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segunda-feira, 9 de abril de 2012

"Quero um Benfica igual ao de Londres" - Jorge Jesus


Jorge Jesus já fez a antevisão do jogo de amanhã, com o Sporting. O treinador mostrou crença inabalável numa vitória em Alvalade, dizendo que, se a equipa apresentar a atitude demonstrada no jogo com o Chelsea, em Londres, e também com o SC Braga, na Luz, então o triunfo estará mais próximo.

«Quero, em termos de atitude e qualidade, um Benfica igual ao do jogo de Londres e, também, similar ao do desafio com o SC Braga, na Luz. Fizemos dois jogos com grande qualidade, vencendo um e outro não. Mas ficaram coisas muito positivas desses dois jogos e é enquadrando essa realidade que vamos para o jogo com o Sporting, sempre com o pensamento na vitória», disse Jorge Jesus, elogiando, também, o recente comportamento do conjunto de Alvalade na Liga Europa:

- O respeito que agora tenho pelo Sporting é o mesmo que antes da entrada de Sá Pinto. O Sporting, na Liga Europa, pode chegar à final, feito importante, mas também com alguma influência do treinador que esteve antes. O Sporting tem boa equipa e bons jogadores.

Quanto à responsabilidade na partida de amanhã... «Estes jogos têm sempre uma grande dose de rivalidade. Se quiser, temos um pouco mais de responsabilidade, mas só porque lutamos pelo primeiro lugar. E isso é bom. O Sporting vai fazer de tudo para ganhar ao Benfica, e nós vamos fazer o mesmo para não descolar do FC Porto», disse.


In A Bola

domingo, 8 de abril de 2012

FC Porto é líder isolado


Num jogo de alto grau de dificuldade, em que os “arsenalistas” chegaram a dar mostras de poder vencer, o FC Porto acabou por conseguir “levar a água ao seu moinho”, vencendo, em jogo da 26.ª jornada da Liga ZON Sagres, realizado no Estádio Municipal de Braga, o Sporting local, por 1-0. Um resultado conseguido com um golo do “Incrível Hulk” que, além de deixar a equipa de Leonardo Jardim a cinco pontos da liderança, coloca pressão extra sobre o Benfica, que assim tem de ganhar, segunda-feira, em Alvalade, para poder continuar a sonhar com o título…

