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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Finalmente decididos os grupos para o Mundial 2014 no Brasil



Agora já não há volta a dar. O sorteio para o Mundial distribuiu as 32 equipas pelos oito grupos e o campeonato do Brasil tem tudo para ser o maior espetáculo do mundo, dos Mundiais mais empolgantes de sempre. Estão lá todos os campeões do mundo, todas as equipas favoritas, todos os grandes jogadores (tirando Ibrahimovic, mas aí a Seleção não está ao seu nível) e por isso vêm aí grandes jogos. É possível adquirir bilhetes para estes espctáculos do futebol mundial AQUI

E comecemos logo pela primeira semana, com três grandes desafios, e que servirá para prender a atenção de todo o mundo. Depois da abertura da competição, a 12 de junho, com um Brasil-Croácia, realiza-se logo no dia seguinte um espetacular Espanha-Holanda, no Arena Fonte Nova de Salvador, pelas 20h portuguesas, numa recriação da final do último Mundial. A 14 terá lugar o Inglaterra-Itália, no indesejável Arena Amazónia, em Manaus, às duas da madrugada. No dia 16 é a vez de Portugal entrar em competição e logo com a Alemanha, também em Salvador, pelas 17h.

Em toda a primeira fase não será difícil encontrar grandes jogos todos os dias. A 17 virá o Brasil-México, a 18 o Espanha-Chile, a 19 o Uruguai-Inglaterra, a 22 o Estados Unidos-Portugal, a 23 o Espanha-Chile, a 24 o Itália-Uruguai, a 25 o Nigéria-Argentina e a 26 o Portugal-Gana.

Toda a gente deve ter olhado com atenção para os grupos e surge sempre aquela questão qual será o mais complicado, ou seja, qual será o grupo da morte. Neste Mundial há três «grupos da morte». Muitos consideram que será o B, por ter a Espanha, a Holanda e o Chile (para além da Austrália), outros falam do D de Uruguai, Inglaterra e Itália (e Costa Rica), mas também se fala do G de Alemanha, Portugal, Gana e Estados Unidos. 

Aqui apresentamos então os grupos sorteados para o Mundial 2014:

Grupo A: Brasil, Camarões, México, Croácia
É daqui que sai o primeiro jogo do torneio: a Croácia, ainda "fresca" nestas competições, vai defrontar o anfitrião Brasil no dia 12 de junho de 2014.

Grupo B: Espanha, Chile, Austrália, Holanda
Espanha vs Holanda. É um duelo que lhe é familiar? Sim, foi a final do Mundial 2010 e agora haverá esse encontro logo na fase de grupos. Neste agrupamento destaca-se ainda o desafio entre as duas rojas, a europeia e a sul-americana: a Espanha vai defrontar o Chile, cujos estilos de jogo têm sido comparados com frequência, nos últimos tempos.

Grupo C: Colômbia, Costa do Marfim, Japão, Grécia
Vários nomes que dizem algo a Portugal neste grupo. Fernando Santos lidera a Grécia e vai defrontar James e Falcao, quando se cruzar com a Colômbia.

Grupo D: Uruguai, Itália, Costa Rica, Inglaterra
Já deve ser considerado o "grupo da morte". Há três campeões mundiais entre estas quatro seleções: Uruguai, Itália e Inglaterra. Quem deveria estar inserido neste grupo é a França, que ficou...

Grupo E: Suíça, Equador, Honduras, França
...no grupo mais fraco, provavelmente. Haverá um duelo entre vizinhos, no Suíça-França. Fica então a curiosidade de, se a França tivesse sido colocada no pote 2 (como estava previsto), estaria ao lado de Uruguai e Inglaterra. Foi à Itália que calhou esse destino.

Grupo F: Argentina, Nigéria, Irão, Bósnia-Herzegovina
A "sorte" de defrontar Lionel Messi coube a Carlos Queiroz. A modesta e estreante Bósnia-Herzegovina, no meio de Nigéria e Irão, ainda deverá lutar pelo apuramento para os oitavos-de-final.

Grupo G: Alemanha, Gana, EUA, Portugal
Portugal encontra um grupo com dois treinadores do mesmo país: os alemães Joachim Löw, que lidera os seus compatriotas, e Jürgen Klinsmann, selecionador dos Estados Unidos da América. Klinsmann vai assim reencontrar a "sua" Alemanha. Tal como em 2010, os irmãos Jérôme Boateng e Kevin-Prince Boateng vão estar no mesmo jogo - mas em seleções diferentes: Alemanha e Gana, respetivamente. É possível reservar já o seu bilhete para o jogo Portugal-Gana AQUI

Grupo H: Bélgica, Argélia, Coreia do Sul, Rússia
No agrupamento que conta com o vencedor do grupo de qualificação onde estava Portugal, a Rússia, os adeptos do FC Porto vão estar atentos quando a Bélgica defrontar a Argélia, o que será sinónimo de duelo entre Defour e Ghilas (e Slimani, do Sporting).

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Alpari - o novo patrocinador do West Ham United


  • A Alpari

Logotipo da Alpari
O Grupo Alpari é um corretor britânico de troca de acções, metais preciosos e CFD sediado em Londres. A sua subsidiária principal, Alpari (UK), é regulada pela FCA – Financial Conduct Authority. Para quem reside no Reino Unido, a companhia oferece também spread financeiro no investimento em Forex.
Além dos produtos de trading, a Alpari (UK) providencia ferramentos de pesquisa de mercado como análises estatísticas de trading. A companhia presta serviço a clientes institucionais, profissionais e de retalho. Apesar de ser sediada em Londres, a Alpari(UK) inaugurou os estabelecimentos internacionais na UAE (Emirados Árabes Unidos) em 2008, na Índia em 2009 e finalmente na Alemanha em 2010. A subsidiária mais recente foi inaugurada no Japão em 2011. Já este ano, introduziu a plataforma de trading em opções binárias Option Trader e tornou-se membro da International Swaps and Derivates Association, apresentando-se como Aspari Limited.
A Alpari permite que os investidores façam os seus investimentos em várias contas e plataformas, incluindo o MetaTrader 4 e o MetaTrader 5, que permite aos investidores aplicar estratégias Expert Advisor (EA).
A Alpari (UK) foi fundada em 2004 como parte de uma associação global das comanhias Alpari. Tendo inciado actividade por volta de 1998, as companhias Alpari têm construído uma rede de estabelecimentos em mais de 20 países.
Mais informação sobre a Alpari pode já ser visualizada em português aqui: ALPARI


