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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Liga Europa: Sporting eliminado com muita culpa própria

Com mais um jogador, o leão quase era goleado. Sai da Liga Europa corado de vergonha.


O Sporting despediu-se da Liga Europa num jogo em que fez mais contas do que justificou as expetativas de um possível milagre: a formação leonina entrou em campo a pensar que precisava de vencer e ao mesmo tempo que o Videoton não ganhasse. Ora o Videoton perdeu em casa.

E o Sporting, o que fez? Perdeu em Basileia. Mais do que isso: perdeu copiosamente em Basileia. Perdeu por 3-0 num jogo em que esteve meia hora com mais um jogador. Se isto não é a suprema humilhação, então é melhor que definam rapidamente o que será isso. Porque visto de fora, parece.

Mas parece mais. Parece por exemplo que é difícil encontrar um raciocínio que defina o problema: é demasiado mau para se adivinhar uma solução. O Sporting passou a primeira parte sem conseguir sair para o ataque e permitiu ao adversário fazer dois golos com dez jogadores no segundo tempo.

Confira a ficha do jogo

Curiosamente os dois primeiros golos surgiram de cortes mal feitos por jogadores leoninos dentro da área, o primeiro através de Xandão e o segundo por Cedric: colocaram a bola nos pés de Schar e Stocker, que então definiram o jogo. O segundo golo, sobretudo esse, significou o fim leonino.

Rui Patrício, de resto, voltou a ser o melhor da equipa, ele que fez três ou quatro defesas que foram mantendo o Sporting no jogo até aos vinte minutos finais. O guarda-redes parou dois remates de David Degen e saiu aos pés de Alexander Frei a roubar-lhe o que seria na altura o segundo golo.

O resto do tempo, sobretudo da primeira parte, foi muito Basileia, forte na pressão, aumentando a intranquilidade leonina a cada saída mal conseguida para o ataque. O Sporting começou por dar a bola ao adversário e apostar no contra-ataque, mas o futebol não tinha profundidade ofensiva.

Veja como estão as contas do Grupo G

Na segunda parte as coisas mudaram, é verdade. Só podiam mudar. Era preciso vencer para evitar a eliminação imediata e a equipa assumiu mais o jogo. Mesmo assim sem ameaçar mais o golo do que o fazia o Basileia no tempo inferior de posse de bola. Houve vontade, lá está, mas faltou talento.

Bem vistas as coisas, o Sporting só por três vezes criou perigo: Van Wolfswinkel recebeu um passe mal medido de Schar, isolou-se e rematou para defesa de Yann Sommer, Elias recebeu de Labyad e rematou por cima da barra e, já nos descontos, Carrillo rematou para nova defesa de Sommer.

O Basileia, esse, fez três golos e ameaçou a goleada. Mesmo nos minutos finais, aliás, por duas vezes ficou perto do quarto golo: Fabian Frei, por exemplo, chegou a levar a bola a beijar a trave. O Sporting saiu portanto da Liga Europa com a cara vermelha de vergonha. Foi mau de mais.

Soma dois pontos ao fim de cinco jogos e oito golos sofridos em três jogos fora de casa. Viveu aliás as deslocações no limite de uma goleada. Chega à última jornada com apenas dois golos marcados. Num grupo acessível e que ofereceu repetidas hipóteses de correção, foi eliminado copiosamente.

E deixa uma equipa como o Videoton na luta pelo apuramento.

in Mais Futebol

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Liga Europa: Vercauteren quer atacar e defender com os onze titulares

O treinador do Sporting não desvendou a tática que irá apresentar amanhã frente ao Basileia mas vincou que terá toda a equipa empenhada em atacar e defender, sustentando que até o guarda-redes pode fazer assistências.

«Vamos jogar com onze pontas de lança e onze defesas. Importante para mim não é tática, é a dinâmica. Todos podem atacar e defender, até o guarda-redes pode fazer assistências. Vamos tentar colocar toda a gente possível perto da nossa área para não sofrer», disse Franky Vercauteren em conferência de Imprensa, admitindo que a equipa pode mudar de tática durante o jogo.

O treinador belga não duvida da capacidade da equipa e acredita que o Sporting pode sair da Suíça com um bom resultado: «Se duvidasse da capacidade de vencer estaria a duvidar da equipa. Não falo da classificação, de resultados... temos qualidade.»

Vercauteren disse ainda que a pausa de duas semanas nas competições foi boa para preparar a equipa: «Temos muito trabalho, trabalhámos fisicamente, conversámos com jogadores... Dá para recuperar lesionados, na maior parte das vezes é bom, para conseguir maior equilíbrio. A coisa má é não haver jogo e a concentração cai. Esquecem-se de que há pressão, temos de aumentá-la. Há o Basileia e temos de ir prontos, tudo junto foi muito positivo. A perfeição não existe, há ainda muito trabalho.»

in A Bola

Champions: FC Porto imbatível acaba em 1º do grupo

Concentração na estrada dos milhões.
150 vitórias na Europa, 100º triunfo como visitado, o F.C. Porto irredutível na fase de grupos da Liga dos Campeões. 13 pontos, liderança conservada numa noite de condução segura, avessa a obstáculos. Golos de Lucho, Moutinho e Varela (3-0)

«Depois do jogo, a caminho de casa, talvez comece a pensar no Braga». Vítor Pereira ao volante, pensando em outra coisa qualquer. Um erro comum, um sinal de alerta em todos os manuais de segurança rodoviária. A palavra não pode ser levada à letra.

Aliás, o grande mérito de Vítor Pereira é manter a concentração na estrada. Perceber que aquela via aberta, uma autêntica autoestrada com segurança garantida, um único carro em sentido contrário quase na linha do horizonte, era ainda assim sinónimo de perigo.

Liga-se o autorrádio, olha-se para o telemóvel, pensa-se no próximo dia de trabalho, no que há para fazer em casa. Em tudo, menos na tarefa em mãos: a condução segura. O essencial até aí, em chegar sem complicações ao destino, porque tudo o resto se esgota nesse princípio.

Surge um obstáculo no meio do caminho, vindo do nada, aquele condutor aparentemente inofensivo revela-se um perigo, sai da faixa contra as expectativas e o condutor perde o controlo. O Dínamo de Zagreb, sem pontos nem golos na Champions, era a tal via aberta. Vítor Pereira desconfiou.

