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domingo, 1 de abril de 2012

FC Porto - Olhanense: Análise




A Figura: João Moutinho
Enorme do princípio ao fim! A entregar, a recuperar, a rematar, a deliciar a plateia. Pormenores voluptuosos, ao alcance apenas dos predestinados. Toque de calcanhar a isolar James na primeira parte, passe em jeito a solicitar a entrada de Sapunaru na segunda. Dois exemplos de uma atividade intensa durante os 90 minutos. Está com uma capacidade física notável e uma confiança sem limites. Influente no processo defensivo e decisivo no ofensivo. Está, enfim, em todos os momentos. O F.C. Porto precisa de um João Moutinho assim até final da época. 

O Momento: o sossego do golo
As recentes aparições do F.C. Porto no Dragão preocupavam os adeptos. Compreensivelmente. Daí que o primeiro golo tenha sido uma catarse coletiva, o purgar de todos os medos e anseios da equipa a jogar em casa. Surgiu em boa hora para os azuis e brancos, a meio da primeira parte. 

A Desilusão: Wilson Eduardo e Salvador Agra
Exceção feita aos primeiros 15/20 minutos, os talentosos extremos do Olhanense jamais preocuparam a defesa do Porto. Talvez por mais mérito alheio do que demérito próprio. A verdade é que os internacionais sub-21 não foram os jogadores venenosos, incisivos e agitadores que costumam ser. Wilson Eduardo até já marcara em Alvalade e na Luz. Desta vez, não. Deles se esperava muito, mas a resposta foi claramente insuficiente. 

A Crónica do Jogo: 

Outros destaques

Lucho Gonzalez
Por tudo o que se tem dito/escrito sobre «El Comandante» e por tudo o que a equipa (não) tem feito nos jogos em casa, aquele primeiro golo foi providencial para o F.C. Porto. Um pontapé seco, bem colocado, a celebrar a harmonia entre o argentino e as bancadas. Vítor Pereira defendera Lucho na conferência de imprensa de antevisão, apesar do evidente abaixamento de forma. O jogador respondeu com competência. Procurou mais a bola, palmilhou uma superior dimensão de terreno, entregou-se até à derradeira gota de suor. Percebeu-se a substituição por Steven Defour a meio da segunda parte. Lucho correu como à muito não corria. 

James Rodríguez
Atirou uma bola ao poste, marcou um golo belíssimo e jogou como há algumas semanas não o fazia. Talento cristalino, diáfano, a não aceitar qualquer reprimenda. Não é um extremo, já se sabe, antes um avançado que precisa de bola para criar espaço. Letal a driblar da direita para o meio, à semelhança de Hulk, e a procurar o melhor pé. Qualidade sem reservas de espécie alguma. Já leva 12 golos no campeonato nacional. 

Hulk
Bom jogo. Vontade de fazer sempre tudo bem, várias tentativas de chegar ao golo, algumas combinações recheadas de altruísmo e os exageros que se lhe conhecem e perdoam. Devia ter tocado para Lucho fazer o golo ainda no primeiro tempo, mas optou por rematar. Pontapé extraordinário aos 47 minutos e uma arrancada poderosíssima já em cima do apito final. Corre, corre, resiste, resiste. Unidade incontornável no ataque, mesmo que aqui e ali continue a não definir bem. 

Fabiano Freitas
O F.C. Porto tinha-o atravessado na garganta desde o jogo de Olhão. Não será exagero, porém, que fez uma exibição ainda melhor desta vez. Não parou uma grande como na primeira volta, é certo, mas fez seguramente cinco/seis defesas de elevado grau de dificuldade. Inspiradíssimo, quase inultrapassável. Só o vimos a cometer um erro de pormenor, ao calcular mal o tempo de saída por volta dos 55 minutos. Fora isso, perfeito! 

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