  • Parceria West Ham United - Alpari
Camisolas do West Ham United 2013/2014 com o novo patrocínio

A Companhia Alpari está também presente em vários desportos como patrocinador, tendo-se tornado este ano a nova patrocinadora do West Ham United, conhecida equipa de futebol da Premier League. O acordo com a Alpari está compreendido em valores que rondam os 3 milhões de libras por ano. “Alpari FX Trading” vai substituir a casa de apostas online “SBOBET”  na frente das camisolas dos Hammers. O acordo tem uma duração de 3 anos - até à temporada 2016/2017 – altura essa em que é esperada a tão aguardada recolocação do Olympic Stadium.
O vice-presidente do West Ham Karren Brady anunciou no site oficial do clube que “estamos entusiasmados para iniciar esta parceria com a Alpari. Este acordo histórico é mais uma prova do desenvolvimento e crescimento que temos testemunhado e apenas consigo ver mais e melhor para o futuro. Esta parceria demonstra a acreditação que a Alpari tem na na nossa visão e ambição para o clube e sei que eles estão entusiasmados pela forma como este patrocinio pode contribuir para o desenvolvimento da marca.”
O director comercial Barry Webber acrescentou ainda que “este acordo deve-se a um grande trabalho e estamos por termos aproximado a nossa relação com a Alpari. Todos nós temos gostado bastante de trabalhar com a equipa da Alpari até agora e mal podemos esperar por trabalhar com eles para maximizar esta nova parceria  nos territórios alvo internacionais.”
Para saber mais sobre esta parceria pode aceder por aqui: ALPARI PATROCINADOR DO WEST HAM
O Manager Sam Allardyce cumprimenta o CEO da Alpari Dan Skowronski

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

TAP Portugal não quer Pepsi

A TAP Portugal,  através da página oficial do Facebook, reagiu ao spot publicitário da Pepsi na Suécia e anunciou que está a ponderar "mudar de fornecedor".

"A TAP repudia energicamente a campanha da Pepsi, aguardando um pedido de desculpas à companhia e aos seus clientes. Esta campanha, ao nível do mais grosseiro hooliganismo, não é grave apenas por se tratar de Portugal e de Cristiano Ronaldo, é ofensiva para todos os que vêm o desporto como um instrumento de relacionamento entre os povos. A TAP considera ainda a possibilidade de, no futuro, mudar de fornecedor", lê-se no Facebook da companhia aérea.

Na terça-feira, Portugal venceu na Suécia por 3-2, em encontro da segunda mão dos "playoffs" europeus, e qualificou-se para a fase final do Mundial'2014, que vai decorrer no Brasil. Já depois da vitória da seleção portuguesa, a página oficial da Pepsi Portugal no Facebook destacava que, sendo "o futebol conhecido pela paixão que inspira, a equipa sueca infelizmente foi mais longe do que devia", ao colocar aquele spot publicitário, e ainda mais dois que referenciavam o "esmagamento" de Cristiano Ronaldo antes do jogo, que decorreu em Solna.

"Nunca quisemos dar ao desporto ou ao espírito de competição uma conotação negativa. Pedimos desculpa a todos aqueles que se sentiram ofendidos pelos posts - estes foram imediatamente retirados", disse a marca.

Cristiano Ronaldo foi o autor dos três golos no jogo com a Suécia e também tinha marcado o único golo da primeira mão, na sexta-feira, em Portugal, numa vitória por 1-0.

in Record

Paulo Bento em entrevista após o apuramento no play-off

Paulo Bento qualificou Portugal para o Campeonato do Mundo de 2014, uma vez mais com o recurso ao play-off. Ultrapassada a Suécia, a seleção passará alguns meses a aguardar pela viagem para o Brasil.

O balanço final será feito no final do torneio, mas esta é uma boa altura para analisar o trabalho de Paulo Bento. Os números, o discurso e as dúvidas que subsistem.

Nesta quarta-feira, em entrevista exclusiva à TVI, o treinador repetiu algumas ideias fortes, apresentou os seus argumentos e deixou algumas questões em aberto para um futuro próximo.

Antes de mais, o registo de Paulo Bento no comando técnico da seleção.

Paulo Bento é o terceiro selecionador a garantir dois apuramentos para fases finais (Euro2012 e Mundial2014), depois de António Oliveira (Euro1996 e Mundial2002) e Luiz Felipe Scolari (Mundial2006 e Euro2008).

A seu favor, o registo em jogos oficiais. Não contabilizando os encontros particulares, a seleção de Paulo Bento é a segunda melhor de sempre. Humberto Coelho é o único a apresentar um registo superior, com 80 por cento de resultados positivos, seguido então pelo atual selecionador (78 por cento, 17 vitórias, 5 empates e 3 derrotas).

Com 39 jogos no comando técnico da seleção, Bento é o quinto nesse capítulo, atrás de Juca (40), António Oliveira (44), Carlos Queiroz (49) e Luiz Felipe Scolari (75). No rendimento absoluto, com os jogos particulares na equação, o técnico é o sexto melhor de sempre.

As explicações convincentes

Antes de mais, a questão contratual ficou clarificada. Paulo Bento já tinha explicado que a Federação reservou o direito de rescindir o contrato caso Portugal não se qualificasse para o Campeonato do Mundo.

Em entrevista à TVI, o selecionador explicou ainda que terá uma conversa com Fernando Gomes para definir o futuro ainda antes do torneio no Brasil. E a sua disponibilidade para continuar tornou-se evidente durante a conversa.