Demasiado para um mero obstáculo

O Dínamo de Zagreb é daqueles que não fazem mal a uma mosca. Parece. Mas não é que, no tal cenário de aparente controlo e resolução fácil, os croatas despertaram para uma bola nos ferros e um golo que só Varela evitou em cima da linha? Demasiado para um mero obstáculo de circunstância.

Segue-se um percurso sinuoso até Braga, um adversário ainda abalado pelo choque frontal no nevoeiro da Transilvânia. Sobrará tempo para preparar essa etapa, agora com o regresso de Fernando e Alex Sandro do lote de opções, eles que não destronaram Mangala e Defour mas entraram em campo para meia hora de competição.

A engrenagem portista funcionou com as peças normais, sem falta de óleo, com estabilidade nos eixos. Faltou apenas maior aderência a um tapete desgastado, o tapete do Dragão que será substituído já nesta quinta-feira, após um evidente período de perda de qualidade.

Pelo centro da faixa de rodagem, onde o F.C. Porto carbura com especial qualidade, chegariam os golos que asseguram o primeiro lugar do Grupo A, imune à vitória do Paris Saint-Germain na Ucrânia.

Motores na potência máxima

Ao 20º minuto de jogo, João Moutinho criou, Jackson serviu de entreposto e a bola só parou no coração da área. Lucho, que parece jogar numa velocidade própria, avesso a qualquer tipo de pressão, acreditou no seu pé esquerdo, pensou, executou, marcou. Quinto golo da temporada para El Comandante.

Antes e depois, os tais laivos do Dínamo de Zagreb, a equipa mais modesta da Liga dos Campeões mas, ainda assim, respeitável. Fez-se respeitar, aliás, num remate ao poste do criativo Sammir, para além do desenho de golo de Beqiraj, já perto do intervalo, que Varela riscou do mapa.

João Moutinho afastaria qualquer sensação de dúvida ao minuto 67, numa segunda parte sem sobressaltos para o F.C. Porto. O médio, a atravessar um momento de inspiração ofensiva, executou na perfeição um livre direto. Varela fecharia as contas na reta final. 

Números contra a normalidade

Vítor Pereira não pensa no dinheiro mas os dragões garantem mais um milhão, chegam à importante soma de 16,6 milhões na liga milionária. Mais que isso, igualam as três vitórias em casa de 1999/2000, com Fernando Santos.

O F.C. Porto chega aos 13 pontos, como o seu treinador desejada, pensando em alcançar os 16 de 1996/97, quando Fernando Santos só perdeu pontos para o AC Milan.

A anormalidade da época passada faz Vítor Pereira ansiar por algo mais que o simples apuramento para a próxima fase. O técnico quer outro tipo de anormalidade, desta vez num registo positivo.

in Mais Futebol

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Vítor Pereira não se considera o treinador do momento mas continua ambisioso na Champions

O treinador do FC Porto recusou, na conferência de antevisão ao jogo de amanhã frente ao Dínamo de Zagreb, assumir-se como favorito ao triunfo, apesar de liderar o grupo e do adversário ainda anão ter somado qualquer ponto.

«Isso do favoritismo é uma falsa questão. Sabemos bem das dificuldades que vamos sentir, num jogo que é determinante para os nossos objetivos, que passam por ficar no primeiro lugar. É isso que queremos. Por isso não vão existir facilitismos, vamos entrar com a guarda bem alta», afirmou Vítor Pereira, depois do treino matinal, realizado no relvado do Dragão.

E se não é o mau momento do adversário que leva o treinador dos portistas a pensar em facilidades, o bom momento que a formação azul-e-branca atravessa também não leva a euforias

«Se me sinto o treinador do momento? Não, sinto-me é como um treinador que trabalha todos os dias para evoluir e sinto-me igual ao treinador que era há um ano. Tenho noção que temos de trabalhar muito para dar resposta a estes desafios. Agora, por outro lado, a equipa em si quer continuar a fazer parte do grupo que soma 13 pontos, queremos continuar nesse estrito grupo e vamos trabalhar para manter esse nível. Queremos o primeiro lugar, como já disse», concluiu.
in A Bola

Champions: Benfica em grande forma vence Celtic de Glasgow

O futebol às vezes é tão justo!
Missão cumprida! O Benfica venceu (e venceu bem), garantiu pelo menos o terceiro lugar e a verdade, por muito que pareça quase impossível, é que continua a depender de si seguir em frente. Não ficaram dúvidas na Luz sobre a qualidade das duas equipas nem sobre o talento individual dos jogadores encarnados, mas a verdade é que o empate em Glasgow e a derrota em Moscovo ainda colocam o conjunto de Jorge Jesus em dificuldades no apuramento.

Boa entrada, o pontapé de canto do costume e mais um grego feliz na Luz, com vista grossa de Viktor Kassai pelo meio, e o regresso do sofrimento até Luisão assistir Garay para o golo do triunfo. O Celtic esteve sempre focado nas compensações, tentando evitar desequilíbrios no seu meio-campo, esperançado num golpe de génio de Samaras, ou de uma bola perdida na desconcentração da defesa encarnada. Só que desta vez os deuses foram justos.

As contas eram simples. A vitória deixava tudo aberto para a última jornada, em Camp Nou e Celtic Park. O empate a zero era mau, obrigava a contas complicadas de se fazer devido ao valor das equipas; uma igualdade com golos ou a derrota apurava imediatamente os escoceses. 

Jesus manteve-se fiel às suas ideias, desenhadas na conferência de imprensa do dia anterior. Apostou em duas duplas de sucesso, Luisão-Garay e Lima-Cardozo, mas deixou André Almeida no lado direito da defesa, apesar de ter Maxi Pereira. Do outro lado, Lennon usou o «four-four-two» habitual com Samaras e Hooper na frente.

Salvio no início de quase tudo

O Benfica chegou ao golo aos sete minutos, libertando em cedo toda a ansiedade. Salvio, que esteve em quase todas as jogadas perigosas da equipa de Jorge Jesus, insistiu sobre uma bola que parecia perdida, arriscou o cruzamento e, apesar de Cardozo estar bem vigiado por Brown, o escocês tocou-a para a frente onde estava Ola John. O holandês rematou forte e Forster, que tantos milagres fez em Glasgow frente ao Barcelona, foi batido.

Aos 30 minutos, Cardozo teve nos pés o 2-0. Salvio a ganhar a bola duas vezes a adversários e, em zona frontal, a ter o discernimento ainda para um passe de morte para o paraguaio, que reagiu bem mas com pontaria um pouco desafinada, acertando nas malhas laterais.