Num jogo em que apenas a vitória interessava a qualquer uma das equipas, foi o FC Porto, esta noite com Kléber no lugar de Janko, a melhor entrar na partida, procurando jogar rápido em direcção à baliza de Quim, levando mesmo o Sporting de Braga a recuar no terreno.
No entanto, com o seu melhor onze em campo, a equipa da casa não demorou muito a equilibrar os acontecimento, sendo que, à passagem da meia-hora, já os lances de perigo se sucediam junto das duas balizas, conforme comprovavam, depois dos lances portistas aos 13 e28 m, ambos por Lucho, duas jogadas de perigo para o Sp. Braga: primeiro, aos30 m, num remate de Lima, e, depois, aos37 m, num pontapé de Hugo Viana, que Helton defende com dificuldade. Isto já depois de, aos33 m, Otamendi ter estado perto de fazer auto-golo.
Com as equipas a responderem taco-a-taco, novo lance de perigo só surgiria aos42 m, e para o FC Porto, com Quim a fazer uma excelente defesa a um centro-remate de Hulk.
Com a chegada do intervalo, era o treinador do FC Porto que parecia mais insatisfeito (foi, inclusivamente, advertido por Olegário Benquerença), não apenas porque os primeiros 45 minutos terminavam com um ligeiro ascendente do Braga, mas também porque dois jogadores portistas já haviam visto o amarelo (Defour e Sapunaru)… e porque o empate só beneficiava o Benfica, actual segundo classificado, rival que só entra em campo na segunda-feira, frente ao Sporting. E que, caso vença, isolar-se-ia no comando da classificação.
Obrigado a fazer alguma coisa para alterar o rumo dos acontecimentos, Vítor Pereira retirou de campo a “surpresa” Kléber” e fez entrar Varela, mas foi do Sp. Braga o primeiro lance de verdadeiro perigo, logo aos46 m, com o ex-portista Hélder Barbosa a colocar Lima na cara de Helton e o brasileiro a rematar, de pé direito, já em plena grande área portista… por cima da baliza do FC Porto. Perdida incrível num jogo em que a equipa da casa mostrava também querer vencer a partida.
No entanto, o balde de água fria para os “arsenalistas” aconteceria aos54 m, quando, num passe errado de Hugo Viana, a meio-campo, James Rodriguez aproveitaria para lançar Hulk em profundidade, pela direita, com o brasileiro a entrar na grande-área adversária e a rematar muito cruzado, com Quim a não conseguir evitar a entrada do esférico junto ao seu poste direito. Era o golo do FC Porto, numa altura em que os homens da casa mostravam confiança e (suposto) controlo dos acontecimentos…
Aos 64 minutos, o treinador do FC Porto trocava Álvaro Pereira, já com um amarelo (e que zangado saiu o lateral!), por Alec Sandro, enquanto, no banco do Sp. Braga, Leonardo Jardim optava por fazer entrarPaulo Césarpara o lugar de Alan. A mesma substituição que, de resto, o treinador bracarense já havia feito na Luz, e que poucos resultados havia trazido…
Motivado pela vantagem… e pelo facto da equipa da casa estar obrigada a atacar para, pelo menos, repor a igualdade no marcador, o FC Porto começou a conquistar lances de perigo perto da baliza adversária, com James a falhar uma óptima oportunidade aos 73 m, após centro rasteiro de Varela, da esquerda.
Aos 77 m, era Lima que voltava a mostrar não ser num bom dia para marcar, ao voltar a falhar nova oportunidade, isto numa altura em que Leonardo Jardim já havia feito entrar Carlão para o lugar de Hélder Barbosa.
Apenas dois minutos depois, o Sp. Braga voltava a desperdiçar nova excelente oportunidade para marcar, ainda que, desta feira, com uma ajuda de Otamendi, que, ao tentar cortar um centro rasteiro da direita, enviou o esférico para a sua baliza. Porém, confirmando ter a “estrelinha do jogo”, os “dragões” viam o esférico bater em Helton e rechaçar para a frente, mantendo-se a vantagem azul-e-branca no marcador.
Com pouco mais de oito minutos para jogar, os dois treinadores faziam a última aposta: Vítor Pereira fazia entrar Rolando, para reforçar a defesa, enquanto o técnico bracarense colocava em campoNuno Gomes, numa tentativa de reforçar ao ataque.
No entanto, até final, pouco mais o Sp. Braga conseguiria fazer, com o cansaço a apoderar-se da maior parte dos jogadores da equipa da casa, provocando alguma falta de discernimento que o FC Porto, confortável na vantagem, soube bem aproveitar…
Com este resultado, os “arsenalistas” passam a estar a cinco pontos do líder da classificação, o FC Porto, ao mesmo tempo que “obrigam” o Benfica a vencer, amanhã, em Alvalade, para poder continuar a sonhar, pelo menos, com a possibilidade de ter uma palavra na atribuição do título.

sábado, 7 de abril de 2012

Dragões chegam ao Minho com dois pontos de vantagem


O Momento:

SP. BRAGA: o brilhante ciclo de 13 vitórias seguidas foi interrompido na passada semana. A equipa perdeu por 2-1 no Estádio da Luz, mas mostrou que se comporta como uma equipa grande. Adulta, tranquila, a jogar olhos nos olhos contra o Benfica. No regresso a casa, é importante lembrar que os arsenalistas estão a dois pontos do F.C. Porto e na pedreira (do título?) cederam apenas um empate em 12 jogos. 

F.C. PORTO: aí está o Porto, novamente na frente do campeonato. A vitória no passado fim de semana, frente ao Olhanense, mostrou uma equipa segura e confiante, algo que não se tem visto com a regularidade esperada esta época no Estádio do Dragão. A visita ao Minho reserva sempre dificuldades enormes, mas os campeões nacionais sabem que são os únicos a depender só de si na corrida ao título. 

Ausências:

SP. BRAGA: Paulo Vinícius, Leandro Salino, Rúben Amorim e Baiano (lesionados)

F.C. PORTO: Fernando e Danilo (lesionados)


Discurso direto:

LEONARDO JARDIM: «Penso que o jogo não será decisivo. Existem quatro jornadas depois e muitos pontos em disputa. Naturalmente será um fim de semana importante. Cada vez mais é difícil ganhar jogos e existirá campeonato até ao fim. O F.C. Porto tem a estrutura do ano passo, exceção feita ao Falcao».