«Sinto orgulho em ser selecionador, tenho um bom grupo à disposição e uma relação bastante próxima com o presidente. Até junho de 2014, falaremos seguramente sobre isso. Será uma questão de nos sentarmos. Gosto muito do trabalho que estou a fazer e acho que a Federação gosta do trabalho que eu estou a fazer», disse o técnico.

Paulo Bento recuperou ainda uma ideia: o português reage melhor sobre pressão. É uma questão cultural e não é de agora. É um facto, algo que o treinador não conseguiu combater: «Não temos essa capacidade, muitas vezes, para gerir as questões de sucesso. Temos mais capacidade para reagir à adversidade. O maior responsável sou eu, mesmo perante uma situação que vem de muitos anos a esta parte.»

Outra crítica apontada é a suposta preferência por jogadores representados por Jorge Mendes. O treinador respondeu de forma clara. «Se olharmos para os jogadores que estão ligados ao empresário Jorge Mendes, vemos Ronaldo, Nani, Pepe, Raul Meireles, Bruno Alves, Fábio Coentrão. Que selecionador não chamaria estes jogadores?»

Depois, o conservadorismo. Paulo Bento rebate a análise com números. «Estreámos duas dezenas de jogadores. Convocámos ainda mais alguns jogadores que não foram internacionais.»

Assim foi. Aqui ficam os vinte nomes. Rui Patrício, Luís Neto, André Almeida, André Martins, Josué, Ruben Micael, Nélson Oliveira, Éder, Licá, João Pereira, Sereno, Miguel Lopes, Paulo Machado, André Santos, Custódio, Hélder Barbosa, Pizzi, Varela, Vieirinha e William Carvalho.

O que ficou por dizer

Paulo Bento prometeu manter a porta aberta para novos valores mas a lista apresentada acima permite uma conclusão: Rui Patrício e João Pereira foram os únicos nomes a garantir a titularidade nos últimos anos. Vieirinha chegou ao onze mas foi traído por uma lesão. No mais, elementos sem presença habitual no onze.

Na entrevista à TVI, o selecionador manifestou a sua confiança inequívoca no núcleo duro, lembrando que foi criticado por manter jogadores com pouca utilização nos seus clubes. Mas será que isso não afeta a confiança dos restantes elementos? Não houve casos de desagradado assumido nos últimos meses?

Ao contrário do que aconteceu com Bosingwa e Ricardo Carvalho, Paulo Bento não assumiu um cenário de rutura com Danny. Pelo contrário, garantiu que o avançado do Zenit acusou apenas um problema físico. Parece ter crédito junto da seleção. Por outro lado, sendo um elemento em grande destaque no seu clube, como se explicam as escassas oportunidades na seleção? E o jogador, estará satisfeito com tal realidade?

Por fim, o objetivo. Uma vez mais, a seleção quer passar a fase de grupos de uma grande competição. É uma meta credível, aceitável, mas não haverá equipa para maior ambição? Ou não havendo, não seria possível assumi-lo desde já? Ficam as dúvidas para alimentar as próximas conversas.

in Mais Futebol

Jornal "Sporting" acusa Dragões de não cumprir contrato que envolve Moutinho

Jornal "Sporting" faz várias acusações aos dragões, mas do processo constam documentos assinados por José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes, que abdicou formalmente de verbas a receber em caso de transferência
O jornal "Sporting" desta semana escalpeliza o processo Moutinho, que está a correr na Comissão Arbitral Paritária, e acusa, através de fonte da Liga, o FC Porto de não estar a cumprir o que "está contratualizado entre os clubes". Entre outras alegações, o órgão oficial dos sportinguistas sustenta que a SAD nortenha pretende pagar apenas cerca de um milhão de euros pela parte que cabe aos leões da venda do médio ao Mónaco. Num pequeno texto lateral, também escorado em fonte próxima, membros anónimos da Comissão que vai decidir o caso são acusados de serem "presença assídua nos camarotes do Estádio do Dragão".

De acordo com o texto, o FC Porto recusa entregar ao Sporting qualquer verba referente ao mecanismo de solidariedade (percentagem devida, em qualquer transferência, aos clubes formadores) e também pretende descontar, dos 3,5 milhões restantes, 2,485 milhões referentes à comissão do agente Jorge Mendes. O cálculo deste valor não foi possível esclarecer, mas O JOGO sabe que os dragões invocam documentos assinados com os ex-presidentes José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes para defender as suas contas.

No primeiro caso, o entendimento é de que a mais-valia do negócio a que o Sporting teria direito seria calculada depois de retirados todos os custos, incluindo a comissão de Jorge Mendes. Ou seja, a mais-valia seria a diferença entre 22,5 milhões (retirados os normais 10% da comissão) e os 11 milhões pagos aquando da transferência. Aos leões caberia 25% dos 11,5 milhões restantes (2,875 milhões). Quanto ao mecanismo de solidariedade, consta do processo que Godinho Lopes abdicou dele, num acordo escrito, aquando da troca de Izmailov por Miguel Lopes.

Fonte oficial do FC Porto negou ainda que qualquer membro da Comissão Paritária tenha alguma vez sido convidado para os camarotes do Estádio do Dragão.

in O Jogo

Messi elogia Ronaldo

Os elogios sucedem a Cristiano Ronaldo depois da exibição do extremo ao serviço da Seleção Nacional frente a Suécia, onde foi determinante na qualificação paara o Mundial'2014. Os mais receentes vieram de Lionel Messi, o grande rival do internacional português.

"Não sei se o Cristiano Ronaldo atravessa o melhor momento de forma, mas ele está sempre em grande, marca golos em todos os jogos em que participa e é sempre determinante na sua equipa e na sua seleção. Faz isso há muito anos e quase não se nota se está ao melhor nível ou um pouco mais abaixo", afirmou o argentino em declarações ao jornal espanhol "Marca", nas quais destacou ainda a importância da qualificação de Portugal para o Mundial:

"É muito bom que as melhores seleções estejam apuradas, pois é isso que se pretende num campeonato do Mundo."

in Record

Ronaldo considera esta a melhor fase da sua vida

Cristiano Ronaldo, herói na qualificação de Portugal para o Mundial, reconheceu que possivelmente atravessa o melhor momento da sua carreira.

