terça-feira, 1 de outubro de 2013
Champions: FC Porto 1 - 2 Atl. Madrid
O F.C. Porto foi à maquina da verdade e sai com muito que refletir. O
Atlético de Madrid foi o algodão que se esperava: ajudou a tirar
dúvidas, criou outras e mantém o F.C. Porto naquela corda bamba estranha
que se começou a vislumbrar há tempos. Não está fácil perceber o que
vale ao certo esta equipa, mas uma conclusão já dá para tirar: não está
melhor do que no passado recente.
«Não viemos a Paris só a pensar em defender» - Jorge Jesus
O treinador do Benfica
reconhece a grande qualidade dos jogadores do Paris Saint Germain,
apontando os exemplos de Ibrahimovic, Lavezzi e Cavani. No entanto,
garante que a sua equipa não vai remeter-se à defesa.
«O PSG é a equipa mais favorita do grupo teoricamente. Sabemos que contratou jogadores de muita qualidade, empenhando-se não só na reconquista do campeonato mas também em fazer boa carreira na Champions. No entanto, vamos jogar como temos feito na Europa nestes últimos anos, recuperando o bom nome do Benfica», referiu Jorge Jesus na antevisão ao jogo desta quinta-feira.
«O PSG é sobejamente conhecido, tem Ibrahimovic, Lavezzi e Cavani, pode destruir qualquer estrutura defensiva. Mas não viemos a Paris só a pensar em defender, queremos criar problemas quando tivermos a posse de bola e vamos ver se o PSG nos deixa», garantiu o treinador dos encarnados, salientando que tem trabalhado nos últimos dias sobre as debilidades do adversário.
Mostrou-se, por isso, alerta para os lances de bola parada, sobretudo porque o PSG marca muitos golos de cabeça, tal como os encarnados sofreram no passado sábado, diante do Belenenses.
in A Bola
«O PSG é a equipa mais favorita do grupo teoricamente. Sabemos que contratou jogadores de muita qualidade, empenhando-se não só na reconquista do campeonato mas também em fazer boa carreira na Champions. No entanto, vamos jogar como temos feito na Europa nestes últimos anos, recuperando o bom nome do Benfica», referiu Jorge Jesus na antevisão ao jogo desta quinta-feira.
«O PSG é sobejamente conhecido, tem Ibrahimovic, Lavezzi e Cavani, pode destruir qualquer estrutura defensiva. Mas não viemos a Paris só a pensar em defender, queremos criar problemas quando tivermos a posse de bola e vamos ver se o PSG nos deixa», garantiu o treinador dos encarnados, salientando que tem trabalhado nos últimos dias sobre as debilidades do adversário.
Mostrou-se, por isso, alerta para os lances de bola parada, sobretudo porque o PSG marca muitos golos de cabeça, tal como os encarnados sofreram no passado sábado, diante do Belenenses.
in A Bola
domingo, 29 de setembro de 2013
Rui Costa: "No final dei tudo de mim"
O novo campeão mundial de ciclismo recordou, à televisão italiana, os últimos momentos da histórica corrida.
"É uma emoção enorme para mim, um feito para o meu país, é um grande orgulho", começou por dizer, acrescentando que "já era hora de Portugal [ganhar]...", com a voz visivelmente embargada pela emoção.
O poveiro, que intercalou a entrevista com um emotivo "Ainda não acredito que ganhei o Mundial!", referiu-se à estratégia que o levou ao êxito, dizendo: "Na parte final arrisquei, dei tudo de mim. No último quilómetro havia uma situação complicada para apanhar o Rodríguez, mas pude apanhá-lo, ter margem para recuperar e sprintar nas melhores condições".
in O Jogo Online
FC Porto contraditório vence Guimarães pela diferença mínima
O dragão precisa de fogo mas alimenta-se da dúvida.
Para quem busca o clamor do triunfo, do reconhecimento e da autoridade, a
magreza do 1-0 não sacia. Au contraire: ergue uma profunda dúvida sobre
o estilo de vida do novo FC Porto. E se esses três pontos forem obtidos
através de um penálti inexistente, como é o caso, então o sucesso passa
a ter uma conotação anorética.
Paulo Fonseca vem de um trabalho
genial em Paços Ferreira. É um bom comunicador, um homem sabedor, mas o
discurso não bate certo. As palavras nas salas de imprensa não
encontram eco harmonioso nas exibições.