Dois minutos depois, os escoceses festejaram um canto como se golo fosse. E tinham razão. Na mesma baliza onde Charisteas acabou com os sonhos do título europeu português, Samaras fez o empate. Pelo meio, Artur bem ergueu os braços, a protestar uma obstrução evidente, que tinha tornado, centésimos antes, o golo ilegal.

E, finalmente, acaba-se a resistência

Os jogadores do Benfica demoraram a reagir, ainda chocados por aquele erro de principiante de Viktor Kassai (exibição muito instável), mas quando respiraram fundo encostaram os escoceses bem lá atrás. O jogo pedia um golo antes do intervalo e Ola John esteve quase a fazer-lhe a vontade. Salvio novamente no início de tudo, com Lima a não chegar e Forster a negar com o corpo o bis ao rival.

A pressão intensificou-se, como seria de esperar, no segundo tempo. As jogadas de perigo sucediam-se. Matthews fez de Forster aos 53 minutos sobre a linha, após jogada enorme de Lima. Luisão atirou por cima aos 59. Salvio não chegou em zona frontal a um bom cruzamento da esquerda de Lima aos 70. E, adivinhava-se, o golo. Aos 71, quando Salvio trocava de caneleira - só assim pôde ficar de fora da jogada -, Matic cruzou para a área. Luisão ganhou às torres escoceses e colocou-a em Garay para o 2-1.

Sem conseguir matar o jogo, com Salvio a acertar na trave (80) e Cardozo a obrigar Forster às duas defesas da noite num livre direto (84) e numa jogada de génio já perto do fim (89), o Benfica correu riscos e teve de sofrer nos minutos finais para levar a decisão para a última jornada. Para já, segue com os mínimos garantidos: a Liga Europa já ninguém lhe tira.

in Mais Futebol

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Félix da Costa vence Taça Intercontinental em Fórmula 3

O português António Félix da Costa (Dallara/Volkswagen) venceu este domingo a Taça Intercontinental da FIA no Grande Prémio de Macau em Fórmula 3, tornando-se o segundo português a vencer uma prova, depois de André Couto, então em representação de Macau.

Largando do primeiro lugar da grelha, depois de na véspera ter sido o mais rápido na corrida qualificativa, Félix da Costa não arrancou bem, tendo caído ao terceiro lugar, mas na travagem à chegada ao hotel Lisboa, no final da zona rápida da pista, recuperou o primeiro lugar que não largou mais.

Ainda foi pressionado pelo sueco Félix Rosenqvist (Dallara Mercedes), mas resistiu sempre às investidas do adversário, até que foram lançadas bandeiras amarelas devido a um acidente na reta da meta quando os pilotos iniciavam a 14.ª volta..

in A Bola

Taça Portugal: FC Porto foi à Madeira vencer o Nacional por 3 bolas a 0

Um dragão q.b. para manter a liderança.
O F.C. Porto continua a dar-se bem na Choupana e voltou a confirmar a tradição, segurando a liderança isolada na Liga. Os dragões, que apenas perderam uma vez no terreno do Nacional, marcaram primeiro, com alguma felicidade, e já em tempo de descontos carimbaram uma vitória sofrida, diante de um Nacional que deu boa réplica e não merecia castigo tão pesado.

Confira as notas dos jogadores

Pedro Caixinha surpreendeu ao lançar um 4x1x3x2, com Pecnik como homem mais avançado. Este esquema surpreendeu um pouco os homens de Vítor Pereira, com a defesa a demorar um pouco a acertar as agulhas num onze portista em que Maicon retomava a posição de lateral direito.

Os locais estiveram perto de marcar logo aos 3 minutos, mas Pecnik, bem isolado pela simulação de Rondon, não conseguiu bater Helton, que defendeu bem para canto. Um bom lance, a que faltou o golo, dando o sinal das dificuldades que esperavam o líder.

Por volta dos 15 minutos os dragões acertaram as marcações e Lucho e Janko tiveram as primeiras ocasiões para incomodar Vladan. E, aos 21 minutos, num lance infeliz de Moreno, os portistas chegam ao golo. O médio nacionalista chutou contra Alvaro Pereira e, no ressalto, a bola caiu nos pés de Janko que estava sozinho na área nacionalista e facilmente bateu Vladan.

A turma alvinegra reagiu bem a este lance infeliz. Candeias e Rondon obrigaram Helton a mostrar serviço. No entanto, seria Rolando a desperdiçar o 2-0, ainda antes do intervalo, quando após um libvre lateral ficou sozinho e rematou de bicicleta por cima da barra.

O jogo ganhou velocidade e Mateus e Rodriguez, com bons trabalhos individuais ainda estiveram perto de marcar, mas os remates saíram ao lado. Xista não deu tempo de descontos e o intervalo chegou com o Porto com uma vantagem, que se aceitava pelo que tinha feito a partir do golo.

Nacional domina, portistas acertam na barra

Sem mexidas nos onzes, seria o F.C. Porto a começar melhor: Janko, aos 47 minutos, viu Vladan sair bem aos seus pés e negar-lhe o golo, defendendo para canto. Pouco depois, Caixinha retirou Pecnik e lançou Mihelic, avançando Rondon para ponta-de-lança. 

A equipa respondeu bem à mexida. Mateus, em mais um lance de contra-ataque, e com bom trabalho individual, tentou a sua sorte mas o remate saiu à figura de Helton. O mesmo jogador, num cruzamento rasteiro voltou a encontrar a oposição do guarda-redes portista.

O encontro entrou numa toada mais desinteressante e só aos 69 minutos, Mateus voltou a colocar à prova Helton. O guarda-redes voltou a dizer presente, com mais uma defesa. No lance seguinte, Mário Rondon num bom lance individual viu Moutinho surgir em apoio à sua defesa e travar o seu remate na hora certa.

O Nacional cresceu e aos 75 minutos, Mateus em boa posição rematou mal permitindo uma defesa fácil a Heldon, quando odia e devia fazer melhor. James desapareceu da partida e disso se ressentiu o FC Porto. Vítor Pereira via a sua equipa a abrandar muito e lançou sangue novo: Mangala e Alex Sandro.