«Todas as temporadas tenho estado bem. Trabalho sempre para estar na melhor condição possível. Talvez pela quantidade de golos que já levou seja o melhor momento da minha vida. Esta pode ser a melhor temporada, mas creio que cumpro sempre», afirmou Ronaldo, em entrevista ao as.

Ibrahimovic aplaudiu Portugal no final da partida: «Foi um gesto que me deixou muito contente. Zlatan é um jogador fantástico e quando tens o respeito dos teus colegas e adeptos é muito agradável».

O play off foi marcado pelo duelo entre Ibrahimovic e Ronaldo: «É verdade e desta vez ganhei».


 
in A Bola

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Confronto entre Portugal e Suécia no play-off para o Mundial de 2014

Paulo Bento antevê "dois jogos equilibrados". Saldo de confrontos com os suecos é desfavorável à selecção portuguesa.

A Suécia é o adversário de Portugal no play-off de acesso ao Mundial de futebol 2014. O sorteio realizado em Zurique, nesta segunda-feira, colocou frente a frente duas selecções que, ao longo da história, já se defrontaram por 15 vezes.

Os jogos do play-off realizam-se a 15 e a 19 de Novembro, primeiro em Portugal, no Estádio da Luz, e depois na Suécia. De resto, a selecção nacional nunca conseguiu bater os nórdicos em território português e, no total dos 15 encontros entre as duas equipas, o saldo é desfavorável: três vitórias portuguesas, seis empates e seis triunfos suecos. É possível adquirir bilhetes para o jogo Portugal - Suécia AQUI. Para obter bilhetes para o Mundial de 2014 no Brasil basta aceder AQUI.

De qualquer modo, nos últimos três encontros, as duas equipas empataram e a selecção nórdica não vence Portugal desde 1984. As duas selecções nunca se cruzaram em fases finais de grandes competições, mas, em fases de apuramento, Portugal levou a melhor na caminhada rumo aos Mundiais de 1986 e de 2010.
Actualmente, a selecção nórdica ocupa o 25.º lugar do ranking da FIFA, 11 posições abaixo da equipa portuguesa. Na qualificação para o Brasil 2014, terminou o Grupo C no segundo lugar, com 20 pontos, menos oito do que o vencedor, a Alemanha.

Nessa caminhada rumo ao play-off, a selecção orientada por Erik Hamren bateu-se quase de igual para igual com os germânicos, com os quais protagonizou os dois grandes jogos do apuramento (empate 4-4 em Berlim, derrota por 3-5 em Solna). O principal deslize dos suecos aconteceu frente à Áustria, em Viena, onde perderam por 2-1.

Em 2013, a Suécia efectuou 13 partidas, somando sete vitórias, três empates e três derrotas. Para além das duas registadas no Grupo C, a terceira aconteceu frente à Argentina (2-3), em Fevereiro, num jogo particular. Zlatan Ibrahimovic, a grande figura da equipa, marcou, desde o início do ano, sete dos 22 golos da selecção.
 
A primeira reacção ao sorteio partiu do seleccionador português, Paulo Bento: "Vão ser dois jogos bastante complicados, dois jogos equilibrados. É uma equipa que, apesar de ter um dos melhores avançados do mundo, vale pelo colectivo", afirmou ao site da Federação Portuguesa de Futebol.
"[A Suécia] ficou em segundo num grupo que tinha um dos grandes candidatos à vitória nas grandes competições, que é o caso da Alemanha. Mas nós, independentemente do adversário, competiremos com o objectivo de estar no Mundial", promete o treinador.

Sorteio
Primeira mão (15 de Novembro)
PORTUGAL - Suécia
Ucrânia - França
Grécia - Roménia
Islândia - Croácia
Segunda mão (19 de Novembro)
Suécia - PORTUGAL
França - Ucrânia
Roménia - Grécia
Croácia - Islândia

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Paulo Fonseca: ""Pinto da Costa? Imprensa faz filmes""

Treinador recusou a ideia de a presidente no treino de quinta-feira ter uma segunda intenção.

A presença de Jorge Nuno Pinto da Costa no treino de quinta-feira, no Olival, teve várias interpretações. Para Paulo Fonseca, porém, tratou-se de algo perfeitamente natural.

"A Imprensa faz muitos filmes. Tal como todas as semanas, quando tem a oportunidade de vir ao Olival cumprimentar a equipa, vem", esclareceu o treinador dos portistas, que, instado a analisar o lance da grande penalidade que deu o triunfo frente ao V. Guimarães, preferiu por não comentar.

"Pensei que me ia perguntar sobre o lance do segundo golo do Atlético. Não quero nem vou entrar por aí, caso contrário teria de analisar todos os lances. Estou mais virado para o que temos de fazer para o jogo com o Arouca", respondeu.

in O Jogo

Lista de convocados: Cédric e André Almeida estreiam-se

As estreias de Cédric e André Almeida são as principais novidades na lista de convocados da Seleção Nacional para os últimos jogos de qualificação para o Campeonato do Mundo com Israel e Luxemburgo, nos dias 11 e 15 de outubro, respetivamente.

Os laterais de Sporting e Benfica chegam para compensar as ausências do lesionados João Pereira e Miguel Lopes, numa convocatória marcada ainda pelo regresso de Éder.

Paulo Bento mantém ainda a aposta em Anthony Lopes, chamado para os últimos para render o lesionado Beto, deixando, desta vez, Eduardo de fora.