VÍTOR PEREIRA: «Até pela classificação e pelos resultados,

In Mais Futebol

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Manchester United volta a perseguir James


Pela quarta vez no espaço de menos de dois meses, o Manchester United em cima de James Rodríguez. O colosso inglês estará amanhã representado no Estádio AXA para mais um observação direta ao prodigioso avançado colombiano depois de o ter seguido nos jogos que o FC Porto realizou frente ao Manchester City para a Liga Europa e na Mata Real.

As sucessivas observações que o Manchester United tem feito a James não colocam o colombiano de imediato na lista de aquisições de Sir Alex Ferguson para a próxima temporada mas a verdade é que o jogador do FC Porto começa a ganhar altíssima cotação no mercado internacional e tem sido um dos alvos prediletos dos tubarões europeus - também o Bayern estará no AXA, depois de os seus emissários terem passado pela Mata Real.

Ou seja, os grandes nomes da Europa fazem fila para ver o colombiano e James tem justificado a fama que começa a ganhar, já é considerado um dos jogadores com futuro mais radioso no planeta do futebol.


In Record

Sporting nas Meias Finais

 

Golo de Van Wolfswinkel e penalty defendido por Patrício foram as chaves

Pela quinta vez na sua história, o Sporting está nas meias-finais de uma competição europeia, graças ao empate (1-1) em Kharkiv, diante do Metalist. Um empate com sabor a vitória, e que teve dois momentos chave: o golo de Van Wolfsiwnkel, em cima do intervalo, e a defesa de Rui Patrício a um penalty de Cleiton Xavier, aos 64.

Em Alvalade, tinha sido o mesmo jogador, no período de descontos, a marcar o golo que atenuava a grande vantagem leonina e deixava a eliminatória em aberto e condenava os leões a 90 minutos de sofrimento na Ucrânia. Em Kharkiv, onde, em Junho, a seleção de Portugal poderá decidir o seu futuro no Euro-2012, foi novamente o duelo entre Cleiton e Patrício o momento que encaminhou de vez o destino de uma eliminatória cerrada. Para o lado português.

Sá Pinto, que tinha rejeitado de véspera o cenário de jogar para o zero zero, confirmou essa ideia apostando em André Martins para o onze inicial. O jovem médio respondeu em grande nível e deu qualidade na circulação de bola à equipa portuguesa, que mesmo acusando o mau estado de um relvado impróprio, conseguiu manter o perigo afastado da sua área durante a primeira meia hora.

Foi já numa fase em que o Metalist, impulsionado por um fantástico Taison, rondava mais a baliza de Patrício (com o guarda-redes a responder presente sempre que necessário) que o leão teve a recompensa no melhor dos momento. Capel, até aí muito discreto, trabalhou bem na esquerda e cruzou, de pé direito, para a cabeça de Van Wolfswinkel, que não perdoou.

Faltavam 45 minutos, que se antecipavam de grande sofrimento. Até porque, como era previsível, o Metalist lançou de imediato um segundo homem de área, o temível Devic, para acompanhar o argentino Cristaldo. Foi dos pés e da cabeça desta dupla que saiu o golo do empate, logo aos 57 minutos, numa altura em que o leão acusava défice físico na cobertura aos centrais.

Sá Pinto tentou acautelar o golpe, lançando o possante Renato Neto para o meio campo, mas a saída de Matías Fernandez retirou capacidade à equipa para segurar a bola. Temeu-se o pior quando Insúa deu um encosto a Devic, na área, e o árbitro apontou para a marca. Mas o segundo duelo entre Patrício e Cleiton sorriu, desta vez, ao excelente guarda-redes dos leões, que deu, nesse momento, uma machadada decisiva no moral dos ucranianos.

Tal como em Manchester, o Sporting foi obrigado a lutar e sofrer na meia hora final, mais do que a jogar com bola. As entradas de André Santos e Evaldo reforçaram a fortaleza em redor da baliza de Patrício. O Metalist, demasiado dependente das arrancadas de Taison, nem sequer criou muitas oportunidades de golo, nesse minutos finais que pareciam nunca mais acabar.

Com os leões a defenderem bem, o apito final chegou e com ele a quinta meia final do historial europeu dos leões, onde terão pela frente o At. Bilbao, com a primeira mão já no dia 19 em Alvalade.

In Mais Futebol

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Liga Europa

Agora que o Benfica foi eliminado das competições europeias cabe ao Sporting de Sá Pinto manter o orgulho português na luta pelo prestígio europeu deste ano. Força Sporting!