Culpa do treinador? A
precocidade da época desaconselha uma análise severa. Tudo é ainda
novidade e os resultados, na verdade, são satisfatórios. Bons até. O
problema é que a equação escolhida para chegar ao produto final peca por
evidentes contradições.
Sejamos claros: nesta altura, ver este FC Porto é ver uma equipa recheada de talento e desnorte.
É
impossível perceber ou adivinhar os caminhos pretendidos pelo dragão.
Mas é imperativo também que o mesmo dragão entenda, o quanto antes, a
urgência de se encontrar a si mesmo. E para isso não pode querer abraçar
duas ou mais ideologias.
30 minutos a prometer um mundo perfeito
Frente
ao Vitória Guimarães, o FC Porto teve 30 minutos francamente bons.
Dinâmico, com movimentações acertadas, intenso e a fazer pressão alta. O
jogo podia ter ficado ali decidido, mas a finalização (outra lacuna)
tarda em ser convincente.
A partir daí, os azuis e brancos foram
uma equipa contraditória. A dispersão minou a auto-estima e a equipa
jamais soube fazer a transição entre a sensatez e o brilhantismo. O
primeiro golo não aparecia, as pernas passaram a tremer e a executar
mal.
O catálogo interminável de Quintero, um génio em potência,
também fechou demasiado cedo, embora ainda a tempo de arrancar a tal
grande penalidade inexistente. Josué fez o único golo do jogo e faltava
ainda mais de meia-hora para jogar.
Julgava-se, erradamente, que
a vencer o FC Porto recuperaria os interessantes índices da fase
inicial. Não, nunca. Quis ser paciente e fez jogo direto, quis acelerar e
abusou nos passes atrasados, numa polifonia verdadeiramente incómoda. O
coletivo foi incapaz de funcionar em uníssono, a uma voz.
Procura-se: um grande teste para este dragão
A
assistir a tudo isto da primeira fila, o Vitória Guimarães começou a
perceber que se calhar até valia a pena jogar algum futebol. Débil até
sofrer o golo, sem capacidade de incomodar minimamente, o Vitória passou
a sair em algumas transições rápidas e a beneficiar de lances de bola
parada em zonas prometedoras.
O FC Porto, lá está, hesitou e
estendeu a interrogação sobre o destino do jogo até ao apito final. A
incapacidade de guilhotinar um oponente acessível foi confrangedora e os
assobios passaram a tomar conta da banda sonora.
A liderança é
azul e branca, sim senhor, mas é uma liderança desconfiada. De tudo o
que a rodeia, inclusivamente da própria sombra. É uma liderança magra, a
necessitar de uma reprimenda e de hábitos mais saudáveis.
Para
se convencer a si próprio e definir de uma vez por todas a cartilha a
abraçar, o FC Porto precisa de aprovação num grande teste. O da próxima
terça-feira vem mesmo a calhar.
in Mais Futebol
Benfica não vai além do empate com Belenenses
Primeira parte
Apertado com a vitória do FC Porto desta sexta-feira, o Benfica entrou em campo com a obrigação natural de vencer o jogo diante do Belenenses para não deixar fugir mais o líder do campeonato.
A equipa incorporou bem esse espírito e essa necessidade e atirou-se para a frente em busca do objetivo primordial do futebol: o golo. Os primeiros minutos foram um sufoco, e o Belenenses, a precisar de oxigénio, lá se ia defendendo aos soluços.
Com o desenrolar da partida nestes moldes foi com naturalidade que o Benfica e Cardozo chegaram ao golo. O paraguaio, que se havia encontrado com a sua veia goleadora na última partida, fez uso da sua estatura para chegar onde os centrais do Belenenses não chegariam e marcou de cabeça aquele que foi o primeiro golo do jogo. Teve direito e tudo a dedicatória especial com o paraguaio a apontar para a tribuna presidencial onde Luís Filipe Vieira assistia ao seu jogo 500 dos encarnados, desde que assumiu o cargo.
Mas se falamos só do Benfica nos primeiros minutos, o Belenenses fez por merecer as próximas linhas. Naquele que foi o primeiro jogo sem Mitchell Van der Gaag no banco, os jogadores do Restelo de certeza que o traziam no coração e na cabeça as suas ideias dada a pronta resposta que apresentaram em campo.