A convocatória foi alargada a 25 jogadores, já Hélder Postiga e Fábio Coentrão estão castigados e não podem jogar frente ao Luxemburgo mas são opção para o derradeiro embate com Israel




 
Lista de convocados:
Guarda-redes: Anthony Lopes, Beto e Rui Patrício;
Defesas: Bruno Alves, Cédric, Fábio Coentrão, Pepe, Neto, Ricardo Costa, Antunes e André Almeida;
Médios: André Martins, Josué, João Moutinho, Miguel Veloso, Raul Meireles e Rúben Micael;
Avançados: Cristiano Ronaldo, Danny, Hugo Almeida, Hélder Postiga, Nani, Nélson Oliveira, Varela e Éder. 


in A Bola

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Lugar na Champions dá almofada de 8 milhões

Bruno de Carvalho não assume o Sporting como candidato ao título mas considera “mais do que óbvio” traçar a obrigação de voltar às competições europeias na próxima época, após a segunda ausência da história do clube. Na certeza de que será difícil sair da pior campanha de sempre para inaugurar uma das melhores de todos os tempos, com a reconquista do campeonato, o presidente prefere ser cauteloso na definição de metas para 2013/14.
in Record

Adeptos encarnados insultam plantel à chegada

Cerca de dez adeptos concentraram-se junto a Figo Maduro, onde a equipa do Benfica aterrou procedente de Paris, onde na quarta-feira foi batida por 3-0 pelo PSG, em partida da 2.ª jornada do Grupo C da Liga dos Campeões.

Insatisfeitos com o resultado que a equipa trouxe de França, esta dezena de adeptos insultou os jogadores à passagem do autocarro, sem que no entanto se tenham registado quaisquer incidentes. Houve ainda um cartaz a questionar a equipa pela falta de "atitude"...

Depois, no Estádio da Luz, nova pequena concentração de adeptos, igualmente a rondar a dezena, sem registo de desacatos.
 
 in Record

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Mario Balotelli de novo em acção


O avançado Mario Balotelli aguentou os assobios que foi sujeito na marcação da grande penalidade e depois mandar os adeptos do Ajax. Com o Milan a perder no período de compensações (90+4), Balotelli assumiu a responsabilidade de apontar o castigo máximo e não cedeu perante a forte pressão. Depois, mandou calar os adeptos do clube de Amesterdão.

Fica aqui o vídeo:



in A Bola

Champions: Benfica derrotado frente ao PSG por 3-0

Lição muito mal estudada dos encarnados frente a uma equipa de outro campeonato.

Tout court, claro que faz sentido! O Benfica conseguiria ombrear com o Barcelona como o PSG fez na última temporada? Jorge Jesus talvez pense que sim, mas a verdade é que tal nunca pareceu possível nem na altura em que defrontou os catalães nem agora que a experiência não pode ser comprovada. Os encarnados nunca em nenhum momento foram favoritos para este jogo, sobretudo na forma em que se apresentam e que é incompreensível, e as diferenças entre as duas equipas aumentaram ainda mais depois dos «olés» que se ouviram na bancada no início da segunda parte.

O que não se entende e não pode ser explicado apenas com os valores individuais do adversário é que o Paris Saint-Germain não acrescentou nada de novo ao que vinha fazendo e, mesmo assim, surpreendeu o Benfica com um resultado volumoso. Sim, é verdade que o Benfica não tem um Ibrahimovic ou um Cavani, mas estudou muito mal a lição para anular movimentos que estavam perfeitamente identificados no rival.

A teoria

A lógica dizia que Jesus tinha razão. André Almeida porque quem estava do lado de lá era Maxwell, um dos mais principais jogadores a fazer movimentos de rotura. Siqueira porque sim, é ele o dono indiscutível do lugar. Gaitán porque Van der Wiel também é muito ofensivo e o brasileiro podia precisar de apoio. E Djuricic, para haver alguém a levar a bola até Cardozo, que tinha a companhia de um central duro como Alex e um menos pressionante mas muito hábil no desarme chamado Marquinhos. Esta era a teoria, a prática teria de ser confirmada sobre o relvado.

Já a Laurent Blanc, sem Thiago Silva, só lhe restava uma coisa: esperar que Alex, desta vez, estivesse bem, depois da falsa partida há três jogos. Naquela que foi a equipa ideal que encontrou algumas jornadas depois do início da Ligue 1, e que foi gerindo nos últimos tempos, não mexeu. Lavezzi, pela sua influência na equipa, iria certamente voltar ao onze, tal como o trio do meio-campo iria ser mais de contenção, a exemplo do que tem acontecido nos jogos mais a doer: Verratti, Thiago Motta e Matuidi. A única dúvida que havia seria uma eventual troca, com o ex-Pescara mais recuado na posição 6 e o ex-Barça ao lado, com ordens para subir. Em quase toda a época tinha sido ao contrário, com Motta no meio, mas, como se disse, e porque já tinha sido tentado por Blanc numa das últimas partidas, havia a questão a perdurar no ar. Os primeiros minutos trouxeram a resposta, com Motta na posição seis.

Os perigos eram bem conhecidos. O papel de Ibrahimovic no recuo para ter a bola, fosse pelo ar ou pelo chão, e organizar o ataque; o influência dos laterais no envolvimento das defesas contrárias; a capacidade de Matuidi chegar rápido na frente; e as bolas paradas, com bons marcadores como Motta (à direita), Lavezzi ou Lucas (à esquerda) e Ibra (diretos, em zona frontal). A somar a todo isto, reconheça-se, um plantel milionário, com alguns dos melhores executantes do mundo.

A prática

Aos quatro minutos, o desequilíbrio começa no meio, com Matic a falhar a entrada perante Matuidi, que coloca em Verratti. A visão de jogo do italiano permitiu-lhe ver a corrida de Van der Wiel já na área (laterais, lembra-se?), e o holandês só teve de colocar no lado contrário em Ibra (é aquele sueco de rabo de cavalo que mexe com toda equipa), sem marcação, para que o avançado marcasse.

A boa notícia que os primeiros minutos davam era que parecia haver um pouco mais de Matic do que nos outros jogos, mas a ideia foi-se perdendo com o avolumar do resultadi. O tempo e a gestão parisiense fariam com que o Benfica se aproximasse um pouco da baliza de Sirigu. Siqueira rematou por alto na melhor oportunidade nos primeiros 45 minutos e os da Luz ficariam sem poder anular a derrota cinco minutos depois, aos 24, com o golo de Marquinhos. Mais uma vez, não estava tudo decorado. É Ibra, à vontade, que provoca o desequilíbrio com um passe de calcanhar para Verratti, o italiano desmarca Matuidi (leram lá em cima que ele chegava rápido na área?), e o francês assistiu Marquinhos para o 2-0.