Num lance de bola parada, Rolando primeiro e Maicon depois, acertaram na barra da baliza de Vladan perdendo o 2-0. Sem pouco ou nada fazer para tal, o F.C. Porto quase matava o jogo. Foi o que aconteceu nos descontos, já depois de Mateus voltar a ver Helton defender um seu remate aos 89 minutos. Já ao cair do pano, num lance de contra-ataque após um primeiro remate de James que Vladan ainda parou, Alex Sandro fez o segundo golo da sua equipa, prémio excessivo para o líder e castigo demasiado pesado para o Nacional.

Mais Futebol

Taça Portugal: Vitória justa do Benfica por 2-0 sobre o Moreirense

Entrar e sair por cima.
Vitória justa do Benfica em Moreira de Cónegos, perante um adversário com despertar tardio. Gestão de esforços do lado encarnado, entrada forte e capacidade de sofrimento na fase de resposta do Moreirense. Golos de Matic e Cardozo num jogo à média luz.

Jorge Jesus regressou ao local onde sofreu o último grande desgosto na sua carreira de treinador. Em 2004/05, o atual timoneiro do Benfica não conseguiu evitar a descida de divisão do Moreirense, depois de ter pegado na equipa no último terço da época.

Seguiu-se uma progressão contínua, da U. Leiria para o Belenenses, do Belenenses para o Sp. Braga, daí para o Benfica. Pelo caminho, foi conquistando alguns títulos sem garantindo algo que lhe daria uma especial satisfação: chegar à final da Taça de Portugal. O sonho continua vivo.

O consagrado e a expectativa

No regresso a Moreira de Cónegos, Jorge Jesus manteve a ambição possível face a um punhado de ausências. Luisão e Luisinho eram o nítido contraste entre a certeza e a expectativa. O brasileiro recuperou a braçadeira, regressou à competição após dois meses de castigo, e viu o português provar novamente que tem qualidade para mais. 

A atacar, Luisinho formou uma dupla particularmente ativa com Nolito. Aliás, o Benfica inclinou-se para a canhota durante grande parte do encontro, até por culpa de Bruno César. Colocado ao centro, o esquerdino virava-se naturalmente para o lado mais forte e carrilava jogo por aí.

Ora Luisinho e Bruno César não tiveram uma noite tranquila. O primeiro teve de ouvir uma reprimenda do treinador em cima do intervalo, numa interrupção de jogo. Fez uma boa primeira parte, quebrou na segunda. O brasileiro foi um alvo maior para os adeptos, irritados com um par de passes mal medidos. Recompôs-se.

Pressão alta desde o primeiro minuto

No meio de tudo isto, o Moreirense fazia pela vida sem respeitar os seus princípios mais atraentes. Jorge Casquilha, que lograra eliminar o Sporting na eliminatória anterior, preparou três centrais para garantir superioridade numérica perante os dois avançados do Benfica. Com isso, recuou a equipa e aceitou uma pose de sofrimento.

Assim foi. Ao minuto 39, quando Ghilas ensaiou um pontapé de bicicleta, Paulo Lopes estranhou. Foi o único remate do Moreirense na primeira parte, muito pouco.

O Benfica, com muita bola e enorme oposição nos últimos 20 metros, manteve um ritmo elevado e deixou no ar a sensação de um golo a qualquer momentos. Luisinho caiu em dois lances na área do Moreirense, Bruno César foi punido por pretensa simulação e Lima viu um tento seu anulado por fora-de-jogo, aqui com a razão do lado de Duarte Gomes.

Faltava maior discernimento encarnado no momento de decisão. Com caminhos tapados pelo chão, de bola corrida, a equipa da Luz chegaria à vantagem num pontapé de canto, graças a um pontapé violento de Matic que encaminhou a bola para a baliza. Anilton desviou sem conseguiu impedir o golo.

Foram-se os medos e a luz

Com uma hora de jogo, o Moreirense viu ruir uma estratégia que ia resultando sem ser agradável à vista, sem entusiasmar os seis mil adeptos que encheram o seu recinto.

Casquilha correu contra o tempo e o Benfica passou a ter um adversário ambicioso. Em dez minutos, fez mais do que até então. As substituições permitiram um regresso dos locais à sua normalidade, com futebol colorido, tração à frente.

Ghilas ficou muito perto do golo, num lance de cabeça, e Filipe Gonçalves marcou mesmo. Contudo, o médio estava em posição irregular. Pablo ainda obrigou Paulo Lopes a defesa apertada. 

Jorge Jesus, que apostara numa entrada forte, procurou gerir o esforço de unidades mais desgastadas. Ao minuto 79, mais uma quebra de eletricidade a beliscar a imagem do futebol português. A coisa resolveu-se, o jogo recomeçou e o Benfica logrou até alargar a vantagem. Lance de Gaitán, golo de Cardozo.

Mais Futebol

Taça Portugal: Sp. Braga vence Pampilhosa (1-3) na Bairrada

Cabeça de Leitão na Mealhada não chegou para tombar o gigante. Pampilhosa ainda abanou um pouco os minhotos, mas uma abordagem séria valeu uma qualificação justa e natural.
Foi ao som do Intercidades, e de outros comboios, cuja linha passa mesmo por trás do estádio municipal da Mealhada, casa emprestada do Pampilhosa, que José Peseiro voltou a encontrar-se com esta equipa da região da Bairrada. 

Tal como em 2005, quando comandava o Sporting, o técnico carimbou a passagem à próxima eliminatória da Taça de Portugal, mas sentiu muito mais dificuldades desta feita. A formação do distrito de Aveiro (e não do de Coimbra, pese a maior proximidade à cidade estudantil) fez peito até onde pôde e, como prometera, dignificou a partida. 

De fatiota nova, daquelas com os nomes dos jogadores nas costas como as da I Liga, os ferroviários (há alcunhas tão bem metidas, não há?) deram tudo o que tinham, até uma cabeça de Leitão, prático típico da região, mas os minhotos mantiveram-se sérios. Triunfo natural, portanto, porém suado. 

Chegar rapidamente aos 0-2, com menos de 20 minutos de jogo, ajudou sobremaneira, pese a aproximação do adversário no marcador. Os minhotos desperdiçaram então uma série de oportunidades, o guardião da casa brilhou, e, mesmo sobre o apito final, chegou finalmente o terceiro golo, ainda que com alguma polémica à mistura quanto à sua legalidade.

Poupar sem correr riscos

As imensas dúvidas do treinador bracarense sobre a disponibilidade dos jogadores que estiveram ao serviço das seleções, sobretudo o contingente que viajou para o Gabão, só ficaram desfeitas bem perto da hora do jogo. A solução foi apostar num «misto».