Benfica tombou com honra

 Handicaps a mais anularam demonstração de personalidade; o milagre chegou a parecer possível.

Sem surpresas, nem milagres, mas com muita alma e enorme dignidade, o Benfica despediu-se da Liga dos Campeões em Stamford Bridge. Sai de cena vergado às limitações no eixo defensivo, e, principalmente, ao golo de Kalou na Luz, que permitiu aos ingleses, comandados por Di Matteo, gerir grande parte do segundo jogo de forma italiana.

A derrota diante do Chelsea (2-1) foi precipitada por dois incidentes, na primeira parte, com tanto de evitáveis como de previsíveis. O segundo tempo e o golo tardio de Javi Garcia, deixaram bem vincado que este Chelsea era tudo menos inacessível. Mas, depois do 0-1 da Luz, as duas imprudências do primeiro tempo tiveram demasiado peso no desfecho da eliminatória.

Com a baixa de Luisão confirmada, Jorge Jesus foi mesmo obrigado a «inventar» uma dupla de centrais, como tinha anunciado. Emerson juntou-se a Javi Garcia e os adeptos encarnados terão por certo tremido, face à dupla solução de recurso, perante um ataque que, mesmo deixando Drogba no banco, tal como sucedera na Luz, apresentava argumentos ameaçadores.

No entanto, cumprindo a segunda previsão do técnico encarnado, o Chelsea encolheu-se e cedeu a iniciativa ao Benfica que, com Gaitán muito ativo na esquerda, foi ganhando confiança e atitude nos minutos iniciais. Isto permitiu tranquilizar o adaptado Emerson, muito seguro nos primeiros duelos.

Foi do outro central improvisado, Javi Garcia, que surgiu o primeiro desequilíbrio no jogo: numa saída rápida do Chelsea, o espanhol abordou um lance na área como se estivesse no meio-campo, abalroando Ashley Cole. Lampard não perdoou no penalty, apesar da boa estirada de Artur, que ainda tocou na bola (21 m).

Os minutos seguintes foram de desnorte para os encarnados, que viram três cartões amarelos em lances perfeitamente evitáveis. Um deles, o de Maxi Pereira, viria a revelar-se decisivo, já que aos 40 minutos o uruguaio teve um carrinho imprudente sobre Obi Mikel e recolheu mais cedo às cabinas, por ordem do árbitro Skomina.

Jorge Jesus não teve outro remédio se não prolongar as invenções, adaptando Witsel a lateral direito, e deixando a equipa a jogar num 4x1x3x1, com Matic como excelente referência de solidez a meio-campo.

Encorajado por um Chelsea extremamente passivo na gestão dos acontecimentos, o Benfica não entregou a eliminatória, mesmo jogando com um a menos. Cech teve de mostrar serviço em várias ocasiões, em especial num tiraço de Cardozo que ia direitinho ao ângulo (49 m). O jogo tornava-se mais aberto, com espaços a meio-campo, e Artur também tinha de compensar a falta de rotina de Witsel no lugar de Maxi, negando o golo a Kalou em dois momentos.

Por volta dos 60 minutos, Jesus optou por gerir efetivos, tendo o derby de segunda-feira no pensamento. Cardozo e Gaitán, que estavam em bom plano, foram poupados, dando lugar a dois avançados móveis e enérgicos, como Djaló e Nélson Oliveira.

Foram estes a animar os encarnados para uma meia hora final de grande intensidade, que lance após lance foi silenciando Stamford Bridge.

A cinco minutos do fim, já com Rodrigo na vaga de Bruno César, um canto de Aimar permitiu a Javi redimir-se do penalty, cabeceando para o empate. O Chelsea tremeu, e o Benfica esteve perto do milagre, num lance em que Nélson Oliveira optou (mal) pelo remate em arco, com Djaló sozinho a seu lado.

Na resposta, já em período de descontos, Meireles aproveitou uma hesitação de Aimar, com o Benfica todo atirado para a frente, para sentenciar o jogo e a eliminatória nuim longo sprint concluído com um tiraço indefensável para Artur.

Com mais bola, mais remates e mais alma do que o adversário, mas a pagar pelos handicaps que impôs a si próprio, o Benfica sofria a segunda derrota numa semana, diante de um Chelsea que, mesmo sendo eficaz, provou estar longe, muito longe, da equipa que a Europa se habituou a temer.

in Mais Futebol