Pé ante pé foram subindo no terreno, perante o olhar despreocupado dos encarnados, e acabaram mesmo por chegar ao golo. Sturgeon deu o primeiro aviso e pouco depois Diakité aparecia na área a marcar de cabeça o golo do empate. O lance acabou por estar envolto em polémico visto que Freddy, em posição irregular, acaba por dificultar a ação do guarda-redes Artur.
Regressou tudo à forma inicial. O Benfica viu-se na necessidade de acelerar o encontro fazendo valer a sua maior capacidade técnica, porém até ao intervalo não surgiram mais golos.
Segunda parte
Com o génio do Benfica sem ideias, o treinador Jorge Jesus não teve dúvidas em tirar Markovic e fazer entrar o recém-regressado de lesão Gaitán.
A precisar de voltar à vantagem, o Benfica construiu nos segundos 45 minutos uma estrada de apenas um sentido. Eram 10 jogadores encarnados sempre a correrem em direção à área do Belenenses, mas o futebol não é atletismo e faltou sempre objetividade à equipa de Jorge Jesus. Mérito para o adversário que, consciente dos seus defeitos e virtudes, fazia da garra o seu ponto forte e teimava em manter o empate.
O relógio andava, o marcador não mudava e Jorge Jesus com a paciência a esgotar-se com o que via apostou em Sulejmani e Rodrigo para que fossem eles a mudar que os seus colegas não tinham conseguido.
A pressão adensou-se, o jogo só se desenrolava na área do Belenenses, mas nada nem ninguém foi capaz desfazer o empate a um golo que tinha sido construído na primeira parte.
Com este resultado, o Benfica passa a somar 11 pontos e fica a cinco do líder do FC Porto. Já o Belenenses conta com quatro pontos e iguala Paços de Ferreira e V. Setúbal.
in sapo.pt
Sporting vence e ultrapassa Sp. Braga
Leões ultrapassam Braga e são vice-líderes, num jogo em que os minhotos pagaram por alguma ingenuidade de Aderlan Santos.
Jogo incaracterístico em Braga. Um golo madrugador dos leões pelo
inevitável Montero, e uma expulsão à meia hora tiraram vicissitudes a um
jogo nem sempre bem jogado. Sp. Braga e Sporting precisam ainda de
crescer, e os leões saem do Minho com mais um degrau escalado nessa fase
de crescimento, fruto dos três pontos conquistados, que lhe valem a
subida ao segundo lugar
Jesualdo Ferreira e Leonardo Jardim
apresentaram-se na Pedreira com algumas mexidas nos seus conjuntos
relativamente à última jornada, essencialmente a equipa da casa.
Por
força das lesões, Jesualdo Ferreira manteve apenas um jogador da sua
defesa: Santos manteve-se no onze vendo Dabó, Joãozinho e Nuno André
Coelho ficar fora dos convocados para jogar ao lado de Baiano, Paulo
Vinicius, Elderson e Baiano. O técnico deixou ainda no banco um dos
pilares que tinha alinhado até agora em todos os jogos. Luiz Carlos deu
lugar a que Custódio se estreasse a titular esta época.
Do lado
do Sporting, a surpresa foi a inclusão de Diogo Salomão no onze inicial.
O jogador de 25 anos ainda só tinha tido oportunidade de jogar na
equipa B dos leões, aparecendo em Braga como arma secreta, num campo em
que tradicionalmente até se costuma dar bem.Braga dominador em desvantagem
O
encontro começou com o Sporting praticamente a vencer. Logo aos cinco
minutos a equipa que viajou desde Alvalade pôs-se em vantagem com um
golo apontado por Fredy Montero, na sequência de um pontapé de canto.
Entrada com o pé direito quando as equipas ainda se estudavam.
A
vantagem madrugadora do Sporting teve o condão de acordar a equipa
minhota para um verdadeiro assalto à baliza leonina, que apenas terminou
quando Alan fez as redes à guarda de Patrício abanarem. Remates,
pontapés de canto e uma pressão altíssima encostaram a equipa de
Leonardo Jardim às cordas.