Já sem Fejsa, por culpa de mais uma lesão, com Matic de novo a seis e Tiago Gomes de volta a ser opção mais de quatro meses depois (esteve na última jornada da última Liga), o 3-0 chegaria com aparente naturalidade. Um canto (daqueles que são sempre perigosos), e Ibrahimovic, melhor e mais alto que Garay, a bisar.

A outra face

Jesus deu a outra face do Benfica no segundo tempo. Djuricic, aposta falhada por inteiro, entregou o seu lugar a Markovic. No entanto, foi Enzo quem passou para o meio, ajudando também na hora em que não havia bola. O PSG estava contente, nada o tiraria do trono do Grupo C e já tinha sido mais do que convincente. O Benfica continuou a lutar, a rematar para defesas mais ou menos fáceis de Sirigu.

Já Artur teve bem mais trabalho, mesmo com os gauleses menos aplicados. Aos 74, com o seu pé esquerdo, negou a goleada e o golo com assinatura de Cavani. A goleada pareceu sempre mais perto de acontecer do que o tento de honra dos portugueses. Os da casa acabaram a gerir. Primeiro o esforço de Verratti (Rabiot) e Lavezzi (Lucas), e depois o de Alex (Camara). E isso prova o quanto foi fácil para o PSG

in Mais Futebol 

Cristiano Ronaldo centenário nas competições europeias // Jogos desta quarta-feira e Classificações

Onze anos depois de se ter estreado em partidas das competições europeias, Cristiano Ronaldo disputa esta noite o 100.º encontro nas provas da UEFA.
O percurso europeu do futebolista português começou numa noite de Agosto de 2002, quando foi lançado a partir do banco do Sporting por Laszlo Bölöni. Cristiano Ronaldo substituiu Toñito na segunda parte dessa primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, frente ao Inter de Milão, que terminaria 0-0.
Em Itália — onde Cristiano Ronaldo não foi utilizado — os “leões” perderam por 2-0 e caíram para a Taça UEFA. Mas também aí as coisas não correram bem para os lisboetas: Cristiano Ronaldo alinhou nos dois jogos frente ao Partizan mas o emblema de Alvalade foi eliminado pelos sérvios.
Aqueles três foram os únicos jogos europeus que Cristiano Ronaldo disputou pelo Sporting. Seguiram-se 55 ao serviço do Manchester United, e, com a camisola do Real Madrid, já cumpriu 41.
Nesta quarta-feira, quando os merengues receberem o Copenhaga, o capitão da selecção portuguesa atinge os 100 jogos nas provas da UEFA. Nos 99 encontros anteriores Cristiano Ronaldo somou 54 golos (na contabilidade de jogos e golos entram as partidas das pré-eliminatórias).
Cristiano Ronaldo ouviu terça-feira elogios do jogador que terá a missão de o travar esta noite: “É raro encontrar um jogador de ataque mais alto, mais rápido, mais forte, melhor tecnicamente e de cabeça [do que eu]. Não há nada em que possa igualá-lo”, admitiu o lateral direito do Copenhaga, Lars Jacobsen.
A protagonizar um início tremido na Premier League, o Manchester United de David Moyes vai à Ucrânia defrontar o Shakhtar Donetsk — as duas equipas encontram-se pela primeira vez. Em Manchester, o City recebe o campeão europeu Bayern Munique. Manuel Pellegrini nunca venceu Pep Guardiola: nem pelo Villarreal, nem pelo Real Madrid, nem pelo Málaga.


Jogos e classificações (Jogos/Pontos)

Grupo A
2.ª Jornada
Shakhtar Donetsk–Man. United,    19h45 (SP-TV3)
Bayer Leverkusen–Real Sociedad,    19h45

1.º Shakhtar Donetsk, 1/3
2.º Manchester United, 1/3
3.º Bayer Leverkusen, 1/0
4.º Real Sociedad, 1/0

Grupo B
2.ª Jornada
Juventus–Galatasaray,    19h45
Real Madrid–Copenhaga,    19h45 (SP-TV2)

1.º Real Madrid, 1/3
2.º Copenhaga, 1/1
3.º Juventus, 1/1
4.º Galatasaray, 1/0

Grupo C
2.ª Jornada
Paris Saint-Germain–Benfica,    19h45 (SP-TV1)
Anderlecht–Olympiacos,    19h45

1.º Paris Saint-Germain, 1/3
2.º Benfica, 1/3
3.º Olympiacos, 1/0
4.º Anderlecht, 1/0

Grupo D
2.ª Jornada
CSKA Moscovo–Viktoria Plzen,    17h (SP-TV1)
Man. City–Bayern Munique,    19h45 (SP-TVLive)

1.º Bayern Munique, 1/3
2.º Manchester City, 1/3
3.º Viktoria Plzen, 1/0
4.º CSKA Moscovo, 1/0

in público.pt

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Champions: FC Porto 1 - 2 Atl. Madrid

Máquina da verdade tira as dúvidas: ainda falta muito a este F.C. Porto 

 O F.C. Porto foi à maquina da verdade e sai com muito que refletir. O Atlético de Madrid foi o algodão que se esperava: ajudou a tirar dúvidas, criou outras e mantém o F.C. Porto naquela corda bamba estranha que se começou a vislumbrar há tempos. Não está fácil perceber o que vale ao certo esta equipa, mas uma conclusão já dá para tirar: não está melhor do que no passado recente.

O que aconteceu esta noite no Dragão foi uma réplica perfeita do que tem sido o F.C. Porto este ano. Excelente entrada em campo, golo e, depois, um alheamento (ou incapacidade) difícil de perceber.

O F.C. Porto tem atenuantes, é certo, e esses começam logo no nome do adversário. Falamos de uma equipa que é líder de um dos melhores campeonatos do mundo. Invicta. Acabadinha de sair de uma vitória no Santiago Bernabéu. Antes deste jogo do Dragão, aliás, nunca estivera a perder.

