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domingo, 7 de outubro de 2012

FC Porto sai vencedor de clássico previsível

Sociedade colombiana desata o nó de Clássico previsível.
O assassino era o mordomo. O detetive Jackson Martínez e o assistente James Rodríguez descobriram três pontos para o F.C. Porto numa película previsível mas que não teve a balança tão desequilibrada como o arranque portista ameaçou fazer. Valeu a magia colombiana num Clássico que não deixará grandes marcas para o futuro. Aconteceu o que parecia evidente também pelo momento das duas equipas. Ganhou o F.C. Porto (2-0). 

Jackson, esse, foi um ator de luxo num filme banal. O golo que marcou e que decidiu a contenda vai correr mundo. Fenomenal. Público rendido ainda nem dez minutos marcava o cronómetro. Danilo no passe, bola na coxa, calcanhar e golo. Obra de arte, gritou-se. Mais uma desta bela descoberta portista no campeonato mexicano. O F.C. Porto tem ponta de lança este ano. Os cinco golos na Liga, melhor registo até agora, são a prova disso mesmo. 

A verdade, contudo, é que o brilharete de Jackson foi muito consentido pela linha defensiva sportinguista. Num onze com novidades, montado pelo interino Oceano, a entrada em jogo do leão foi terrível. Mansinho, atarantado. Sem cabeça para um filme de suspense e afundado no medo de viver uma noite de terror no Dragão. 

Antes do golo, aliás, já Rui Patrício tinha evitado a festa num lance caricato, em que Lucho assiste Jackson sem querer, depois de levar com uma bola chutada por Rojo. Jogo para esquecer do argentino, mais tarde expulso. Era a face visível do nervosismo verde e branco. 

Que também era esperado. Já lá vão seis jornadas na Liga e o Sporting continua sem rumo. Muda o treinador, mudam drasticamente as opções. Schaars foi titular a primeira vez. Elias passou de preterido a capitão. Gelson foi do onze para a bancada e levou consigo Capel e Labyad. O Sporting voltava a compor a manta. Mas por mais que a esticasse para um lado, acabava sempre por descobrir o outro. 

O mais estranho nesta película foi o alheamento portista depois do golo. Havia, praticamente, um jogo pela frente, mas a equipa entrou num clima errático que permitiu ao rival equilibrar sem ameaçar. O Sporting terminou a primeira parte sem rematar, embora Danilo tenha evitado que Izmailov o fizesse na cara de Helton e Fernando tenha impedido que uma tentativa de Cedric chegasse à baliza. Pouco, claro. 

Penalty não, penalty sim

O filme arrastou-se após o intervalo. Iam valendo as pipocas para apagar o nervosismo que só o resultado e o acumular de erros de parte a parte traziam. O maior, embrulhado em azar, pertenceu a Lucho Gonzalez, que desperdiçou um penalty forçado por mão na bola de Cedric. Foi ao poste e o filme continuou a arrastar-se, com a certeza de que só um «twist» de tirar o fôlego ainda o levaria para a rota dos prémios. 

Vítor Pereira tentou com Atsu, lançou Defour e viu Alex Sandro sair lesionado, depois de Maicon o ter feito na primeira parte. Terminou com dez. Oceano voltou a fazer de Adrien um dez, experimentou Jeffrén e viu o último cartucho Viola esfumar-se com o 2-0, em mais um penalty duvidoso, agora por suposto agarrão de Boulahrouz a Jackson. James acabou com a incerteza. Elementar.

E a vida segue, como se disse. O F.C. Porto é líder outra vez, ao lado do Benfica. O Sporting tem um caminho mais árduo. Há um treinador para descobrir, uma equipa para recuperar. E muitos, muitos pontos que precisam ser somados. Porque o 10º lugar nesta altura não é só pouco condizente com o valor da equipa. É uma falta de respeito aos sportinguistas.

in Mais Futebol

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