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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Liga Europa: Sporting empata com Genk (1-1)

A viagem alucinante do leão até ao ponto de partida.
Como em qualquer pessoa emocionalmente instável, o Sporting fez uma viagem alucinante entre a depressão e a euforia, para acabar por regressar ao ponto de partida. Bastou, antes de mais, um clique para provocar a alegria leonina: a mudança de Capel do flanco esquerdo para o direito.

A partir daí o espanhol arrancou um par de jogadas serpenteantes entre adversários que encheram o mundo do Sporting de contentamento e felicidade. O estado de alegria tornou-se tão grande que nem a contrariedade que foi a expulsão de Schaars na pior altura o interrompeu por completo.

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Ora por isso o Sporting continuou a sentir-se bem na pele que vestia, manteve a cabeça erguida e chegou ao golo: Capel, outra vez ele, fugiu pela direita e cruzou nas medidas certas para Van Wolfwinkel finalizar de cabeça. Alvalade, sedendo de uma alegria destas, explodiu num grito.

O resto da viagem explica-se em duas características também elas muito humanas: sofrimento e fé. Fé em Rui Patrício, claro. Ele que fez uma mão cheia de defesas que aguentaram a vantagem mínima até ao limite do imaginável. Já em cima do minuto noventa, encontrou-se esse tal limite.

Nessa altura Plet fez o golo do empate que devolveu o Sporting ao estado inicial. A depressão. O empate não arruma de vez a questão europeia desta equipa, mas deixa o apuramento muito difícil: é preciso vencer os dois jogos que faltam e esperar que os resultados dos outros jogos seja favorável.

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Pior do que isso, porém, o Sporting somou o oitavo jogo sem ganhar: igualou a pior série de sempre. Continua num estado de tristeza profundo e sem perceber a luz ao fundo do túnel. Esta equipa, é bom dizê-lo desde já, precisa de uma vitória. Está sedenta de uma vitória. A tal que tarda.

Se calhar por isso o golo de Van Wolswinkel foi festejado da forma que foi. Nota-se que o plantel quer mais. Só não consegue. A equipa sente naturalmente o peso das derrotas e a maior parte dos jogadores foge da bola como o diabo da cruz. A primeira parte foi nesse sentido o exemplo cabal.

O Sporting entrou mal no jogo e teve o azar de encontrar pela frente uma equipa que se sentia confortável a trocar a bola. O Genk nunca foi entusiasmante, mas durante muito tempo soube alimentar a intranquilidade leonina. Dois remates leoninos de longa distância são a única prova disso.

Destaques: Capel não merecia esta sorte

Schaars pegava na bola e tentava encontrar soluções, mas ninguém se movimentava, ninguém criava linhas de passe. Vercauteren começou por apostar, por exemplo, em Labyad na direita: o jovem fugia muitas vezes para o centro e abria uma auto-estrada que Cedric nunca quis aproveitar.

O resto era o normal: passes sempre ligeiramente tortos, receções mal conseguidas, leitura de jogo sempre ligeiramente atrasada. O Sporting não pensa como deve e treme como não pode. Nada de novo, lá está. Trata-se apenas do somatório de problemas que se arrastam há demasiado tempo.

Na segunda parte, e sobretudo com o sopro de alegria que Capel trouxe ao jogo, as coisas pareciam mudar. O golo fez essa esperança viver até ao limite do próprio jogo. Mas Rui Patrício não deu para tudo e a sorte acaba sempre num qualquer instante: esse instante chegou ao minuto noventa.

Passou mais um jogo que nada mudou na vida do Sporting.

in Mais Futebol

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