O Atlético de Madrid, de Simeone, foi, sem dúvida, o muro mais difícil que o F.C. Porto teve de trepar esta época. Não teve mãos para isso, pese toda a boa vontade que mostrou no primeiro tempo. E quase só aí, convém reforçar.

A chave para essa primeira parte de grande qualidade esteve, acima de tudo, em Fernando. O Atlético jogava com David Villa e Léo Batistão para os dois centrais do F.C. Porto. Paulo Fonseca nem pensou em recuar Fernando. Jogando no espaço entre a linha defensiva e o miolo, o brasileiro gozou de tempo e oportunidade para criar. E já o faz bem melhor por estes dias.

A pressão começava aí. Passava por um Defour a vascular para o espaço, à esquerda ou à direita, e a libertar Danilo e Alex Sandro para subidas constantes. Chegava a Jackson, com a luta do costume. Faltou, quiçá, mais Lucho a esta equação. Noite menos positiva do argentino.
Uma metralhadora a apontar para o pé

Problemas? Existiram claro. Josué nunca disfarçou uma exibição de altos e baixos e Varela também não convenceu. Dispôs da primeira oportunidade, logo aos 9 minutos, num cabeceamento defeituoso após centro da esquerda. Ainda viria a desperdiçar outra, perto do intervalo, com Courtois a defender com o pé.

Pelo meio, o golo. Jackson Martínez foi mais rápido que Godín e, no coração da área, desviou de cabeça o livre de Josué. 15 minutos e toda a lógica: só dava F.C. Porto por aquela altura.

E o golo não mudou logo a toada. É verdade que perto do intervalo já Raul García tinha cabeceado à trave numa má saída de Helton, após canto. Não seria a única e teria custos. Mas também é certo que só na segunda parte, quando Simeone alargou o ataque com Cristian Rodríguez em vez do apagadíssimo David Villa, o Atlético conseguiu passar a dominar.

E mesmo aí deu a sensação de que a culpa foi toda do F.C. Porto. Não conseguia ter bola, vacilava nas decisões e dava ares de indecisão. Tinha um jogo para controlar e não tinha arte para o fazer. Os espanhóis perceberam e aproveitaram. E tiveram ajuda. A equipa de Paulo Fonseca descarregou uma metralhadora no próprio pé para que o empate aparecesse.

Foi incrível toda aquela sucessão de erros. Perda de bola de Josué, falta desnecessária (que até poderia valer o segundo amarelo) e saída absurda de Helton. Lembram-se? Ia custar caro e custou. Godín empatou.
Sem soluções

A igualdade no marcador trouxe à tona uma realidade que também começa a ser difícil de abafar: a equipa já pareceu ter mais soluções. Licá e Quintero não mexeram com o jogo e o F.C. Porto não voltou a ser mandão. Não voltou a assumir o controlo e voltou a sofrer de bola parada (nova falta desnecessária, agora de Mangala), num lance, diga-se, muito bem ensaiado pela equipa de Simeone. Arda Turam desferiu o golpe final a cinco minutos do fim.

Era tarde de mais. O F.C. Porto tem estofo para estas andanças? A equipa respondeu que sim e quis prová-lo. A máquina da verdade diz que não. Mas ainda não é tarde para mudar. Para já, só o primeiro lugar do grupo ficou mais complicado. 

in Mais Futebol

«Não viemos a Paris só a pensar em defender» - Jorge Jesus

O treinador do Benfica reconhece a grande qualidade dos jogadores do Paris Saint Germain, apontando os exemplos de Ibrahimovic, Lavezzi e Cavani. No entanto, garante que a sua equipa não vai remeter-se à defesa.

«O PSG é a equipa mais favorita do grupo teoricamente. Sabemos que contratou jogadores de muita qualidade, empenhando-se não só na reconquista do campeonato mas também em fazer boa carreira na Champions. No entanto, vamos jogar como temos feito na Europa nestes últimos anos, recuperando o bom nome do Benfica», referiu Jorge Jesus na antevisão ao jogo desta quinta-feira.

«O PSG é sobejamente conhecido, tem Ibrahimovic, Lavezzi e Cavani, pode destruir qualquer estrutura defensiva. Mas não viemos a Paris só a pensar em defender, queremos criar problemas quando tivermos a posse de bola e vamos ver se o PSG nos deixa», garantiu o treinador dos encarnados, salientando que tem trabalhado nos últimos dias sobre as debilidades do adversário.

Mostrou-se, por isso, alerta para os lances de bola parada, sobretudo porque o PSG marca muitos golos de cabeça, tal como os encarnados sofreram no passado sábado, diante do Belenenses.


in A Bola

domingo, 29 de setembro de 2013

Rui Costa: "No final dei tudo de mim"

O novo campeão mundial de ciclismo recordou, à televisão italiana, os últimos momentos da histórica corrida.
 
 
 
Já com a medalha de ouro ao pescoço e a camisola de arco-íris vestida, Rui Costa concedeu a primeira entrevista à televisão italiana como campeão mundial de 2013.

"É uma emoção enorme para mim, um feito para o meu país, é um grande orgulho", começou por dizer, acrescentando que "já era hora de Portugal [ganhar]...", com a voz visivelmente embargada pela emoção.

O poveiro, que intercalou a entrevista com um emotivo "Ainda não acredito que ganhei o Mundial!", referiu-se à estratégia que o levou ao êxito, dizendo: "Na parte final arrisquei, dei tudo de mim. No último quilómetro havia uma situação complicada para apanhar o Rodríguez, mas pude apanhá-lo, ter margem para recuperar e sprintar nas melhores condições".

in O Jogo Online

FC Porto contraditório vence Guimarães pela diferença mínima

O dragão precisa de fogo mas alimenta-se da dúvida.

Para quem busca o clamor do triunfo, do reconhecimento e da autoridade, a magreza do 1-0 não sacia. Au contraire: ergue uma profunda dúvida sobre o estilo de vida do novo FC Porto. E se esses três pontos forem obtidos através de um penálti inexistente, como é o caso, então o sucesso passa a ter uma conotação anorética.

Paulo Fonseca vem de um trabalho genial em Paços Ferreira. É um bom comunicador, um homem sabedor, mas o discurso não bate certo. As palavras nas salas de imprensa não encontram eco harmonioso nas exibições.