Sem correr demasiados riscos (Hugo Viana e Hélder Barbosa foram mesmo titulares, além de Alan ou Douglão), mas com margem para dar minutos a alguns elementos menos utilizados ou vindos de lesão (Haas, Djamal ou Carlão), os bracarenses demoraram pouco mais de 10 minutos a abrir o marcador. 

Recorde o AO MINUTO do jogo

Peseiro poupou alguns trunfos para o decisivo jogo de terça-feira, na Roménia, casos de Beto, Custódio e Éder, que nem figuraram na ficha, enquanto Rúben Micael e Rúben Amorim não saíram do banco. Afinal, havia razões para gerir a equipa, mas o Pampilhosa vendeu cara a eliminatória.

O jogo ainda animou quando Leitão reduziu a desvantagem para 1-2, para gáudio das gentes locais, mas os arsenalistas só tiveram de puxar um pouco mais dos galões para segurar a vitória. Antes, Alan fizera o 0-2, de grande penalidade, e talvez por isso a equipa bairradina tenha decidido perder de vez o respeito ao adversário.

Confira a FICHA e as NOTAS dos jogadores

A postura valeu ainda alguns sustos a Quim, quando os bracarenses baixavam um pouco a guarda. O plano, de resto, passava por tentar «matar» o jogo logo no início da segunda parte para que a equipa pudesse, finalmente, começar a pensar no jogo com o Cluj.

Eduardo, guarda-redes da casa, foi dizendo não às várias tentativas arsenalistas e os azuis e brancos da Pampilhosa fizeram o favor a todos os presentes (mais aqueles que acompanharam o encontro pela televisão) de continuar a alimentar o sonho. Ganhou o espetáculo. Agradeceu toda a gente.

Louve-se ainda a atitude do treinador Fernando Niza que, mesmo na bancada, por ter sido expulso, não teve pejo em meter mais avançados, arriscando uma goleada para conseguir «cheirar» o empate. Esteve perto em algumas ocasiões.

0 1-3, apetece dizer, acabou por ser um castigo demasiado pesado para os corajosos homens da Pampilhosa. Ainda por cima, nem ficaram certezas se a bola entrou mesmo...

in Mais Futebol

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Golo fantástico de Ibrahimovic

Já seria notícia o facto de Ibrahimovic ter marcado quatro golos. Mas o avançado sueco quis ser notícia por algo mais.

Não haverá muito mais a acrescentar ao que Ibrahimovic fez no quarto golo que marcou à Inglaterra. Acrescente-se que o avançado sueco marcou os quatro golos da vitória (4-2) da Suécia no particular, em Solna, diante da Inglaterra. 
E já agora diga-se que nunca na história do futebol um jogador marcara quatro golos à Inglaterra e a esta história em particular começou há 140 anos...

in O Jogo Online

Selecção: exibição decepcionante frente ao Gabão

Aproveite-se (mesmo!) bem este cachê. Quase tudo o resto é para esquecer.
Resumidamente, foi quase tudo mau. Mau relvado, mau resultado, péssima arbitragem e, no geral, mau teste (que teste?) da seleção portuguesa no Gabão. Do empate (2-2) com o 52º classificado do ranking da FIFA, salvam-se as estreias de Pizzi e Hélder Barbosa e, naturalmente, o tão falado cheque de 800 mil euros, pago pela organização do jogo como cachê de presença. Um tributo material ao prestígio internacional de que a seleção portuguesa ainda goza, em especial depois de um fantástico Europeu. 

Apetece recomendar aos responsáveis federativos que gastem bem. Só isso pode dar algum sentido a uma viagem que, para todos os efeitos, servirá para diluir esse tal prestígio e baixar um pouco mais na próxima atualização do ranking. Quanto ao resto, será preciso uma grande dose de visão para detetar no sucedido, no estádio de L Amitié, eventuais benefícios para o resto da campanha portuguesa de apuramento para o Mundial 2014, que recomeça em março.

Sem mais de meia equipa titular (Ronaldo, Coentrão, Nani, Meireles, Veloso e João Pereira), Paulo Bento assumiu de início a vocação experimental, com Pepe e João Moutinho como únicos elos de ligação para a estrutura base. Patrício, Postiga e Bruno Alves ficaram no banco (só o central viria a ser chamado) e, de resto, a palavra de ordem foi lugar aos não titulares.

A vocação experimentalista foi levada ao extremo com a titularidade do estreante Pizzi, a ladear Varela e Éder numa frente de ataque inédita, e com os recuperados Nélson e Sílvio com a tarefa de dinamizar as alas. Mas, a exemplo do próprio futebol, o impacto desejado pelo lançamento jogador do Corunha tardou a chegar. Antes, o jogo começou por pagar tributo a um relvado inqualificável, que obrigava os jogadores das duas equipas a limitar ao máximo a circulação de bola, nivelando o jogo (muito) por baixo.

Passaram 25 minutos de escaramuças inconsequentes, até aos primeiros esboços de remate. Mas foi preciso a entrada em cena de outro ator, o fraquíssimo árbitro ganês Joseph Lamptey, para o jogo se transformar definitivamente numa caricatura. Aos 32 minutos, o juiz assinalou penalti num lance dividido entre Sílvio e Lengouama. Madinda não falhou e desencadeou os primeiros festejos num estádio apenas semilotado.

Não duraram muito: na resposta, o árbitro viu mais um penalti, num derrube de Ndong a Éder. Pizzi, sempre competente nas bolas paradas, fez o 1-1 (35 m), e o jogo entrou num período de tréguas, só interrompidas por mais uma intervenção inacreditável de Lamptey, um árbitro que já esteve suspenso por três meses, devido a decisões igualmente grotescas, numa meia-final da Liga dos Campeões africanos. 

A desta noite ia direitinha para uma antologia do pior do ano. Tudo começou numa dividida ganha por Romaric a Pepe e num remate de Guelor que Beto desviou. A bola seguia para a baliza, mas Pepe salvou bem antes da linha. O árbitro começou a correr para o centro do terreno, perante a incredulidade geral, jogadores do Gabão incluídos, mas depois de ouvir o assistente, voltou atrás na decisão. O intervalo chegava pouco depois, e os jogadores portugueses pareciam perguntar a si próprios onde era a saída para este jogo surreal.