Foram vinte minutos de futebol de alto
nível da equipa da casa, que esmoreceu com a expulsão, algo ingénua, de
Aderlan Santos. No mesmo lance Jesualdo Ferreira ficou com menos um e
ainda foi obrigado a recuar Custódio para a defesa devido à lesão de
Paulo Vinicius.Sporting teve de esperar pelo final
A
equipa verde e branca aproveitou a superioridade numérica para se
recompor e voltar a tomar conta do jogo, à semelhança do que aconteceu
nos minutos iniciais do encontro. A supremacia fazia-se sentir numa
altura em que o intervalo até foi madrasto para a equipa de Leonardo
Jardim, que ia ameaçando Eduardo, mas sem fazer grande mossa.
O
segundo tempo trouxe um jogo mais aberto, dentro dos possíveis, com o
Sp. Braga a jogar em função da sua condição de inferioridade numérica,
mas suficiente para parar os intentos de um leão mais organizado, mas ao
mesmo tempo tímido no ataque.
Os lances de ataque do Sporting
iam-se sucedendo, mas sem nunca encostar o Braga ao seu último reduto.
Carrillo esteve muito interventivo, mas muito trapalhão, tirando
consistência ofensiva ao Sporting. Quando o empate já pairava sobre a
pedreira, foi o defesa Cédric a ir ao ataque dar uma mãozinha com um
pontapé que valeu três pontos. Eduardo não fica isento de culpas.
O
Sp. Braga lutou, teve um período de futebol prometedor, mas o Sporting
fez exatamente aquilo que o seu treinador tinha pedido. Lutou por «todos
os pontinhos», e no Estádio Axa consegui três. Não deslumbrou, longe
disso, mas aproveitou a corrente do jogo e a fragilidade do Braga que
perdeu os dois centrais à meia hora. O leão segue no segundo posto, o
Braga está no terceiro e completa o pódio.
in Mais Futebol
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Vieira quer final da Liga dos Campeões em casa: coisa pouca?
Até hoje apenas quatro clubes jogaram decisão no seu estádio.
O Benfica recebe a final da Liga dos Campeões desta época e preparou a
temporada com o objetivo de ser uma das duas equipas que vão jogar a
decisão, assumiu
o presidente do clube, Luís Filipe Vieira. Uma posição diferente da que
tem declarado Jorge Jesus, que definiu desde sempre o campeonato como
principal foco. Vieira alargou agora horizontes para a final europeia em
casa, que não é meta fácil.
Até hoje, apenas quatro clubes que
receberam a final da Taça dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões
conseguiram chegar à decisão. O último grande europeu a falhar o
objetivo foi o Real Madrid, que em 2009/10 acabou por ter de abrir as
portas do Bernabéu na decisão para o Inter de José Mourinho e para o
Bayern Munique, tendo ficado pelo caminho logo nos oitavos de final,
eliminado pelo Lyon.
Há bem pouco tempo, em 2011/12, o Bayern
Munique conseguiu chegar até à meta, a final no Allianz Arena, mas
acabou por perdê-la para o Chelsea, nas grandes penalidades, e ver os
ingleses fazer a festa no seu «quintal». O mesmo tinha acontecido em
2005 ao Sporting, mas na final da então Taça UEFA, frente ao CSKA
Moscovo.
Aconteceu por mais três vezes na história o anfitrião
estar a disputar na final: logo em 1956/57, quando o Real Madrid bateu a
Fiorentina (2-0) no Bernabéu. Depois em 1964/65, quando o Inter ganhou
ao Benfica (1-0) em San Siro. E ainda em 1983-84, na primeira vez que
correu mal para o anfitrião. No Estádio Olímpico de Roma, o Liverpool
levou a melhor nos penalties sobre a Roma.
São mais frequentes as
presenças de equipas do país no estádio onde se joga a final da Taça
dos Campeões. Algo que esta época o FC Porto pode tentar alcançar. Já
aconteceu por sete vezes, a última das quais em 2010/11, quando Wembley
acolheu a decisão entre Barcelona e Manchester United (3-1), também
ganha pelos «estrangeiros».
Mas há outro dado que dá uma medida
da dificuldade do objetivo do Benfica, ou também do FC Porto. Vai fazer
10 anos, desde a final entre o FC Porto e o Mónaco, que nenhum clube de
um país mais ou menos periférico chega sequer à final. Desde 2004, só
jogaram a decisão clubes de Espanha, Inglaterra, Alemanha e Itália.
in Mais Futebol
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