retaguarda. 

A vitória do Benfica é um passo interessante neste campeonato, mas a tal militância cega pode trazer dissabores. Nenhuma teoria radical é capaz de ser razoável e equilibrada. É precisamente disso que a equipa de Jesus precisa urgentemente: sensatez em todos os momentos. 

in Mais Futebol