Na segunda parte o panorama não melhorou: a troca de Rúbens (Amorim por Micael) e de centrais não acrescentou nada ao jogo português, cada vez mais incaracterístico. Na pior fase lusa, o recém-entrado Hugo Almeida, em posição de fora de jogo, aproveitou uma das raras boas subidas de Nélson, na direita, para dar vantagem à seleção portuguesa. Durou pouco, porque Lamptey assinalou o segundo penalti da noite, num corte de Ricardo Costa, que ressaltou no braço do defesa.

Os minutos finais, com substituições sucessivas, foram penosos, com o Gabão a aproveitar a tremideira lusa para desperdiçar as melhores ocasiões. Portugal fecha 2012 com o terceiro jogo seguido sem vitória e volta com um cachet importante, mas que não pode justificar muito mais aventuras como esta.

in Mais Futebol

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Particular: Hoje - Gabão x Portugal -19:30

A seleção portuguesa de futebol defronta hoje a congénere do Gabão em jogo de caráter particular, o último de Portugal em 2012, sem a presença da sua maior “estrela”, o avançado Cristiano Ronaldo, devido a lesão.

Ronaldo sofreu um traumatismo craniofacial com ferida na pálpebra superior esquerda durante o jogo de domingo do Real Madrid em Levante, para o campeonato espanhol, e, apesar de ter comparecido na segunda-feira na concentração da equipa lusa, acabou por ser dispensado pelo departamento médico. 

Além de Ronaldo, também Nani, João Pereira e Miguel Veloso, convocados inicialmente pelo selecionador Paulo Bento, foram dispensados devido a problemas físicos, possibilitando as estreias de Hélder Barbosa e Ruben Ferreira em convocatórias da “equipa das quinas”. 

O primeiro jogo entre as seleções de Portugal e do Gabão, orientado pelo treinador português Paulo Duarte, está marcado para hoje, com início às 20:30 horas (19:30 em Lisboa), no estádio de L’Amitié, em Libreville, onde se disputou a final da Taça das Nações Africanas (CAN) de 2012.

in Futebol 365

Paulo Bento: Não podemos ser da selecção só nas finais"

Na antecâmara do encontro particular com o Gabão, agendado para amanhã em Libreville, o selecionador nacional Paulo Bento fez esta terça-feira a antevisão da partida, numa conferência de imprensa onde pediu o apoio de todos os portugueses, apesar da distância e de não se tratar de um jogo de caráter oficial.

«Não podemos ser da Seleção Nacional só nas fases finais. Temos de o ser também durante as fases de qualificação e nos jogos particulares», afirmou Paulo Bento.

E, apesar de nada estar em jogo, o selecionador nacional lembrou que todos os atletas terão de dar o máximo, já que a sua prestação poderá definir o seu regresso (ou não) em futuras ocasiões. Já sobre as questões relacionadas com a indisponibilidade de certos jogadores, Paulo Bento reencaminhou as dúvidas para os próprios atletas e os seus clubes.

«Este jogo será muito importante para vermos o caráter de alguns jogadores. Faltam alguns, mas os problemas físicos de uns são as oportunidades de outros. As lesões dos que não estão aqui, como Ronaldo? Se alguém tiver dúvidas que fale com eles diretamente», sublinhou o selecionador.

Sobre o facto da Seleção jogar com um adversário, teoricamente, muito inferior, e tão longe de Portugal, Paulo Bento lembrou que «é normal as grandes seleções fazerem jogos particulares longe de casa, como mostra o facto da Espanha se ter deslocado ao Panamá e a Argentina até à Arábia Saudita».

in A Bola

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Manchester United volta a perseguir James

O Manchester United não larga James Rodríguez e voltou a estar representado no Estádio do Dragão na partida frente à Académica, na qual o extremo colombiano fez o tento inaugural da vitória portista sobre a Académica (2-1).

Nas contas do jornal britânico Daily Mirror foi a sétima vez que o Manchester United enviou um emissário para assistir a jogos do FC Porto na presente época. 

O interesse no extremo colombiano é evidente, ganhando cada vez mais peso a ideia de ser James o substituto de Nani no plantel do Manchester United, que alegadamente tem vindo a recusar propostas de renovação contratual.

O extremo colombiano, recorde-se, tem contrato com os dragões até ao verão de 2016, protegido por uma cláusula de rescisão de 45 milhões de euros.

in A Bola

Luisão de volta na Taça de Portugal

 Deverá regressar à competição, sexta-feira, frente ao Moreirense, em Moreira de Cónegos, para a 4.ª eliminatória da Taça de Portugal.

Será a primeira partida depois de cumpridos os dois meses de suspensão aplicados ao capitão do Benfica pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, a 14 de setembro, na sequência do incidente entre o central e o árbitro alemão Christian Fischer, durante o particular diante do Fortuna Dusseldorf, na Alemanha, a 11 de agosto.

A suspensão termina oficialmente amanhã mas desde que terminou o desafio frente ao Rio Ave Jorge Jesus terá começado a planear o regresso do internacional brasileiro. Porque o técnico aposta forte na Taça de Portugal mas também porque os minutos frente ao atual 15.º classificado da Liga servirão para dar-lhe rodagem para o confronto com o Celtic, quatro dias depois, para a Champions, na Luz.

in A Bola

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sporting regressa às vitórias e sobe à 9ª posição. Vitória sofrida sobre o Sp. Braga por vantagem mínima

A noite começou no museu, mas Ricky não deixou o leão preso no passado.
Godinho Lopes arriscou ao receber António Salvador no museu, antes do jogo. Se o resultado fosse depois desfavorável, a viagem histórica perderia sentido, mas um golo de Ricky van Wolfswinkel não deixou o leão preso no passado. O Sporting regressa às vitórias, que o tempo para agarrar o presente é curto. A equipa leonina sobe ao 9º lugar e reduz para sete pontos a diferença para o Sp. Braga.

A equipa minhota pagou sobretudo por uma primeira parte fraca. Mérito da equipa do Sporting, que marcou cedo e depois soube anular os pontos fortes do adversário. Pranjic, Elias e Schaars formaram uma teia densa, que tirou protagonismo a Hugo Viana e Rúben Micael, num meio-campo ainda privado de Custódio.

Na primeira parte o Sporting foi claramente mais sólido, mais unido, enquanto que o Sp. Braga não conseguia ligar os setores. Na segunda parte a equipa de José Peseiro melhorou, e esteve várias vezes perto da igualdade, mas não a conseguiu. Chegou a festejar, mas o lance foi anulado, e Franky Vercauteren estreou-se a vencer como treinador leonino.

