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domingo, 30 de setembro de 2012

Estoril consegue empate a 2 em Alvalade

Que grande Estoril se viu em Alvalade. Empate justíssimo.
84 minutos e o Sporting acabou de marcar. E só consigo pensar: «Que grande Estoril!» E escrevo isto antes do final do encontro, correndo o risco de os leões ainda conseguirem vencer, mostrando-se finalmente superiores com mais um em campo depois de nunca o terem sido com 11 para 11. É verdade que os «canarinhos» acabam a sofrer e Gonçalo foi vítima da sua própria inexperiência, ao dirigir para si o amarelo que tinha pedido para Carrillo, mas isso não apaga o que esta equipa de Marco Silva foi capaz de fazer até aí. Uma serenidade ensurdecedora, organização a todos os níveis e sagacidade na hora de aproveitar toda a inclinação dos rivais para a frente.

90 minutos e continuo sem escrever muito mais. Izmailov rodopia de forma espetacular sobre a bola, já na área, dirigindo-a para a linha final quando parecia perdida. O russo faz o que lhe compete, cruza. Viola e Wolfswinkel esticam-se mas não conseguem bater Vágner pela terceira vez.

90 minutos e mais umas pitadas. Que momento fantástico! O Sporting esteve tão perto, mas tão perto, que parece um milagre que a bola não tenha entrado. Vágner assina a primeira obra impossível ao defender o livre direto de André Martins, o jovem Betinho em quem Sá Pinto confiou os últimos minutos, rematou de pronto, para ser Elizeu a evitar que a bola passe a linha. Ela ainda ali ficou, a saltitar, perante o desespero de uns em rematá-la e outros em afastá-la, mas os da Linha acabariam mesmo por conseguir o balão redentor.

Agora, acabou! Os assobios caem sobre o relvado. Sobre os jogadores e Sá Pinto, alguns; sobre o Estoril porque não vinha mesmo nada a calhar tal irreverência; sobre o árbitro, porque é mesmo assim, seja como for. O Sporting voltou a empatar e terei agora algum leitor mais irritado (e algum colega também, a dizer que não é assim que se faz) a criticar-me por só agora escrever o resultado. Os leões não foram além de um empate (o terceiro na Liga) a dois golos frente ao Estoril, que até esteve a vencer por 2-0. Uma expulsão e um autogolo embalaram os da casa para a igualdade.

Escreveu-se depois do Gil Vicente que uma equipa mais inteligente e com outras armas na frente teria aproveitado aquela vontade leonina de cair em cima do adversário com tudo. Não foi preciso esperar muito, apenas uns dias. Com um tridente móvel formado por Gerso, Luís Leal e Licá, e com Carlos Eduardo e Diogo Amado nos lançamentos, o Estoril foi crescendo no campo e ameaçando até ao primeiro golo. Bem, Amado a ver a diagonal de Licá, que tenta jogar com Luís Leal. O avançado força a entrada na grande área e acaba derrubado por Cédric. Penalty justo. Steven Vitória fez o 0-1 e o árbitro apitou para o intervalo.

O leão voltou com vontade, mas sofreu o segundo golo num contra-ataque perfeito. Gerso levou a bola desde o seu meio-campo, fez o que quis do último homem do Sporting e entregou na direita em Luís Leal, que fuzilou Patrício. O homem que o Sporting não aproveitou sentia o sabor da vingança. Só que esse sabor tornou-se agridoce, pouco depois, com o segundo amarelo a Gonçalo, que protestava um cartão para um rival. O Estoril sentia que tinha de recuar linhas e aguentar porque o rival ia cair-lhe com tudo em cima. E foi o autogolo de Anderson, aos 76, depois de cabeceamento de Viola que fez de rastilho.

O 2-2 chegou aos 84 minutos, por Van Wolfswinkel, que desviou um remate de André Martins para as redes. A seis minutos do fim, com mais seis de descontos, com um homem a mais, e com o moral cheio por ter recuperado de dois golos de desvantagem, sentia-se que o Sporting estava muito perto do triunfo.

Acabaria 2-2, como prémio justo para o Estoril, que até podia ter sido bem mais feliz na partida. É verdade que com mais sorte o Sporting poderia ter conseguido os três pontos, mas os «canarinhos» não mereciam tamanha desilusão.

in Mais Futebol

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