Culpa do treinador? A precocidade da época desaconselha uma análise severa. Tudo é ainda novidade e os resultados, na verdade, são satisfatórios. Bons até. O problema é que a equação escolhida para chegar ao produto final peca por evidentes contradições.

Sejamos claros: nesta altura, ver este FC Porto é ver uma equipa recheada de talento e desnorte.

É impossível perceber ou adivinhar os caminhos pretendidos pelo dragão. Mas é imperativo também que o mesmo dragão entenda, o quanto antes, a urgência de se encontrar a si mesmo. E para isso não pode querer abraçar duas ou mais ideologias.

30 minutos a prometer um mundo perfeito

Frente ao Vitória Guimarães, o FC Porto teve 30 minutos francamente bons. Dinâmico, com movimentações acertadas, intenso e a fazer pressão alta. O jogo podia ter ficado ali decidido, mas a finalização (outra lacuna) tarda em ser convincente.

A partir daí, os azuis e brancos foram uma equipa contraditória. A dispersão minou a auto-estima e a equipa jamais soube fazer a transição entre a sensatez e o brilhantismo. O primeiro golo não aparecia, as pernas passaram a tremer e a executar mal.

O catálogo interminável de Quintero, um génio em potência, também fechou demasiado cedo, embora ainda a tempo de arrancar a tal grande penalidade inexistente. Josué fez o único golo do jogo e faltava ainda mais de meia-hora para jogar.

Julgava-se, erradamente, que a vencer o FC Porto recuperaria os interessantes índices da fase inicial. Não, nunca. Quis ser paciente e fez jogo direto, quis acelerar e abusou nos passes atrasados, numa polifonia verdadeiramente incómoda. O coletivo foi incapaz de funcionar em uníssono, a uma voz.

Procura-se: um grande teste para este dragão

A assistir a tudo isto da primeira fila, o Vitória Guimarães começou a perceber que se calhar até valia a pena jogar algum futebol. Débil até sofrer o golo, sem capacidade de incomodar minimamente, o Vitória passou a sair em algumas transições rápidas e a beneficiar de lances de bola parada em zonas prometedoras.

O FC Porto, lá está, hesitou e estendeu a interrogação sobre o destino do jogo até ao apito final. A incapacidade de guilhotinar um oponente acessível foi confrangedora e os assobios passaram a tomar conta da banda sonora.

A liderança é azul e branca, sim senhor, mas é uma liderança desconfiada. De tudo o que a rodeia, inclusivamente da própria sombra. É uma liderança magra, a necessitar de uma reprimenda e de hábitos mais saudáveis.

Para se convencer a si próprio e definir de uma vez por todas a cartilha a abraçar, o FC Porto precisa de aprovação num grande teste. O da próxima terça-feira vem mesmo a calhar. 

in Mais Futebol 

Benfica não vai além do empate com Belenenses


Primeira parte 
Apertado com a vitória do FC Porto desta sexta-feira, o Benfica entrou em campo com a obrigação natural de vencer o jogo diante do Belenenses para não deixar fugir mais o líder do campeonato.
A equipa incorporou bem esse espírito e essa necessidade e atirou-se para a frente em busca do objetivo primordial do futebol: o golo. Os primeiros minutos foram um sufoco, e o Belenenses, a precisar de oxigénio, lá se ia defendendo aos soluços.
Com o desenrolar da partida nestes moldes foi com naturalidade que o Benfica e Cardozo chegaram ao golo. O paraguaio, que se havia encontrado com a sua veia goleadora na última partida, fez uso da sua estatura para chegar onde os centrais do Belenenses não chegariam e marcou de cabeça aquele que foi o primeiro golo do jogo. Teve direito e tudo a dedicatória especial com o paraguaio a apontar para a tribuna presidencial onde Luís Filipe Vieira assistia ao seu jogo 500 dos encarnados, desde que assumiu o cargo.
Mas se falamos só do Benfica nos primeiros minutos, o Belenenses fez por merecer as próximas linhas. Naquele que foi o primeiro jogo sem Mitchell Van der Gaag no banco, os jogadores do Restelo de certeza que o traziam no coração e na cabeça as suas ideias dada a pronta resposta que apresentaram em campo.
Pé ante pé foram subindo no terreno, perante o olhar despreocupado dos encarnados, e acabaram mesmo por chegar ao golo. Sturgeon deu o primeiro aviso e pouco depois Diakité aparecia na área a marcar de cabeça o golo do empate. O lance acabou por estar envolto em polémico visto que Freddy, em posição irregular, acaba por dificultar a ação do guarda-redes Artur.
Regressou tudo à forma inicial. O Benfica viu-se na necessidade de acelerar o encontro fazendo valer a sua maior capacidade técnica, porém até ao intervalo não surgiram mais golos.

Segunda parte
Com o génio do Benfica sem ideias, o treinador Jorge Jesus não teve dúvidas em tirar Markovic e fazer entrar o recém-regressado de lesão Gaitán.
A precisar de voltar à vantagem, o Benfica construiu nos segundos 45 minutos uma estrada de apenas um sentido. Eram 10 jogadores encarnados sempre a correrem em direção à área do Belenenses, mas o futebol não é atletismo e faltou sempre objetividade à equipa de Jorge Jesus. Mérito para o adversário que, consciente dos seus defeitos e virtudes, fazia da garra o seu ponto forte e teimava em manter o empate.
O relógio andava, o marcador não mudava e Jorge Jesus com a paciência a esgotar-se com o que via apostou em Sulejmani e Rodrigo para que fossem eles a mudar que os seus colegas não tinham conseguido.

A pressão adensou-se, o jogo só se desenrolava na área do Belenenses, mas nada nem ninguém foi capaz desfazer o empate a um golo que tinha sido construído na primeira parte.
Com este resultado, o Benfica passa a somar 11 pontos e fica a cinco do líder do FC Porto. Já o Belenenses conta com quatro pontos e iguala Paços de Ferreira e V. Setúbal.

in sapo.pt