Aposta com retorno

Vercauteren já tinha dado a entender que ia recorrer à equipa B para ocupar o lado direito da defesa, e a escolha acabou por recair em Eric Dier. Quatro minutos bastaram para o jovem inglês justificar a aposta, cruzando para o golo madrugador de Wolfswinkel.

José Peseiro até tinha colocado Alan na esquerda, por troca com Amorim, para tentar tirar explorar o lado direito da defesa leonina, mas Dier mostrou-se muito seguro. Tanto que na segunda parte Alan voltou ao «habitat» natural.

O brasileiro até foi o protagonista da primeira ocasião de perigo do jogo, logo aos 40 segundos, obrigando Patrício a defesa apertada. No resto da primeira parte o Sp. Braga só teve mais uma oportunidade, e de bola parada, com Éder a cabecear para grande intervenção de Rui Patrício (14m).

Mais sólido, mais ligado e mais solidário, o Sporting até podia ter ido para o descanso com uma vantagem superior. Wolfswinkel e Elias apareceram isolados perante Beto, mas em ambas as ocasiões o guarda-redes bracarense levou a melhor (29 e 37m). 

São Patrício, com polémica e ferros

Na segunda parte o Sp. Braga subiu de rendimento, mas só depois de dois sustos de Capel. Primeiro o espanhol rematou em arco, com a bola a sair ligeiramente por cima da barra (52m), e depois apareceu isolado mas a permitiu a defesa de Beto, que fez bem a «mancha» (61m).

Depois então é que os «arsenalistas» conseguiram estabilizar o seu jogo e chegar com maior frequência à baliza contrária. Éder começou por cabecear por cima da barra (66m), mas depois o Sporting contou também (mais uma vez) com a segurança de Rui Patrício, que negou o golo a Hugo Viana (71m) e a Hélder Barbosa (75m), que tinha rendido Salino.

Ao minuto 78 surge o momento polémico do jogo, com Pedro Proença a anular aquele que seria o golo do empate do Sp. Braga, por Alan. O árbitro assinalou uma pretensa falta de Éder, sobre Eric Dier.

Até final a equipa visitante ainda esteve mais duas vezes perto da igualdade. Primeiro com São Patrício a defender um desvio de Douglão à boca da baliza, em cima do minuto 90, e já depois um remate de Éder ao poste.

in Mais Futebol

Benfica vence e continua a partilhar liderança com FC Porto

Lima e o lado bom de uma militância impulsiva.
A militância sôfrega do Benfica, obstinadamente apontada a uma ideologia de consecução, tem tanto de comovente como de perigosa. Para os adversários, naturalmente, e para si mesmo. 

É uma guerra entre dois mundos, o anjo num ombro e o diabo no outro, um dislate digno do mais arrojado dos galanteadores: enamora, cativa, mas anda sempre no limiar do perigo, da inconsciência absurda dos que encontram na vida dupla os mistérios do prazer. 

Ora, o triunfo em Vila do Conde tem muito disto. Da virtude óbvia na manipulação ofensiva - ameaçadora, apoiada na movimentação louca de Lima e no pé esquerdo imemorial de Cardozo ¿ e da fragilidade sectarista no outro lado do jogo: a solidez, a consistência, a incapacidade de acalmar a onda de desejo. 

O golo de Lima, mesmo em cima do intervalo, evitou as consequências trágicas de quem bate só por bater, ama só por amar ou ataca só por atacar. Por desvario, por impulso, por devoção. Neste particular, não restem dúvidas, o Benfica é uma equipa encantadora, uma máquina compressora. 

FICHA DE JOGO E AO MINUTO

Basta atentar no número de olhares atrevidos e pontapés prometedores à baliza vila-condense. Óscar Cardozo, só ele, teve um pontapé ao poste, outro a rasar a barra e ainda mais outro em jeito de chapéu ligeiramente alargado. 

Ola John também obrigou Oblak a um voo estupendo e Lima, logo nos preliminares, ameaçou o que viria a consubstanciar mais tarde em golo. Quanto a isto, estamos conversados. A visão dogmática do Benfica é clara, evidente: é uma estrutura de ataque, bate, mói, incomoda. 

É só imaginar o mais enraivecido dos pugilistas para projetar a devida imagem. Enquanto os músculos dos braços respiram avidez, a esquerda (Cardozo) mostra uma potência surreal e a direita (Lima) soma KO's caprichosos e decisores. 

Os Destaques: a sétima vez de Lima

O pior, lá está, é a face negra desta forma de jogar e pensar. O Benfica altivo, diletante, é incapaz de identificar o momento certo para parar. O momento para gerir, lateralizar, quebrar o ritmo e a réstia de ânimo no oponente. 

Não o fez em Vila do Conde e o Rio Ave acreditou até ao fim no empate. Depois de ser assediado, levar um golo, aparentar uma submissão que, por sinal, não era verdadeira, o conjunto de Nuno Espírito Santo rebelou-se, ameaçou, andou três/quatro vezes perto do golpe frio e certeiro na vaidade encarnada. 

João Tomás esteve muito perto do marcar de cabeça, Ukra deu cabo da paciência a Melgarejo, Tope entrou demasiado tarde, embora a tempo de estremecer André Almeida e pares da retaguarda. 

A vitória do Benfica é um passo interessante neste campeonato, mas a tal militância cega pode trazer dissabores. Nenhuma teoria radical é capaz de ser razoável e equilibrada. É precisamente disso que a equipa de Jesus precisa urgentemente: sensatez em todos os momentos. 

in Mais Futebol

FC Porto vence Académica (2-1) e mantém-se líder

Paciência de chinês até à vitória.
Não deve ser à toa que um dragão chinês se passeia, ano após ano, na apresentação dos homens que o F.C. Porto vai levar a novas batalhas. Esta equipa tem, de facto, paciência de chinês. Uma virtude extra que não convém banalizar, porque o coração só atrapalha em batalhas cerebrais. E este F.C. Porto, com muita cabeça e sem nervosismo, chegou para bater a Académica organizada que viajou até à Invicta (2-1). 

Ainda não deu para ver, aliás, se este F.C. Porto tem plano B. A fórmula inicial, a mesma que goleou o Beira-Mar e o Marítimo e que chegou para garantir o apuramento na Champions ao quarto jogo, vai valendo para as encomendas. Pode até vacilar, não sair bem à primeira, à segunda ou à terceira, mas a equipa de Vítor Pereira tem os padrões de jogo bem formulados. É fiel e resistente. É assim, tem de ser assim e vai ser sempre assim. Acabará por entrar. 

E acabou. Aliás, era até algo previsível que assim o fosse, uma vez que a Académica ia sendo eficaz atrás porque o F.C. Porto também não mexia muito. O primeiro tempo foi pouco intenso. Muita bola, muita posse, mas também mastigação excessiva. Às vezes vale mais ir direto ao assunto. Mas, lá está, é uma questão que não está no livro de estilo desta equipa, que já vem do tempo de André Villas-Boas e, embora adormeça de quando em vez, vai mantendo a constância. 

FICHA DE JOGO

Se nos centrarmos na história, também era esperado que o F.C. Porto lá chegasse. A Académica não ganha no Dragão há 41 anos, o F.C. Porto marca há mais de 50 jogos seguidos em casa, para o campeonato. Estatística, é certo.

Mas, se a estatística não ganha jogos, o bom futebol serve para isso mesmo. E se no primeiro tempo só Jackson Martínez, num chapéu que saiu ao lado, tinha dado um sinal do melhor F.C. Porto, a segunda parte foi diferente. Para melhor.

James, o agente secreto do Dragão, deixou que o rival o sentisse adormecido, face ao que (não) produziu no início. E deu o primeiro golpe. A abertura de Lucho é boa, mas a forma decidida como James foi ao lance, já só com a baliza em mente, fez o resto. 1-0 para o F.C. Porto. A paciência dava frutos. Os primeiros.

A partir daqui uma eventual surpresa caiu para o poeirento saco das raridades. A Académica tinha sido pouco mais do que inofensiva no ataque. Apostava as fichas na concentração defensiva e não dava para tudo. Era de esperar o segundo. Talvez não se adivinhasse que seria tão belo. 

Moutinho, a figura do jogo (destaques)

João Moutinho, o tal que faz poucos golos, viu uma nesga de espaço para onde poderia tentar meter a bola. Pontapé forte e festa no Dragão. Jogo decidido. 

A paciência voltava a resultar, Vítor Pereira podia sorrir porque o seu caminho continuava a ser o melhor. O jogo ia ser azul e branco, mais uma vez. James tinha renascido de uma primeira parte tristonha, Moutinho voltava aos golos. Só não era perfeito porque a baliza do Dragão sofria o primeiro golpe na Liga, com o golo de Wilson Eduardo, num lance em que Helton poderia ter feito mais alguma coisa. 

Antes, Christian Atsu, numa perdida imperdoável, não fez o terceiro na cara de Ricardo. Sentiu o peso do Dragão em cima e intimidou-se. Dores de crescimento. O golo da Académica não alterou o rumo traçado pela entrada portista na segunda metade. 

Era mais uma vitória da paciência. A regra para os lados do Dragão. E a verdade é uma: se está a dar frutos, para quê mudar?

in Mais Futebol

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Liga Europa: Atlético Madrid cai em Coimbra. Académica vence por 2-0

Pensavam que era impossível? O Atl. Madrid não perdia há mais de um ano na Europa, mas teve de se inclinar em Coimbra.
Era impossível? O Atlético de Madrid não perdia há 16 jogos para as provas da UEFA, só tem uma derrota esta época, está no segundo lugar da Liga espanhola, é o detentor da Liga Europa e conquistou a última Supertaça Europeia? Esqueçam tudo isto.

Esta quinta-feira fez-se história em Coimbra. A Académica de Pedro Emanuel está, decididamente, talhada para os grandes momentos. Fez o impensável: derrotou o poderoso colosso europeu e com uma tranquilidade... impressionante.

A senhora Briosa está de volta às grandes noites europeias, 43 anos depois da última vitória internacional e, acreditem, mantém em aberto todas as possibilidades de agarrar o segundo lugar do grupo e passar à próxima fase. 

Quem diria?

Atlético abusou das experiências

Uma olhadela rápida pela constituição das equipas deixou claro que enquanto os portugueses iriam levar este jogo muito a sério, apostando nos melhores do momento, já os espanhóis mantiveram o hábito de gerir o plantel na prova. Mas, desta vez, se calhar, Simeone foi demasiado longe.

Sílvio e Tiago eram esperados no onze, mas, o resto, eram nomes muito pouco conhecidos, jovens da chamada «cantera», que teriam em Coimbra a oportunidade de ganhar um lugar entre os mais crescidos. 

Recorde o AO MINUTO do jogo

Talvez por isso, ou por alguma descompressão natural de quem está perto do objetivo (um ponto bastaria ao Atlético para obter já a qualificação), os «colchoneros» abordaram o jogo em lume-brando. 

Aceitaram o convite a ter bola e foram-na guardando, mas com muito pouca intensidade, ou intencionalidade, nas suas ações. A Académica, claro, sentia-se confortável perante este cenário e aproveitou para contra-atacar. 

Nem sempre o fez com a lucidez necessária, o perigo criado era relativo, mas ao menos ia tentando colocar o colosso espanhol em sentido. Cleyton experimentou um pontapé de ressaca, Cissé escorregou quando tinha o golo à mercê, e, logo a seguir, Wilson abriu mesmo o marcador. 

Confira a FICHA e as NOTAS dos jogadores

Explosão de alegria na bancada e a prova de que, afinal, o Atlético de Madrid também podia ir ao tapete. Os espanhóis tentaram reagir, mas saiu-lhe mais do mesmo: muita confusão de ideias, pouca velocidade, quase um mar de rosas para a defesa da Briosa.

Tudo se alterou com o raspanete que Simeone terá, por certo, aplicado nos seus jovens pupilos ao intervalo. Ricardo teve de mostrar serviço em dois lances consecutivos, face à avalanche de futebol de ataque dos madrilenos, sobretudo pelo ar. 

A Académica, todavia, soube suportar a reação natural dos espanhóis e, como já vai sendo hábito, mostrou muito mais futebol na segunda parte. Ligou melhor o jogo, afinou a contra-ofensiva e, graças à clarividência de Cleyton, que descobriu Cissé na área, obrigando Pulido a fazer penalty, a chegou ao 2-0. Começava a cheirar a três pontos para os de Pedro Emanuel. 

Ato contínuo, os cerca de 30 adeptos «colchoneros» presentes na bancada recolheram a trouxa e foram embora, com esta para contar aos netos... Como foi possível? Acreditem, aconteceu mesmo.

in Mais Futebol